| 04/12/03:
Aelton impede aumento de imposto
para loterias
BRASÍLIA - O senador Aelton Freitas (PL-MG)
conseguiu uma importante vitória em favor das casas lotéricas
brasileiras. Durante a votação do PLC 70/2003, que altera a
lista de serviços sujeitos ao ISSQN (Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza), foi aprovada um destaque de autoria do senador
Aelton retirando do projeto um item que permitia a cobrança do
Imposto Sobre Serviços, com alíquota de até 10% sobre as casas
lotéricas, conforme defendia o relator Romero Jucá.
“Não haveria garantias de que as loterias
não fossem tributadas em excesso, prejudicando um setor que
emprega mais de 10 mil pessoas em todo o país”, justificou o
senador Aelton.
Aelton destaca ainda que existem 9.300 casas
lotéricas em todo o território nacional e que 50% de sua
arrecadação é destinado á manutenção de projetos sociais.
Dessa forma, a taxação exagerada poderia ter efeito contrário e
danoso a inúmeras atividades sociais do próprio governo. “Não
se justifica a hipótese de se causar sério desequilíbrio
econômico e financeiro ao setor através de um aumento de carga
tributária”.
Dos 58 senadores presentes na sessão, 54
votaram favoravelmente à proposta de Aelton, inclusive o líder
do governo Aloísio Mercadante e os líderes do PSDB, Arthur
Virgílio, do PFL, José Agripino e do PMDB, Renan Calheiros. “Felizmente
conseguimos sensibilizar o governo e a oposição e vamos livrar
as casas lotéricas do país de uma injustiça indiscutível”,
avalia Aelton.
Segundo o senador, não cabe ao legislador
Federal determinar que tipo de serviços deve ser tributado com
determinadas alíquotas. A Constituição Federal estabelece que a
lei complementar federal deve apenas definir alíquotas mínimas e
máximas de Imposto Sobre Serviços e não lista de serviços a
serem taxados.
09/05/03:
Marcelo Crivella quer diminuir
carga tributária da construção civil e da agricultura
BRASÍLIA - O senador Marcelo Crivella (PL-RJ) disse que a reforma
tributária tem que beneficiar os dois setores brasileiros que
mais empregam mão-de-obra: a construção civil e a agricultura.
O senador participou de audiência pública na Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com a presença de
empresários, para discutir a reforma tributária.
- É inconcebível, por exemplo, que um saco de cimento - uma
simples farofa de calcário e argila, com pitadas de cal - custe
R$ 20. É como taxar o sangue humano. E por que taxar
fertilizantes e sementes, produtos que contribuem para a geração
de empregos? - perguntou Crivella.
O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, coordenador da Ação
Empresarial Brasileira, respondeu que, dos R$ 20 de cada saco de
cimento, R$ 8 são de impostos, o que mostra, segundo ele, a carga
tributária exagerada do país. Crivella disse também que há
avanços na proposta do governo, como o fim da guerra fiscal e a
contribuição social sobre produtos importados. Gerdau respondeu
que essa contribuição deverá ser cumulativa, o que irá
aumentar os preços de todo produto que dependa de componentes
importados.
CPI do Banestado quer suposta
lista de políticos e servidores suspeitos de remessa ilegal
BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do
Banestado requisitou ao perito da Polícia Federal Renato Barbosa
a entrega, em 48 horas, de lista com cerca de mil nomes de
políticos e servidores que teriam remetido recursos ilegalmente
para o exterior. O presidente da CPI, senador Antero Paes de
Barros (PSDB-MT), espera que a relação de nomes venha
acompanhada de elementos como CPF ou endereço que permitam à
comissão identificar e investigar os acusados.
A decisão da CPI atendeu a uma sugestão do procurador da
República Luiz Francisco de Souza, que remeteu ofício ao senador
Antero Paes de Barros informando a existência dessa relação de
cerca de mil nomes de políticos e de servidores públicos
envolvidos com a evasão de divisas.
