
Anvisa
lança cartilha contra o consumo de produtos de limpeza ilegais
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
lança nesta quarta-feira (11) no Clube Transatlântico, em São
Paulo (SP), uma cartilha para orientar os cidadãos sobre como se
prevenir dos produtos de limpeza clandestinos. A iniciativa é uma
parceria da Anvisa com a Associação Brasileira das Indústrias de
Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), a Associação Brasileira de
Aerossóis (Abas) e com a Secretaria Municipal de Saúde de São
Paulo (SMS-SP). A publicação ajuda na identificação de produtos
de origem suspeita e ilegal e endossa a campanha nacional contra a
pirataria.
A cartilha "Orientações para os consumidores de saneantes"
é escrita em linguagem simples e tem ilustrações que facilitam a
compreensão do cidadão. Informa quais os cuidados que a pessoa
deve ter ao comprar, usar e armazenar produtos de limpeza. São
alvos do comércio não autorizado desinfetantes, raticidas, água
sanitária, inseticidas, amaciantes e detergentes.
A Anvisa será responsável pelo repasse da cartilha para as
vigilâncias estaduais, que distribuirão o material em suas
regiões. Para ampliar a divulgação, a SMS-SP, com apoio da
Petrobrás, distribuirá um milhão de exemplares em diversos
estabelecimentos da cidade, por meio de parceria com postos de
gasolina locais. Além disso, a Abipla e a Abas farão cópias da
cartilha para que supermercadistas e feirantes colaborem na
repercussão da iniciativa em seus estabelecimentos.
Levantamento - Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de
Pesquisa Econômica (Fipe) elaborou um panorama do mercado formal e
informal dos produtos de limpeza. Segundo o relatório, divulgado em
agosto de 2001, 42,1% da água sanitária e 30,6% dos desinfetantes
comercializados no país não possuem registro na Anvisa.
O consumo de produtos de limpeza fabricados fora dos padrões
sanitários pode causar sérios danos à saúde, como queimaduras,
problemas respiratórios, irritações e graves intoxicações. As
pessoas que suspeitarem da venda ilegal desses produtos podem
acionar o Disque Saúde do Ministério da Saúde (0800 61 1997) ou
enviar mensagem para saneantes@anvisa.gov.br. Também podem ser
acionadas as vigilâncias sanitárias locais.
(Matéria
Editada em 11/02/04)

Chuvas
aumentam risco de doenças como leptospirose e dengue
BRASÍLIA - Além dos danos materiais, as fortes chuvas que vêm
caindo no país também trazem o problema das doenças que se
proliferam com as inundações e enchentes, em especial a
leptospirose e a dengue. O Ministério da saúde alerta a
população e pede que as devidas precauções sejam tomadas para
evitar um surto de infecções.
Com o transbordamento dos bueiros e esgotos, a urina dos ratos,
meio pelo qual a leptospirose é transmitida às pessoas, é
misturada à água das enxurradas, e portanto o risco de contato
humano é elevado. Para evitar a presença de ratos, deve-se ter o
cuidado de não deixar lixo em recipientes abertos, pois essa é a
principal fonte de alimentação do animal. O ideal é colocar o
lixo na rua pouco antes da coleta pública e jamais jogá-los em
terrenos baldios ou córregos.
Entre as precauções para evitar a bacteria lectspira, os agentes
sanitários listam a necessidade de usar botas e luvas de borracha
ou sacos plásticos duplos durante a realização da limpeza das
residências e ruas inundadas e a utilização de água
sanitária, na medida de um copo do produto para cada 20 litros de
água, para desinfetar superfícies e objetos.
Já para evitar a dengue é preciso estar atento para não deixar
acumular água em locais que fiquem a céu aberto. Latas, pneus,
baldes e outros objetos devem ser mantidos secos para que o
mosquito da dengue não encontre fáceis condições de
reprodução.
Com as crianças a atenção também deve ser grande. Instruí-las
para que não brinquem ou nadem em águas de enchentes e lugares
inundados é de extrema importância, pois outras doenças graves
também podem se contraídas. Eduardo Hage, coordenador-geral de
Doenças Transmissíveis da Secretária de Vigilância em Saúde (SVS),
diz que doenças diarréicas, leptospirose e as hepatites virais A
e E são as que mais preocupam. "O risco de contaminação
das hepatites é menor pois depende de um grupo viral, porém é
preciso ficar atento caso haja contato com lama ou enchentes,
porque o tempo de incubação da doença pode chegar a 15
dias", alerta.
