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01/01/03:

Posse em SP: Geraldo Alckmin já está empossado como governador do Estado

SÃO PAULO - Geraldo Alckmin já está empossado como governador do Estado de São Paulo para o mandato de 2003 a 2006. Alckmin prestou compromisso do direito constitucional: Prometo cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal e a do Estado, e observar as Leis. Logo após foi declarada a posse pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Walter Feldman, e lido o termo pelo 1º secretário da casa, Hamilton Pereira.

O novo secretário da Casa Civil, Arnaldo Madeira, presente na cerimônia, disse que está numa nova etapa de sua vida politica e que terá o máximo de disposição para trabalhar pelo povo de São Paulo. Sobre as relações entre o Governo do Estado e o Governo Federal, Madeira declarou que serão relações normais O Brasil adquiriu maturidade política para separar questões ideológicas de administrativas.

 

 

Posse no Acre: Povo nas ruas saúda posse de Viana e faz festa para Lula

RIO BRANCO - O governador petista do Acre Jorge Viana tomou posse em seu segundo mandato nos primeiros momentos do ano novo, com a população nas ruas saudando o governador mais popular do país. O Acre atravessou a noite em festa, saudando o governador e os políticos da Frente Popular que só esta noite receberam simbolicamente seus diplomas. A comoção no Acre também se reflete na nomeação da senadora petista Marina Silva para o Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Mais de 20 mil pessoas prestigiaram hoje na Esplanada do Palácio Rio Branco e nas ruas próximas, a solenidade de posse e transmissão da faixa governamental ao governador reeleito, e seu vice, o professor Binho Marques. Viana e Marques foram recebidos com festa na chegada ao Palácio, logo depois da meia noite. Uma queima de fogos no terraço da Assembléia Legislativa exatamente à meia noite deu início à festa.

A multidão gritava o nome do governador que quebrou o protocolo ao cumprimentar as pessoas. Ainda no Palácio, Viana, Marques e parlamentares eleitos pela Frente Popular receberam simbolicamente o diploma de eleitos e em seguida foram à Assembléia Legislativa para serem oficialmente empossados. A cerimônia foi simples, rápida e prestigiada por mais de 500 pessoas, entre familiares de políticos, parlamentares e autoridades.

O governador reeleito, já empossado, retornou ao Palácio Rio Branco acompanhado do vice e lá, diante da multidão recebeu do pai o ex-deputado federal Wildy Viana, a faixa de governador do Estado. Antes tinha recebido da filha Marian o diploma. Em um discurso emocionado, Jorge Viana reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento econômico e sustentável da região e sua disposição em dedicar mais quatro anos de sua vida em prol da causa acreana.

Às 6h o governador e os senadores Tião Viana e Geraldinho Mesquita embarcaram em jatinho para Brasília, onde já se encontram e participam da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Posse no Piauí: Novo governador tem posse marcada pela ausência do ex

TERESINA - O novo governador do Piauí, Wellington Dias (PT) se emocionou em sua posse na Assembléia Legislativa do Piauí, discursando de improviso por quase uma hora. Dias foi empossado às 9h43 (horário local) frente a mais de mil pessoas.

Dias agradeceu a todos os presentes e ao povo do Piauí. Ele esteve visivelmente emocionado ao lembrar quando residia no sertão do Estado e sonhava em ser vaqueiro. O governador lembrou de um colega de infância que morreu vítima de febre amarela com quem sempre discutia seu futuro. "Eu dizia para ele que queria ser vaqueiro e ele dizia que eu iria ser doutor", frisou. "Para quem sonhava em ser vaqueiro é uma responsabilidade muito grande esta que estou assumindo agora", complementou.

Dias lembrou de forma emocionada de um pequeno diálogo ocorrido no município de São Miguel do Fidalgo, entre ele, ainda quando criança, e seu amigo falecido, Zé Maria, vítima de Febre Amarela. A perda do amigo causou, na época, profunda tristeza no atual governador do Estado.