Quando prestaram depoimento à CPI do Banestado, no dia 30 de
julho, o procurador Luiz Francisco de Souza e o perito Renato
Barbosa disseram possuir uma lista de 400 políticos que teriam
remetido ilegalmente recursos para o exterior por meio de contas
CC-5. Na ocasião, a CPI realizou uma sessão reservada para que
ele apresentasse a relação e Luiz Francisco frustrou os
deputados e senadores, apresentando uma relação de nomes sem o
CPF nem endereço, com vários homônimos, o que impossibilitou a
identificação dos culpados.
O presidente da CPI observou que as denúncias sem fundamento
feitas pelo procurador Luiz Francisco prejudicam as
investigações e dão à opinião pública a falsa impressão de
que os deputados e senadores estariam protegendo políticos
corruptos.
- Espero que desta vez o perito Renato nos forneça uma relação
mais consistente, com elementos que permitam identificar os
políticos que, segundo o procurador Luiz Francisco, se
beneficiaram da remessa ilegal de divisas. Isso fará bem para o
país e para a CPI - disse Antero Paes de Barros.
08/03/03:
Marcelo Crivella anuncia
seus três principais trabalhos no Senado

Foto:
AS/Roosevelt Pinheiro
BRASÍLIA - Em seu primeiro discurso em Plenário, o senador Marcelo
Crivella (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (18) as três primeiras iniciativas a que se
dedicará no Legislativo. Ele pretende trabalhar pelo desenvolvimento do Nordeste, pela
correção das distorções do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) e pela aprovação de uma Lei de Responsabilidade Social. E prometeu prosseguir, no
âmbito do Legislativo, a luta que vem travando, como pregador evangélico, "em favor
de uma sociedade mais justa".
O parlamentar prometeu se esforçar para tornar possível a
multiplicação da experiência do Projeto Nordeste/Fazenda Nova Canaã. Conforme
explicou, trata-se de um modelo de desenvolvimento inspirado no kibutz israelense, que
atende a inúmeras famílias carentes, em Irecê (BA). De acordo com Crivella, a
iniciativa se caracteriza pelo baixo custo de implementação, auto-suficiência e
auto-sustentabilidade, propiciando um complemento ideal para o programa Fome Zero,
conduzido pelo governo.
Nesse mandato, Crivella também pretende trabalhar contra as
distorções na cobrança do ICMS, em especial no Rio de Janeiro. O senador informou que
esse imposto não vem sendo cobrado sobre a produção de petróleo, privando o Rio de
Janeiro de importantes receitas, quando o estado é o segundo maior arrecadador de
impostos da União, recebendo do governo federal apenas cerca de 10% do que arrecada.
Sobre a Lei de Responsabilidade Social, seu objetivo é fazer com
que parcelas dos impostos gerados numa comunidade carente sejam aplicadas na própria
comunidade. Ele explicou que não se trata da criação de um novo imposto, mas do
redirecionamento da aplicação dos impostos que já existem. Crivella disse partilhar com
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do sonho de ver o Brasil livre da fome. E afirmou
que o Projeto Nordeste/Fazenda Nova Canaã é o marco inicial da realização desse sonho.
06/03/03:
Líder do PSDB no Senado diz que
estará pronto para negociar novas regras para MPs
BRASÍLIA - O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder de seu
partido no Senado, disse que estará "pronto para negociar" novas regras para a
tramitação de medidas provisórias (MPs) assim que o Poder Executivo constatar que as
atuais normas são tão rígidas que "levam o país para perto da
ingovernabilidade". O representante amazonense afirmou não querer a volta do sistema
anterior, "mas um meio-termo que gostaríamos que tivesse sido aplicado".
O parlamentar afirmou que, na legislatura anterior, como deputado
federal, já alertava que as alterações na tramitação das medidas provisórias foram
muito radicais. Dizia, na época, que isso prejudicaria o futuro presidente, fosse ele o
candidato do governo ou da oposição.
Arthur Virgílio disse ser a favor da celeridade do processo
legislativo, mas salientou que a aparente lentidão da tramitação das proposições
"é sinal da sabedoria secular do Congresso".
- Um projeto de lei nasce e vai ficando cada vez menos parecido com
a feição do seu dono inicial. Termina mais parecido com a feição de uma sabedoria
coletiva. Isso é uma coisa secular - afirmou, lembrando ainda que o Brasil é um dos
parlamentos mais tradicionais do mundo.