Os números de casos notificados no Estado de Pernambuco já
começam a confirmar as previsões de que as doenças
proliferariam devido às chuvas que têm causados enchentes
interruptas. Apenas em Caruaru foram registrados 12 casos de
leptospirose, 35 de dengue clássica e 38 casos de hepatite. Em
Santa Maria da Boa Vista, o Hospital Monsenhor Angelo Sampaio teve
um aumento de aproximadamente 40% nos atendimentos, e a maioria
dos doentes chega ao local com diarréia e febre.
Os primeiros sinais das doenças aparecem entre 7 e 15 dias após
a contaminação e os sintomas variam. Febre, dor de cabeça, e
dores no corpo são os comuns a todas elas, mas os agentes lembram
que vômito e náuseas também são manifestações de alguns
organismos. Ao detectar esses sintomas a pessoa deve procurar com
urgência um posto médico para que seja examinada. Caso seja
confirmado o caso, o paciente será medicado e instruído sobre
como prosseguir o tratamento.
(Matéria
Editada em 10/02/04)

Estudantes
resistem aos modelos das bolsas com rodinhas e ganham dores na
coluna
SÃO PAULO - Começa o ano letivo e também as preocupações dos
pais diante do peso excessivo que os filhos carregam nas mochilas.
É inacreditável, mas há quem leve nas costas a metade do
próprio peso em livros e material escolar. O limite preconizado
pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é que um indivíduo
carregue apenas 10% do seu peso, mas a maioria dos meninos e
meninas não obedecem a esse parâmetro ou sequer o conhecem.
"O ideal é que a criança não transporte peso exagerado,
mas se for inevitável, pode-se usar as bolsas com rodinha, que é
uma boa alternativa", diz o ortopedista Sérgio Padilha, do
Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip) e do Centro de
Traumatologia e Ortopedia do Hospital Português (TCO).
Conforme o médico, no caso das mochilas, o ideal é que se
procure usá-las adequadamente, com as duas alças, distribuindo o
peso nas costas e nunca de um lado só do ombro, como muitos
garotos usam. Ele salienta, porém, que mochila pesada não
entorta a coluna e nem causa escoliose (desvio da coluna).
"Escoliose é uma doença com caractarística familiar, que a
pessoa herda", explica. Segundo o especialista, a principal
seqüela de levar uma mochila pesada é, sobretudo, a dor nas
costas.
Dor ainda é algo que o estudante Thales Gouvea Gama, 10 anos,
ainda não está sentindo. Afinal, as aulas estão apenas
começando. Aluno da 5ªsérie, todos os dias ele leva para a
escola vários livros, mas é na quinta-feira que chega a bater o
recorde, carregando cinco volumes na mochila. Além dos livros,
vai um caderno de 16 matérias, estojo com lápis, inclusive de
cor, pincel, agenda, dicionário e, por último, uma pequena
garrafa de água. Resultado: 29,6 kg na balança. O pequeno Thales
pesa apenas 41 quilos e se recusa terminantemente a usar a bolsa
com rodinhas, que utilizava até a 4ªsérie. "É coisa de
pirralho e eu já sou pré-jovem", ironiza.
Colega de Thales, Paulo Roberto Santana dos Santos, 11 anos,
também estudante da 5ªsérie, se considera poupado do esforço
extra de carregar a mochila de chumbo. Aluno do Colégio
Adventistado Recife, ele dispõe de armário para guardar todos os
seus livros e outros materiais na própria escola. "Levo na
bolsa apenas o caderno de matérias, o estojo, com lápis e
canetas, e o livro que levei para casa para fazer as tarefas no
dia anterior", explica. A mãe de Paulinho, Yolanda Santana
dos Santos, elogia o sistema da escola e ainda encontra outras
vantagens, além de preservar a saúde do filho. "Os livros
ficam conservados porque não ficam indo e voltando na mochila o
tempo todo. Outras crianças podem aproveitá-los depois",
argumenta.