O diálogo retratado em seu livro "Macambira", num dos contos em que o governador retrata a fome no Estado, revela a intenção de Wellington Dias em ser vaqueiro, o que era respondido pelo seu amigo de infância de forma negativa. "Não. Você vai ser um doutor".

O fato foi citado na tribuna da AL para revelar a intenção de Dias em haver uma grande responsabilidade agora quando governador para quem queria somente ser vaqueiro e para demonstrar fatos que podem ser combatidos com atuação política, mas que quando deixado de lado são capazes de destruir sonhos.

A emoção de Wellington, que é filho de agricultores, contagiou muitos dos presentes. Petistas, agricultores e membros de comunidades carentes acompanharam a posse do novo governador.

Orgulho piauiense

Diante de um discurso simples e direto o governador anunciou como símbolo do governo o Brasão do Estado. O slogan, segundo ele, será "simplesmente ‘Governo do Piauí’" e afirmou ainda que é possível "desenvolver o Piauí e erradicar a pobreza".

Cidadania foi a palavra chave para definir a ótica de atuação governamental nos próximos quatro anos e como principal tarefa foi citado a organização da máquina pública.

"Quero reafirmar todos os nossos compromissos de campanha e desenvolver o Piauí, fazer com que o povo do Estado não tenha vergonha de dizer que nasceu aqui, mas sim muito orgulho", destacou mostrando soluções para o desenvolvimento do terceiro Estado com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País.

Sem mágoas

No seu discurso, Dias afirmou não guardar nenhuma mágoa do que ocorreu durante o período de campanha política. Segundo ele, seu contato com as demais lideranças em prol do crescimento do Piauí está aberta.

Referindo-se às "infâmias" que teriam sido ditas contra o PT e PCdoB ao longo da história de existência dos partidos, Dias afirma que "é nossa obrigação mostrar para o povo do Piauí que muito do que se dizia era mentira".

Conselhos

O governador Wellington Dias revelou durante seu discurso um conselho dado pelo antigo governador do Estado do Piauí e seu adversário nas últimas eleições, Hugo Napoleão (PFL), em ele dizia a Dias que "tenha muita paciência para pelo petista, como por exemplo, de um conselho dado pelo prefeito de Santo Antônio dos Milagres, o qual pede ao governador que "governe sem vaidade, governe com humildade".

O terceiro e último conselho relatado por Dias foi da trabalhadora rural "Dona Graça", de Oeiras. "O PI está muito ruim. Tome Providência", lembrou.

O governador do Piauí, Hugo Napoleão (PFL), não fez a transferência de faixa ao governador eleito do PT. Dias foi apenas investido no cargo pelo secretário de Governo, José Lobão, já que Napoleão também não havia passado o cargo ao vice governador Felipe Mendes (PPB) para transferi-lo a Wellington Dias.

O governador Hugo Napoleão teria conversado com o governador eleito explicando que seus pais são idosos e estão morando em Brasília. Eles pediram a Napoleão que passasse o ano novo com eles. Dias teria dito que entendia perfeitamente a posição de Hugo Napoleão.

 

Posse nas Alagoas: Lessa assume segundo mandato

MACEIÓ - O governador Ronaldo Lessa foi empossado na tarde desta quarta-feira (1) Assembléia Legislativa para o seu segundo mandato. Em seu discurso, ele fez uma retrospectiva dos quatro primeiros anos de mandato afirmando que "no primeiro mandato nós arrumanos a casa e agora vamos construir uma nova Alagoas, com desenvolvimento econômico e social. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderemos trabalhar juntos em favor de Alagoas, do Brasil e especialmente dos mais pobres", afirmou. Amanhã pela manhã ele dará posse aos novos secretários.

 

Posse no MS: Zeca do PT é empossado na Assembléia

CAMPO GRANDE - O presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Ary Rigo, disse, nesta quarta-feira (1), pela manhã, ao presidir a solenidade de posse do governador eleito José Orcírio, o Zeca do PT, que a festa cívica da posse é da própria população.