O senador afirmou ser a favor da reabertura das investigações,
pela Câmara dos Deputados, contra o deputado Pinheiro Landim (PSL-CE). O parlamentar
renunciou ao seu mandato nos últimos dias da legislatura passada, para escapar de um
processo que investigava seu envolvimento na venda de sentenças judiciais, que teriam
beneficiado até traficantes de drogas.
Para Arthur Virgílio, a reabertura se justifica porque esse caso,
além de estar vinculado ao tráfico de drogas, tem fatos novos todos os dias. Ele não
considera que isso seja um precedente para abrir, no Senado, o processo contra o senador
Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que renunciou ao seu mandato anterior durante as
investigações sobre seu envolvimento na fraude do painel eletrônico do Senado.
Segundo o líder do PSDB, tanto Antonio Carlos Magalhães quanto o
ex-senador e agora deputado federal José Roberto Arruda (PFL-DF) "pagaram um preço
altíssimo pelo erro cometido e depois voltaram para cá pela vontade dos eleitores".
Arthur Virgílio, no entanto, defendeu que seja averiguada a necessidade de investigação
sobre denúncias de possíveis desvios de verbas envolvendo o senador Aelton Freitas
(PL-MG) e o ministro dos Transportes Anderson Adauto.
- Não devemos deixar passar em branco, mas olharmos a sério, para
não parecer perseguição que atinge um ministro do governo e para não parecer
displicência para com o cumprimento das regras de moralidade e de legalidade que devem
ser observadas por nós. Não vou fazer papel de líder de oposição aqui, a cada minuto
pedindo uma CPI, a cada instante criando uma balbúrdia. Vão ver a prática de uma
oposição madura, sensata, que nem por isso deixará de ser firme e rigorosa. Mas rigor e
firmeza não são inimigos de sensatez e de prudência. Ao contrário, essas quatro
características devem se reunir em uma só qualidade - afirmou.
Senador quer regulamentar profissões
da construção civil
BRASÍLIA - O senador Eurípedes Camargo (PT-DF) afirmou na
terça-feira (4) que seu principal projeto nesse primeiro ano de mandato será lutar pelos
direitos dos trabalhadores da construção civil e regulamentar a profissão de
mestre-de-obras e encarregado.
- Minha origem é a construção civil. Nessa área se lida muito
com o mercado informal, várias profissões dessa área não são regulamentadas. Por
exemplo, mestre-de-obra e encarregado não é profissão, é oficio. Tem que regulamentar.
Até hoje isso não aconteceu porque falta articulação e representação para a classe -
disse.
A reforma política - prioridade apontada para este ano pelo novo
presidente do Senado, José Sarney - é necessária e deve receber toda a atenção dos
parlamentares, na opinião de Eurípedes, para quem é preciso que a nova legislação
fortaleça os partidos, para que eles não sejam usados apenas como balcão de
negociação de interesses particulares.
Para o senador, 2003 é o momento ideal para se aprovar não só a
reforma política, mas também a tributária e a da Previdência. "São problemas que
se arrastam há anos e precisam de solução", afirmou.
Líder do governo no Congresso diz
que PT negocia comissões do Senado com PMDB e PFL
BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante
(PT-SP) disse que estão sendo mantidas negociações sobre as principais comissões
parlamentares da Casa. O PT pretende indicar o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para a
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
"Nossa intenção será negociar junto ao PMDB e ao PFL a
distribuição das três comissões que me parecem mais importantes: a Comissão de
Justiça, a Comissão de Assuntos Econômicos e a Comissão de Relações
Exteriores", afirmou Mercadante.
Suplicy discorda de comprovação de
gastos com o cartão do Fome Zero
BRASÍLIA - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) acredita que o
dinheiro do combate à fome deve ser distribuído a todos, sem necessidade de
comprovação de gastos. Ele disse nesta terça-feira (4) que não lhe agrada a idéia de
um controle sobre o que deve ou não ser comprado por quem receber o cartão magnético
para sacar R$ 50 por mês.