Para o fisioterapeuta, Charles França, especialista em
reeducação postural, é preciso que os pais e as escolas criem
uma maior consciência para evitar o excesso de peso nas mochilas
escolares. Ele explica que boa parte das alterações corporais
das crianças em idade escolar ocorrem por conta do desequilíbrio
da coluna vertebral ocasionado, entre outros fatores, pelo peso
das mochilas. "Quando ela está muito pesada, o aluno tende a
jogar o tronco para frente, como uma espécie de
compensação", adianta. O fisioterapeuta também tem
restrições quanto à bolsa de rodinhas. "Ela força a
criança a fazer um esforço unilateral, o que pode causar
problemas lombares", observa.
De acordo com o diretor do Colégio Adventista, professor Antonio
Fontanete, o sistema de armários adotado pela unidade também
existe em outros educandários adventistas do País.
"Pensamos no bem-estar dos alunos", completa. A
conservação dos livros é tão satisfatória que, ao final de
cada ano letivo, a escola abre espaço para que os pais organizem
uma feira de exemplares usados, beneficiando estudantes de todas
as séries.
(Matéria
Editada em 09/02/04)

Pesquisadores
atestam teor de flúor em excesso em chás
SÃO PAULO - Se você toma chá, cuidado: seu organismo pode estar
recebendo dosagens de flúor acima das recomendadas. Um grupo de
pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da
Unicamp, analisou 177 amostras de chás de ervas e chás pretos
nacionais, 11 tipos de chás pretos importados e 21 amostras de
bebidas à base de chá.
O objetivo foi verificar as taxas de flúor e de alumínio em
vários tipos de chás. Em todos os resultados as taxas de
alumínio estiveram dentro das consideradas seguras para a saúde
bucal dos consumidores. O mesmo não ocorreu para os números do
flúor, segundo atestam os pesquisadores Mitsue Fujimaki
Hayacibara, Celso Silva Queiroz, Cínthia Pereira Machado
Tabchoury e Jaime Aparecido Cury.
Apesar de ser uma substância importante para a saúde dos dentes,
principalmente em crianças, o flúor ingerido em excesso pode
causar fluorose. A doença acarreta problemas estéticos, como
manchas nos dentes, ou mais sérios, como defeitos na formação
do esmalte.
Conforme a pesquisa realizada no interior de São Paulo, taxas
absolutamente seguras para a saúde bucal foram encontradas apenas
nos chás de ervas. Nas bebidas à base de chá e nos chás
pretos, as concentrações de flúor foram classificadas como
altas.
Se for considerado apenas o risco estético para os dentes, a
ingestão de uma única xícara de chá ultrapassa o limite
considerado ideal. Tratando-se de crianças, que estão expostas a
outras fontes de flúor, como a água, a situação pode ser ainda
pior.
O problema não se restringe ao Brasil, mostra o levantamento. A
ingestão de bebidas à base de chá, nos Estados Unidos, conforme
mostrou pesquisa recente, também tem contribuído para a
ingestão de flúor em níveis acima dos considerados seguros.
(Matéria
Editada em 05/02/04)

População
exposta a enchentes está sujeita a contrair leptospirose
BRASÍLIA - Com as fortes chuvas que estão ocorrendo no país,
aumenta o risco da população exposta a enchentes contrair
leptospirose. A doença é infecciosa, grave e é causada por uma
bactéria chamada leptospira presente na urina de ratos. Em
situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos,
presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama,
elevando o risco do contato humano com a bactéria.
Para prevenir a leptospirose, a Secretaria de Vigilância em
Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, recomenda à população:
Evitar o contato com água ou lama de enchentes, bem como impedir
que crianças nadem ou brinquem nas águas de enchentes ou
córregos;
Usar botas e luvas de borracha durante o trabalho de limpeza da
lama, nas residências ou nas ruas - no caso dos trabalhadores da
limpeza urbana -, bem como na remoção de detritos e
desentupimentos de esgotos;
Lavar chão, paredes, objetos caseiros e roupas atingidas com
sabão e água sanitária, na proporção de um copo de água
sanitária para vinte litros de água, caso tenha ocorrido
inundação na residência;
Jogar fora todo o alimento que teve contato com a água da
enchente;
Armazenar o lixo em recipientes bem fechados, pois é a principal
fonte de alimento para os ratos. O ideal é colocar o lixo na rua
para a coleta pública pouco antes do lixeiro passar e jamais
jogá-lo em córrego, bueiros ou na rua.