"Esse mesmo sentimento que toma conta de todos nós em todos os rincões brasileiros, já nos é familiar, pois nós, sul-mato-grossenses, vivemos há quatro anos, a mesma euforia, a mesma certeza de mudança, de novos tempos que se concretizaram e que por isso, mais uma vez, Zeca do PT, obteve nas urnas o mais importante aval, a reeleição", disse o deputado, destacando ter a certeza que o governador continuará mantendo a dignidade política em todos os campos de atividades.

 

Posse no Paraná: Governador Requião toma posse e presta juramento na Assembléia

CURITIBA - O roteiro de posse do governador Roberto Requião começou na Assembléia Legislativa, às 9h, em seção especial presidida pelo presidente daquela casa, deputado estadual Hermas Brandão. Cumprindo o ritual previsto pelo protocolo, Requião assinou o termo de posse e prestou o juramento constitucional.

De acordo com o artigo 83 da Constituição do Estado, o novo governador prometeu "cumprir as Constituições Federal e Estadual, observar as leis e promover o bem-estar geral do povo paranaense".

Em seguida, foi a vez do vice-governador, deputado estadual Orlando Pessuti que, antes de fazer o mesmo juramento, renunciou às suas funções como parlamentar. Pessuti teria que cumprir mandato na Assembléia Legislativa até o dia 31 de janeiro.

A solenidade, que lotou as galerias e o plenário da Assembléia Legislativa, durou pouco mais de uma hora e foi marcada pela emoção. Requião, que faria seu primeiro pronunciamento como governador do Estado somente no Palácio Iguaçu, subiu na tribuna de oposição e antecipou o discurso de posse. "Falo da tribuna da oposição e é nesta tribuna que quero registrar meu primeiro pronunciamento", disse ele.

Depois de encerrada a solenidade, o governador seguiu ao Palácio Iguaçu acompanhado de diversas autoridades, entre as quais deputados federais e estaduais, secretários de Estado e lideranças políticas de vários partidos.

 

Posse no Paraná: Requião assume no Paraná e diz que seu mandato será para os pobres

CURITIBA - A solenidade de posse do governador do Paraná, Roberto Requião aconteceu nesta quarta-feira (1) pela manhã. Os 28 secretários também foram empossados. Durante a solenidade, no Palácio Iguaçu, Requião disse que seu governo será voltado para os pobres. O ex-governador, Jaime Lerner, fez um discurso rápido agradecendo a equipe de trabalho que o acompanhou nos últimos oito anos. Fez um balanço de suas obras neste período, com destaque para industrialização que promoveu no estado do Paraná.


MS: Zeca do PT afirma que cumpriu principais metas no 1º governo

BRASÍLIA - As principais metas do primeiro governo do PT no Mato Grosso do Sul foram cumpridas e asseguram condições para o Estado induzir o desenvolvimento, afirmou hoje de manhã o governador Zeca do PT, durante café da manhã em sua residência com jornalistas e assessores. O governador destacou os dois principais programas sociais – Bolsa Escola e Segurança Alimentar -, que "garantem à população menos assistida, o direito de comer", a moralização da máquina administrativa e o incremento da arrecadação.

"O Estado tinha uma arrecadação de R$ 45 milhões em dezembro de 98. Em dezembro de 2002, concluindo o primeiro governo, fechamos com uma arrecadação de mais de R$ 130 milhões", comparou o governador. Neste novo governo, os programas sociais serão redimensionados, dentro da perspectiva de atendimento de R$ 100 mil famílias com o Programa de Segurança Alimentar.