Para Suplicy, o ideal seria a adoção do programa de renda mínima,
sistema pelo qual todo cidadão brasileiro tem direito a uma ajuda de custo mensal do
Estado e gasta o dinheiro como quiser. O senador pediu paciência à população,
afirmando que, com o tempo, o programa Fome Zero, cuja primeira etapa é emergencial, deve
ser aperfeiçoado.
- Não acredito que se faça necessário comprovar gastos das
pessoas mais pobres que vierem a receber o cartão de cidadania. Mas eu acho que isso
será um aprendizado, um processo que o programa Fome Zero irá naturalmente observar e
serão as próprias famílias que acabarão por recomendar essa decisão. Agora, é muito
importante que se inicie o projeto Fome Zero com o objetivo de se erradicar a pobreza.
Estou de pleno acordo com isso - concluiu Suplicy.
01/02/03:
Eleita a Mesa do Senado Federal: Confira como fica
a composição
BRASÍLIA - Os senadores elegeram os integrantes da Mesa do Senado
em votação pelo painel eletrônico. Foi eleita a chapa única apresentada para os cargos
da Mesa. Essa chapa resultou de acordo de lideranças realizado ontem na sala do gabinete
do então presidente da Casa, Ramez Tebet (PMDB-MS). A 1ª Vice-Presidência ficará com o
senador Paulo Paim (PT-RS), a 2ª Vice-Presidência com Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO)
e a 1ª Secretaria com o senador Romeu Tuma (PFL-SP). A Mesa do Senado terá mandato até
fevereiro de 2005. A seguir a composição integral da Mesa. Os nomes foram anunciados
pelo presidente José Sarney, após o registro de 78 votos favoráveis, um contra e
nenhuma abstenção na votação pelo painel eletrônico.
Confira a composição da Mesa do Senado Federal (até fevereiro de 2005):
Presidente: José Sarney (PMDB-AP)
1º vice-presidente: Paulo Paim (PT-RS)
2º vice-presidente: Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO)
1º secretário: Romeu Tuma (PFL-SP)
2º secretário: Alberto Silva (PMDB-PI)
3º secretário: Heráclito Fortes (PFL-PI)
4º secretário: Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Suplentes de Secretário:
1- João Alberto de Souza (PMDB-MA)
2- Serys Marly (PT-MT)
3 - Geraldo Mesquita Júnior (PSB-AC)
4 - Marcelo Crivella (PL-RJ)
Sarney defende pacto social e diz que país pode contar com o
Senado
BRASÍLIA - O senador José Sarney (PMDB-AP) defendeu, em seu
primeiro discurso como presidente do Senado Federal, a necessidade de um pacto social para
o país. "Podemos vislumbrar a construção de um pacto social. É necessário
compreensão das elites de que é hora de ceder espaço para ganhar o principal, que é a
paz social", disse. Para Sarney, o desemprego e a violência talvez sejam os
principais desafios a vencer pelo país. Sarney também afirmou que o país pode contar
com o Senado Federal nesse momento de transformações. "Tenho certeza de que o
Senado será um dos pilares desse momento político, harmonizando conflitos, buscando
atender em tudo o interesse público", afirmou.
Sarney ressaltou ainda as mudanças atuais na sociedade e na
política, que resultaram na descentralização da autoridade e no advento do "Estado
em rede", com os serviços da internet. Todas essas transformações, observou o
senador, exigem hoje transparência na atividade política. "A base da política é a
confiança. O Brasil pode confiar no Senado", afirmou. De acordo com o presidente do
Senado, há consciência no meio político de que o país vive um tempo novo de
construção e de que a biografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é referência
para o Brasil e o mundo democrático.
Líderes são escolhidos. Bloco de apoio ao
governo é anunciado
BRASÍLIA - O senador Romeu Tuma (PFL-SP), na condição de 1º
secretário da Mesa, anunciou os nomes dos líderes partidários para o biênio 2003-2004,
indicados e escolhidos pelas bancadas dos partidos com representação no Senado. Os nomes
são: pelo PMDB, Renan Calheiros (AL); pelo PFL, José Agripino Maia (RN); pelo PT, Tião
Viana (AC). O PSDB escolheu Arthur Virgílio Neto (AM), e o PDT, o senador Jefferson
Péres (AM). O PSB indicou Antônio Carlos Valadares (SE), o PPS, Mozarildo Cavalcanti
(RR), e o PTB, Fernando Bezerra (RN). PT, PL, PSB e PTB formarão o bloco de apoio ao
governo, segundo a leitura do 1º secretário.