Os principais sintomas da leptospirose são febre, dor de cabeça,
fraqueza, dores no corpo (em especial, na batata da perna) e
calafrios, que aparecem de sete a quinze dias após a
contaminação. Ao sentir algum destes sintomas, procure, o mais
rápido possível, uma unidade de saúde e informe ao médico se
houve contato com água ou lama de enchente.
Estas e outras orientações para evitar a ocorrência de doenças
e agravos que surgem em situações de enchentes e inundações,
como a leptospirose, podem ser obtidas no site www.saude.gov.br/svs.
Consulte o site e reproduza as informações sobre a prevenção
da doença.
Outras doenças – As enchentes exigem atenção redobrada das
Secretarias Municipais de Saúde, principalmente por conta das
doenças transmitidas pela água, por vetores, por alimentos e
pelo risco de acidentes com animais peçonhentos. “Grande parte
das doenças são transmitidas pela ingestão de água contaminada
ou pelo contato com essa água ou lama da enchente, como acontece
com a leptospirose”, explica Eduardo Hage, Coordenador Geral de
Doenças Transmissíveis da SVS. “Leptospirose, doenças
diarréicas e as hepatites virais A e E são as que mais preocupam”,
lista.
As autoridades de saúde estimam que poderá haver aumento dos
casos e surtos das doenças diarréicas agudas, pela
contaminação de fontes de abastecimento de água. “Não
detectamos um aumento de casos, mas existe a possibilidade, pela
contaminação de águas e alimentos”, prevê Eduardo.
É necessário que as Secretarias Municipais de Saúde fiquem
atentas também à possibilidade de ocorrência de surtos de
doenças respiratórias, como gripes e resfriados, bem como de
diarréias em pessoas desabrigadas que estejam alojadas em
condições inadequadas e recebendo água de consumo ou alimentos
sem os necessários cuidados para evitar contaminação.
As autoridades também devem ficar alerta para o crescimento de
acidentes com animais peçonhentos, em função de deslocamentos
dos habitats naturais provocados pelas inundações.
(Matéria
Editada em 05/02/04)

Doença
transmitida através das fezes de cães e gatos faz vítimas
principalmente entre os jovens
BRASÍLIA - Levar o cão para passear exige alguns cuidados
básicos que nem sempre são cumpridos. Quem anda pelas ruas tem
que prestar muita atenção onde pisa para não ter uma surpresa
desagradável. Além de sujar os sapatos pode acabar contraindo
uma doença grave. O alerta é da pesquisadora Ana Maria Aguiar,
do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM). Ela chama
atenção sobre os riscos que as pessoas correm em contrair a
toxocaríase, uma doença transmitida pelo contato com os ovos da
toxocara, um verme muito comum nas fezes de cães e gatos.
Num estudo feito em 386 amostras de sangue estocadas no
laboratório do Centro com pacientes com idades entre 1 a 19 anos,
39,4% estavam contaminadas com a toxocaríase. O grupo etário
mais atingido foi de 6 a 10 anos com 60% de soropositivos.
"Apesar de ser uma amostra pequena é uma prova de que a
doença existe em nosso meio e que deve ter uma freqüência alta
pelas condições ambientais existentes", informou a
pesquisadora.
Pelo menos duas vezes por dia a empregada doméstica, Maria Neusa,
leva a pequena jade, da raça poodle, para fazer as necessidades
na calçada do prédio, sem nenhuma preocupação com a limpeza.
"Aqui ninguém sai com sacola pra limpar sujeira de cachorro,
isso só acontece no Rio de Janeiro", justifica. Sua colega
de profissão, Conceição Mendes, 25 anos, passeia diariamente
com o cãozinho Zero há 4 anos e conta que nunca recebeu
orientação para limpar o cocô do animal. "Nunca soube que
era pra fazer isso, aliás nunca vi ninguém fazendo", afirma
Conceição. Para os pedestres, a sujeira deixada pelos animais
causa transtornos. "Acho um absurdo isso, as calçadas se
transformaram em sanitário de animais e todo mundo parece achar
normal", disse o estudante Ricardo Lima.
A toxocaríase é uma doença de difícil diagnóstico. Na maioria
das vezes é assintomática ou com sintomas não específicos
(como dor abdominal e tosse seca) que podem estar presentes em
outras doenças. A forma clássica da doença é a visceral -
Síndrome de Larva Migrans, o paciente apresenta sintomas
respiratórios como falta de ar e aumento do tamanho do fígado.