Entre as metas cumpridas no primeiro governo, Zeca mencionou, ainda, a reestruturação administrativa como um grande avanço no controle dos gastos com pessoal e custeio. O saneamento das finanças, segundo o governador, ao lado da reestruturação administrativa, fez com que Mato Grosso do Sul recuperasse a credibilidade junto à sociedade. Há quatro anos, lembrou o governador Zeca, não havia debate algum sobre o papel do Estado de indutor do desenvolvimento.

 

MS: Conheça os secretários de Estado que assumem amanhã

CAMPO GRANDE - Confira os perfis dos novos secretários de Estado do governo petista de Mato Grosso do Sul que assumem no dia 2 de janeiro, em solenidade às 19h30 no Centro de Convenções "Arquiteto Rubens Gil de Camilo", em Campo Grande:

PAULO ROBERTO DUARTE, secretário de Coordenação-Geral do Governo, tem 39 anos. É economista formado pela UCDB (antiga Fucmaq). Iniciou a carreira no Estado em 1985 como agente tributário permanecendo na função até 1991. Durante quatro anos, como fiscal de renda, foi diretor do Centro de Informações Econômico-Fiscais. Em 1999 foi nomeado superintendente de Administração Tributária e assumiu o cargo como secretário de Receita e Controle no dia 13 de dezembro de 2000, sendo o mais jovem secretário a assumir a pasta com 37 anos. Ao todo, Paulo Duarte, possui 18 anos de carreira pública em Mato Grosso do Sul.

JOSÉ RICARDO PEREIRA CABRAL, secretário de Receita e Controle, é jornalista e bacharel em Direito, tem 47 anos. Ele ingressou na secretaria de Receita e Controle em 1981 e ocupou o cargo de coordenador do setor de combustível e outros tributos; foi diretor de monitoramento fiscal; coordenador de gerenciamento fiscal e superintendente de Administração Tributária.

DAGOBERTO NOGUEIRA FILHO, secretario de Justiça e Segurança Pública, 47 anos, natural de São José do Rio Preto (SP), é formado em direito e administração. Foi sub-chefe da Casa Civil em 1987 e 1988; Secretário de Justiça, Trabalho e Ação Social de 1989 e 1990; diretor-geral do Detran no período de 1999 a 2002 e deputado estadual eleito com 22.017 votos pelo PDT.

MAURÍCIO GOMES ARRUDA, secretário de Infra-Estrutura e Habitação, tem 49 anos, é natural de Aquidauana (MS) e engenheiro civil formado há 24 anos pela UFMS. Sempre atuando em gerências, é funcionário de carreira da Sanesul há 18 anos, inclusive assumindo a coordenadoria geral de mutirões em Campo Grande entre 1984 e 1985. Foi diretor técnico da antiga CDHU entre 1995 e 1998. Assumiu a Secretaria de Infra-Estrutura e Habitação em novembro de 2000.

JOSÉ ANTONIO FELÍCIO, secretário de Produção e do Turismo, tem 58 anos, é natural de Itapuí (SP), advogado, economista e contador. Sempre atuou na área tributária e financeira através de escritório de consultoria que mantém no Estado desde que se mudou em 1979. Foi secretário de Fazenda em 1991 e 1992 e nomeado secretário de Produção em abril de 2002.

JOÃO PAULO ESTEVES, 43 anos é vereador licenciado de Nova Andradina, onde chegou a presidir a Câmara Municipal na legislatura passada. Esteves é formado em odontologia pela Unicamp (1980), natural de Dois Córregos (SP), reside em Mato Grosso do Sul há 17 anos. Exerceu o cargo de superintendente de Políticas de Saúde na Secretária Estadual de Saúde. João Paulo já foi secretário de Saúde em Nova Andradina de 1989 a 1990 e de 1993 a 1996. Em 1991, ele foi Agente Regional de Saúde do Estado. Esteves foi presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul de 93 a 94. E também foi vice-presidente nacional do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, nesse mesmo período.