Senado: Tuma irá ocupar a 1ª Secretaria da Mesa
BRASÍLIA - O senador Romeu Tuma (PFL-SP) foi eleito - juntamente
com os demais integrantes da chapa única que concorreu para a Mesa do Senado - para o
cargo de 1º secretário do Senado Federal, função encarregada das atividades
administrativas da Casa.
Tuma está em seu segundo mandato no Senado. Ele foi eleito em
outubro do ano passado com 7,2 milhões de votos - 20,72% dos votos válidos de São
Paulo. No primeiro mandato, Tuma foi líder do governo no Senado e também assumiu a
presidência da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). É também o primeiro corregedor do
Senado.
Tuma tem 71 anos, é bacharel em Direito, tornou-se delegado em
1967. Em 1983, assumiu a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, sendo em
seguida diretor-geral da instituição, função que exerceu até 1992. Desde 1991 ocupa a
vice-presidência da Interpol.
Sarney afirma ser possível realizar as reformas tributária e da
Previdência
BRASÍIA - O senador José Sarney (PMDB-AP), recém-eleito
presidente do Senado, afirmou em seu primeiro pronunciamento no cargo que é possível
realizar as reformas tributária e da Previdência Social, que estão sendo propostas pelo
governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "Basta ter vontade política", disse,
ressaltando que é necessário unir Executivo e Legislativo, para enfrentar interesses.
"Não podemos negar apoio para a governabilidade", afirmou Sarney. "Devemos
fazer as reformas e celebrar o pacto social". O senador afirmou, no entanto, que o
Congresso deve ter sua própria agenda que, em sua opinião, deverá começar pela reforma
política.
Marina e Cristovam tomam posse no Senado, mas voltam para o governo
BRASÍLIA - A senadora Marina Silva (PT-AC) e o senador pelo
Distrito Federal Cristovam Buarque (PT) tomaram posse juntamente com os demais 52
senadores eleitos em outubro. Eles pediram exoneração das respectivas pastas que ocupam
no Poder Executivo - os Ministérios do Meio Ambiente e da Educação-, mas, no início da
próxima semana, devem se licenciar do Senado, reassumindo os postos de ministros. As
exonerações de Marina e Cristovam foram publicadas ontem no Diário Oficial juntamente
com as dos demais ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva eleitos em outubro.
Marina Silva foi eleita com 157,5 mil votos, o que representa 32,29%
dos votos válidos no estado do Acre. É o segundo mandado da senadora, que ingressou no
Senado em 1995. Assumirá a vaga de Marina seu primeiro suplente, Sibá Machado (PT).
Cristovam Buarque obteve 30,01% dos votos válidos nas últimas eleições no Distrito
Federal, o que representa 680,7 mil eleitores. Será seu primeiro mandato como senador. Em
seu lugar ficará o primeiro suplente, Eurípedes Camargo, também do PT.
Sarney é eleito presidente do Senado Federal pela segunda vez
BRASÍLIA - O senador José Sarney (PMDB-AP) foi eleito presidente
do Senado Federal. O painel eletrônico registrou 76 votos a favor, dois contra e uma
abstenção. O mandato para a Presidência da Casa é de dois anos. É a segunda vez que
Sarney ocupa esse cargo. No período de 1995 a 1997 ele foi presidente do Senado. Sarney
tem 72 anos e está no quarto mandato de senador, que deverá se encerrar em 2007. O
titular da cadeira número 8 da Academia Brasileira de Letras também assumiu a
Presidência da República após a morte do titular, Tancredo Neves, em 22 de abril de
1985. Durante seu mandato como presidente da República, foi elaborada a atual
Constituição federal.
Sarney nasceu em Pinheiro, no Maranhão, é bacharel em Direito e
exerceu as profissões de advogado, professor, escritor e jornalista. Foi deputado federal
de 1956 a 1966, e governador do Maranhão, de 1965 a 1970.




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