Uma outra forma da doença mais rara, porém mais grave é a
ocular que pode causar cegueira. Os pacientes que sofrem de
invasão ocular são os que mais procuram assistência médica,
mas é possível, segundo os especialistas, que para cada caso
oftálmico existam vários com infecções larvares em outros
órgãos como coração, fígado, pulmões e cérebro.
(Matéria
Editada em 04/02/04)

Preconceitos
e tabus machistas "colaboram" com o câncer de próstata
BRASÍLIA - Os ideais de masculinidade podem prejudicar a saúde
do homem. É o que afirma o pesquisador do Instituto Fernandes
Figueira (IFF-Fiocruz) Romeu Gomes, que mostra a sexualidade
masculina, quando não é devidamente abordada, pode comprometer a
saúde do homem, revelando dificuldades o que se refere à
promoção de medidas preventivas.
É o que acontece, por exemplo, na prevenção do câncer de
próstata, cujo exame mais comum de detecção da doença, o toque
retal, se transformou num tabu para uma grande quantidade de
homens. De acordo com Gomes, a temática já é discutida há
alguns anos pelas ciências sociais e tem a ver com a construção
da identidade masculina: “Na construção do que é ser homem
pode estar embutido, de forma contraditória, justamente o não
cuidar de si, porque ser homem é ser alguém que é poderoso,
imbatível, então isso faz com que muitos não busquem cuidados”,
afirma.
No Brasil, o câncer de próstata é a segunda maior causa de
mortes por câncer entre a população masculina, perdendo apenas
para o câncer de pele não-melanoma. A detecção precoce da
doença é fundamental para que aumentem as possibilidades de cura
e, entre as medidas preventivas, o toque retal ainda é a mais
utilizada no país, já que o exame permite encontrar nódulos
pequenos e avaliar a extensão local da doença.
O médico Alexandre Donato, do Instituto Nacional do Câncer
(Inca), explica que existem outras duas formas de detecção da
doença. “O teste sangüíneo, chamado de teste de PSA
(Antígeno Prostático Específico) poderia ser uma das opções
ao toque retal, mas não é utilizado em massa porque existem
diversas outras doenças que alteram o exame. Serve apenas como
exame complementar”, explica Donato. “Um outro exame que
também pode ser utilizado é o ultra-som prostático, mas esse
também é feito através do reto e geralmente indicado apenas
quando o homem apresenta o teste sangüíneo alterado”, afirma.
A detecção precoce da doença também é importante para que a
cirurgia de próstata seja evitada. Segundo o médico, o
procedimento é contra-indicado, pois pode causar impotência ou
incontinência urinária. A radioterapia reduz o câncer, mas ele
geralmente volta em alguns anos.
Os principais sintomas do câncer de próstata são o hábito de
levantar várias vezes à noite para urinar, além de dor e
dificuldades no ato de urinar. Alexandre Donato recomenda que a
prevenção comece a partir dos 35 anos, no caso de existirem
antecedentes familiares da doença, ou a partir dos 40 anos.
Quaisquer sintomas de obstrução ou crescimento da próstata,
como a diminuição do jato urinário, também devem ser
investigados.
“O homem latino tem um grande preconceito em relação ao toque
retal. Normalmente é uma estratégia difícil de ser implantada,
então normalmente o trabalho com a população é de tentar
desconstruir essa história de masculinidade em relação ao
cuidado da próstata”, afirma Donato, explicando o que poderia
ser feito para quebrar o tabu do exame retal, que pode ter sido o
responsável, só no ano passado, por 8.230 mortes e mais 35.240
casos de câncer de próstata no país.
(Matéria
Editada em 03/02/04)

Hanseníase
atinge quatro brasileiros em cada grupo de 10 mil habitantes
BRASÍLIA - Causada pelo micróbio Micobacterium Leprae (Bacilo de
Hansen), a hanseníase é comum no Brasil, muito mais do que se
pensa. A doença transmitida por pessoas doentes que não estejam
em tratamento, durante o convívio diário, principalmente
através da respiração, atinge quatro brasileiros, em cada grupo
de 10 mil habitantes, desenvolvendo-se em 43 mil novas vítimas
por ano no país.