RONALDO DE SOUZA FRANCO, secretário de Gestão Pública, tem 37 anos, é natural de Campo Grande e professor. Ele já ocupou a presidência da ACP (Associação Campo-grandense de Professores) de 1996 a 1998 e da vice-presidência da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). Atuou como assessor da presidência da Sanesul em 1999 e no mesmo ano, foi diretor-presidente do Lotesul. Como chefe de gabinete da Casa Civil, atuou em 2000 e 2002 e comandou a comunicação do Governo do Estado entre 2000 e fevereiro de 2002. Foi coordenador da campanha do senador Delcício do Amaral e coordenador da comunicação da ultima campanha de Zeca do PT.

ELOISA CASTRO BERRO, secretária de Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária, tem 46 anos, natural de Tupã (SP), é formada em Assistência Social e reside no Estado desde 1978. Ocupou os cargos de assessora e diretora executiva da antiga Promosul (Fundação de Promoção Social de Mato Grosso do Sul) de 1999 e 2000. Foi superintendente de políticas sociais em 2000 e assumiu a Secretaria de Assistência Social, Cidadania e Trabalho em 2001.

EGON KRAKHECKE, vice-governador e secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia, tem 61 anos e é natural de Garibaldi (RS). Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas e, mais tarde, especializou-se em Desenvolvimento Econômico pela Cepal (órgão das Nações Unidas para estudos econômicos na América Latina). Em 1980, Egon passou a trabalhar como professor do curso de Agronomia da UFMS em Dourados e, mais tarde, em 1987, foi reintegrado aos quadros do Incra em função da anistia dada aos servidores públicos demitidos por razões políticas ao longo da ditadura militar. Egon aposentou-se do serviço público em 1995 e passou a trabalhar como consultor autônomo para organismos internacionais como o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Foi secretário de Meio Ambiente (1999/2000) e, mais tarde com a reforma administrativa, secretaria de Meio Ambiente, Cultura e Turismo.

VALTECI RIBEIRO DE CASTRO JÚNIOR (Mineiro), secretário de Desenvolvimento Agrário, tem 38 anos e é natural de Uberaba (MS). Engenheiro Agrônomo formado pela UFMS, foi funcionário da Empaer de 1986 a 1990 e atuou como assessor de Zeca do PT desde 1990. É membro do Diretório Nacional do PT e foi diretor-presidente do Idaterra de novembro de 2000 a outubro de 2001.

MÁRCIO PORTOCARRETO, SECRETÁRIO DE Meio Ambiente, tem 43 anos, é engenheiro agrônomo, professor da Uniderp, pós graduado em Agroindustrialização e Cooperativismo em Israel, Marketing e Comércio Exterior pela UCDB e Elaboração de Análise de Projetos de Desenvolvimento pela Organização das Nações Americanas (OEA). Já atuou por vários anos no setor de cooperativismo e integrou a equipe do governador Zeca do PT em abril de 2000, assumindo a Secretaria de Produção e Desenvolvimento Sustentável. Depois de 10 meses, foi nomeado para a Secretaria Extraordinária de Reestruturação e Ajuste, depois transformada em Secretaria de Modernização Institucional.

SILVIO APARECIDO NUCCI, secretário de Cultura, Esporte e Lazer, tem 44 anos, é comerciante e natural de São Carlos (SP). Reside em Mato Grosso do Sul desde 1979. Filiado ao PT desde 1980, já ocupou o cargo de presidente do partido municipal. Foi eleito vereador da Capital em 1999.

JOSÉ WANDERLEY BEZERRA ALVES, Procurador Geral do Estado, tem 41 anos, casado e pai de três filhos, advogado da área de Direito Público formado pela Unigran, em 1982, mestrando de Direito pela Universidade de Brasília. Ele assumiu a Procuradoria-Geral do Estado em abril de 2002. José Wanderley é ex-conselheiro estadual e federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

HÉLIO DE LIMA, secretário de Educação, tem 48 anos, é mestre em Educação e natural de Laranjal Paulista (SP). Foi diretor-presidente da TVE, professor da UEMS e das escolas estaduais Joaquim Murtinho; Vespasiano Martins; Lúcia Martins Coelho e da escola municipal Padre Heitor Castoldi, além de agente especial de Educação na Capital. Nos últimos quatro anos, ocupou o cargo de chefe de gabinete do governador.