De acordo com os técnicos da Divisão de Vigilância
Epidemiológica da Superintendência de Políticas de Atenção
Integral à Saúde (Sais/SES), o grande desafio da Saúde consiste
na prevenção da doença por meio da descoberta precoce de casos
e o tratamento, até a cura de todos os doentes. Eles afirmam que
essas atividades de controle devem ser implantadas em toda a rede,
com utilização das instalações do Sistema Único de Saúde
(SUS), em todos os municípios.
Para a Spais/SES, as principais metas de todos os serviços de
Saúde, com responsabilidade direta dos municípios, devem ser a
capacitação dos profissionais para o diagnóstico e o tratamento
da hanseníase, a descentralização das ações de eliminação
da doença, a realização de campanhas de conscientização da
população e a alta por cura, sem seqüelas, a todos os casos
diagnosticados precocemente.
Entre os principais sintomas da hanseníase estão manchas brancas
ou avermelhadas dormentes; as lesões não coçam, não doem e
podem aparecer em qualquer parte do corpo; dor nos nervos dos
braços, das pernas ou dos pés; partes do corpo com formigamento
ou dormência; caroços no corpo e ausência de dor em casos de
queimaduras ou cortes nos braços, nas mãos e nos pés. A doença
ataca os nervos periféricos, a pele e a mucosa nasal, podendo
afetar ainda um órgão como o fígado, os testículos e os olhos.
(Matéria
Editada em 03/02/04)

Uso
contínuo de adoçantes artificiais pode causar câncer
Várias pesquisas demonstraram relação entre o consumo de
adoçantes com ciclamato e sacarina, e o desenvolvimento de
tumores
RIO DE JANEIRO - Que o açúcar refinado não colabora muito para
a boa saúde, todos sabem, mas muitos dos componentes usados pela
população mundial para substituir essa substância também
estão tendo suas reputações questionadas.
Conforme o médico oncologista Dr. Juvenal Antunes Oliveira Filho,
da Oncocamp de Campinas, um bom exemplo são os edulcorantes ou
adoçantes artificiais, como a sacarina, o ciclamato e o aspartame.
“Apesar de possuir um poder de adoçamento muito maior que do
açúcar de cana comum, aliado a baixíssimas calorias o uso
contínuo de adoçantes artificiais podem criar problemas para o
organismo, incluindo o aparecimento e agravamento de tumores em
vários órgãos”, alerta.
Por causa disso, os ciclamatos foram proibidos nos EUA (embora
sejam vendidos livremente no Brasil) e a sacarina recebeu uma
menção de alerta pelo FDA. Nos anos 70, a população ficou
assustada e o Ministério da Saúde chegou a proibir a
comercialização da sacarina quando pesquisadores
norte-americanos alardearam que esse adoçante poderia provocar
câncer da bexiga em ratos, quando adicionada à água que
tomavam.
“O câncer de bexiga é o segundo de maior incidência dos
órgãos urogenitais no público masculino, perdendo apenas para o
de próstata e representando 3% do total de tumores no Brasil.
Órgãos oficiais prevêem aumento de 50% dos casos no mundo até
2020”, detalha Juvenal. “Trata-se de um tumor difícil de ser
diagnosticado em fases iniciais, já que são geralmente
assintomáticos. Mais de 70% dos casos são percebidos em
estágios avançados, quando o paciente começa a apresentar
sangue na urina, o que é um sinal de doença avançada”,
completa.
Um dos adoçantes artificiais mais utilizados, o aspartame também
poderia estar relacionado com o desenvolvimento da doença de
Alzheimer e de tumores cerebrais, cuja incidência tem crescido
significativamente, embora ainda não exista prova concreta dessa
relação em ambas as doenças.
O que vem preocupando a sociedade médica de todo o mundo é que o
uso de edulcorantes tem aumentado muito nos últimos anos, com o
“boom” de dietas de redução calóricas e com o crescimento
da produção em larga escala de produtos diet e light, que
substituem o usual açúcar pelos adoçantes.
Essa tendência, mais a correlação entre o câncer e os
adoçantes, fez com que a Organização Mundial de Saúde
recomendasse a ingestão diária do ciclamato em valores
localizados entre 0,1 a 11 mg de adoçante por kg de peso corporal
como aceitável, evitando intoxicações e maiores riscos à
saúde.
(Matéria
Editada em 02/02/04)

Pesquisa
revela que trocar o colchão contribui para reduzir a dor nas
costas
RIO DE JANEIRO - Um dos grandes males que atingem a população
mundial é a dor nas costas, muitas vezes causada por uma noite
mal dormida. A solução desse problema, no entanto, pode estar
muito mais próxima do que imaginamos. Uma pesquisa realizada na
Espanha, revela que a simples troca de um colchão velho por um
novo pode reduzir o sofrimento de quem vive com dores nas costas.
Durante o trabalho, todos os colchões novos utilizados eram de
molas.
Cientistas de três clínicas conduziram estudos com 313 pessoas
que sofrem com dores na coluna e mediram a intensidade da dor em
três situações diferentes: ao deitar, ao levantar da cama e ao
realizar atividades cotidianas.
O objetivo era chegar aos efeitos dos
diferentes níveis de firmeza dos colchões nas pessoas com dor -
visando demonstrar a falta de embasamento científico dos médicos
que afirmam que colchões mais firmes são melhores para as
costas.
Durante as pesquisas, a firmeza dos colchões foi avaliada em uma
balança desenvolvida pelo Comitê Europeu para Padronização. A
escala varia de 1 a 10, sendo 1 o mais duro e 10 o mais macio. Os
pesquisadores pediram aleatoriamente que metade dos participantes
dormissem em colchões muito firmes, taxados em 2.3, e que a outra
metade dormisse em colchões médio-firmes, taxados em 5.6.
Avaliações clínicas foram realizadas antes do estudo e depois
de 90 dias dormindo nos colchões novos. Foi pedido para os
participantes que taxassem sua dor nas costas em uma escala de 1 a
10 quando eles acordavam e novamente 30 minutos depois de sair de
cama. Também foi medido se a mudança de colchão trouxe
redução das dores durante atividades que envolvessem esforço da
coluna. Para evitar que a crença de que determinado tipo de
colchão é melhor influenciasse nos resultados, os participantes
não foram informados sobre nenhum detalhe do novo colchão.
Além disso, os pesquisadores levaram em conta a idade, tamanho e
condição dos colchões velhos como parte da avaliação. Também
foram levadas em conta, entre outras variáveis, as avaliações
subjetivas dos participantes sobre seus colchões velhos, junto
com suas avaliações sobre os colchões novos ao término do
período de estudo. Os dados iniciais foram semelhantes para ambos
os grupos que dormiram em colchões muito-firmes e médio-firmes.
Em uma escala de dor de 1 a 10, ambos calcularam a média 5.
Depois de 90 dias nos colchões novos, ambos os grupos
experimentaram redução na intensidade de dor. Os colchões
médio-firmes bateram os mais firmes por uma margem significante.
Para o diretor geral da Sealy do Brasil, Guillermo Bloj, essa
pesquisa reafirma os estudos desenvolvidos na Universidade do Sono
da Sealy, instalada na Carolina do Norte, nos EUA, de que o sono
é um dos quatro pilares fundamentais para uma vida de qualidade,
juntamente com a nutrição correta, exercícios físicos
regulares e o controle do estresse.
“A Sealy sabe da importância de uma boa noite, por isso é
líder mundial em tecnologia e vendas em colchões de molas. Um
bom exemplo disso é a linha de produtos Posturepedic, munidos da
tecnologia “Percebe, Responde”, desenvolvido pelo Departamento
de Pesquisa e Desenvolvimento da Sealy, que recebe o peso do corpo
e se adapta a ele, oferecendo o suporte adequado para uma boa
noite de sono”, concluiu Bloj.
(Matéria
Editada em 01/02/04)

Médico
alerta sobre o consumo de água não tratada para o contágio de
Hepatite
RIO DE JANEIRO - O episódio ocorrido com o atacante Almir, do
Botafogo, que não sabia ter contraído hepatite, acontece
diariamente com muitas pessoas. O jogador imagina ter se infectado
bebendo água, que provavelmente não tenha recebido o tratamento
necessário. “No caso da Hepatite tipo A, aparentemente a
contraída pelo atacante, geralmente a transmissão é feita pela
água ou por alimentos contaminados e é a menos grave”, explica
o clínico geral Marcos Benchimol, diretor da Clínica Benchimol.
“Após um período de incubação o paciente sente febre, dor de
cabeça, mal-estar, cansaço, falta de apetite, enjôo, vômito,
desconforto na parte superior do abdômen, escurecimento da urina
e amarelamento do branco dos olhos e da pele”, diz o médico.
Não são poucos os que bebem água não tratada corretamente,
contraindo doenças que podem até levar à morte. A hepatite é
exemplo e resulta da inflamação no fígado causada por alguns
vírus ou, mais raramente, por agentes tóxicos, como medicamentos
e o álcool.
Existem três principais tipos de vírus que transmitem a
hepatite: VHA, VHB e VHC. “Por isso existe a hepatite tipo A, B
ou C. Em geral, após o contato com o vírus existe um período de
incubação, que pode durar até dois meses, resultando no
aparecimento dos primeiros sintomas, quando inicia a fase aguda da
doença. O tipo A não tem fase crônica, mas nos tipos B e C a
doença pode evoluir para fase crônica (seis meses após a fase
aguda), causando complicações graves, como cirrose hepática e
câncer de fígado”, relata Benchimol. Segundo ele, “nas
formas agudas graves podem ocorrer distúrbio de comportamento e
até mesmo o coma”.
Os vírus de hepatite são diferentes entre si. O da Hepatite A
geralmente é transmitido pela ingestão de água ou alimentos
contaminados, pelo contato direto com doentes na fase aguda e,
mais raramente, por transfusão de sangue. O vírus da Hepatite B
e da C é transmitido pelo sangue - por meio de relações
sexuais, transfusões, uso de seringas e agulhas contaminadas.
A vacina contra a Hepatite C ainda está em fase de estudo, mas
existem vacinas contra a hepatite A e a B e que devem ser usadas.
“As crianças nascidas de mães portadoras crônicas do VHB
devem ser vacinadas e receber a imunoglobulina imediatamente após
o parto, para evitar a transmissão”, alerta Benchimol.
(Matéria
Editada em 01/02/04)

Gel
a base de papaina elimina a dor no tratamento dentário
SÃO PAULO - Uma enzima extraída da casca do mamão papaia, a
papaína, pode se tornar a salvação para as pessoas que,
freqüentemente, adiam a ida ao dentista por medo do “motorzinho”
e de todos os demais desconfortos comuns no tratamento de cáries.
Combinada a outros componentes como o antiséptico cloramina, essa
substância amolece o tecido da região atingida, permitindo a
retirada da cárie sem que o paciente necessite de anestesia. Isso
permite também que se perca parte da dentina que acaba sendo
tiranda junto com a parte estragada.
Esse foi o propósito do resultado de cerca de dois anos de
pesquisas em uma fórmula desenvolvida pela professora Sandra
Kalil Bussaroli, da Faculdade de Odontologia da Universidade de
São Paulo (USP) com o auxilio de pesquisadores da Universidade
Metropolitana de Santos (UMS), Faculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU),
do Sindicato dos Odontologistas de São Paulo e Associação
Paulista dos Cirurgiões Dentistas Central (APCD). Com este
trabalho, ela conseguiu chegar a um gel denominado Papacárie, já
produzido pelo laboratório Fórmula&Ação.
Além da vantagem de se dispensar o uso de instrumentos cortantes
rotatórios, Sandra aponta que o custo é baixo. Cada unidade do
produto, que sai por R$ 30,00, possibilita ao dentista realizar
entre 60 e 70 restaurações. A professora acredita que com a
aplicação desse produto será possível estender o atendimento
da saúde bucal a um número maior de pessoas, principalmente, à
população de baixa renda, quase sempre excluída do acesso ao
sistema preventivo.
(Matéria
Editada em 01/02/04)
DEZ DICAS PARA SUA SAÚDE
- Coma frutas e verduras variadas diariamente
- Evite alimentos gordurosos e frituras
- Reduza o óleo na comida.
- Faça três refeições principais e um lanche. Nunca pule refeições.
- Reduza ou elimine o consumo de açúcar e doces.
- Evite refrigerantes, salgados de pacote e bebidas alcoólicas.
- Evite a utilização do forno de micro-ondas.
- Faça as refeições com calma e nunca na frente da televisão.
- Ser ativo é se movimentar. Não ser sedentário
|





Volta para a página principal |