 

MS: Leia o discurso de posse do governador Zeca do PT

CAMPO GRANDE - Confira a íntegra do discurso de posse do governador do Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT:

"Excelentíssimo senhor Presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado Ary Rigo, em nome do qual saúdo todos os deputados.

Excelentíssimo Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador José Augusto de Souza, através do qual cumprimento todas as autoridades presentes, dirigentes de partidos, lideranças empresariais, do setor produtivo, convidados e amigos.

Senhoras e senhores.

Há quatro anos estive nesta casa para o mesmo compromisso de hoje – assumir o dever de trabalhar pelo bem-estar da população, jurar obediência aos princípios constitucionais e cumprir nossas leis.

Naquele momento histórico assumi o compromisso de romper com o atraso, tanto no sentido econômico quanto social, convencido, sobretudo, de que governar é ter a capacidade de tocar no imaginário e materializar, na prática, sonhos e necessidades de progresso e desenvolvimento.

Por isso, hoje é um dia especial. Desde as primeiras horas da manhã, uma emoção diferente tomou conta de mim.

Sinto que a história move seu curso e aprovado pelo trabalho dos últimos quatro anos. A vontade do povo nos manda continuar para fazer o Governo Popular.

Mato Grosso do Sul hoje possui programas de combate à fome e à miséria que repercutem nacionalmente.

Já são quase 100 mil famílias protegidas por nossos principais programas sociais e que são dever do Estado.

Mato Grosso do Sul tem hoje credibilidade nacional, recuperou sua arrecadação, controla seus gastos, moderniza sua máquina administrativa e tem a confiança do seu povo.

Nosso Estado mudou seu perfil econômico, valorizando suas potencialidades naturais e econômicas. Caminha rapidamente para, superando o tempo perdido, construir o sonhado desenvolvimento sustentável.

A consolidação do setor produtivo é reflexo do nosso esforço por uma política de estímulo e incentivo à produção, especialmente através de ações de defesa sanitária e obras de infra-estrutura viária.

Agora, nosso principal objetivo é agregar valor à agropecuária para desenvolver setores da indústria, diversificando a nossa base econômica e conquistando novos mercados, para que possamos gerar mais emprego e renda para a nossa população.

A cada momento descobrimos formas de combate ao atraso. Como a corrida contra o tempo para que mato grosso do sul promova sua integração física e econômica.

Construindo suas rotas bioceânicas, Mato Grosso do Sul cresce na posição estratégica para se tornar o grande corredor da ligação Atlântico-Pacífico.

Além do que significa definitivamente a nossa integração com países estados vizinhos, única fórmula para superação do atraso e do abandono.

Em 2003 pretendemos também vender nossos produtos na Europa e Ásia, depois de ampliarmos as trocas comerciais no âmbito do Mercosul.

Mato Grosso do Sul, situado no centro da América do sul, tem função estratégica no processo de integração econômica. Isso pode acontecer logo, não será preciso esperar anos como os paises europeus.

Ao Estado cabe o papel de continuar sendo o indutor do desenvolvimento, ficando para a sociedade a tarefa de definir onde e como se desenvolver.

O princípio é o desenvolvimento local como base do desenvolvimento regional e não como cauda de projetos mirabolantes e salvacionistas.

Por isso, anuncio a minha determinação de restabelecer dois programas fundamentais para o fortalecimento da democracia participativa, capazes de manter um canal permanente de diálogo do governo com a comunidade – o programa Ação Popular e o Governo Itinerante continuarão servindo como ferramentas de aproximação do governante e seus cidadãos.

Estes programas colocarão nosso governo em contato direto com os anseios dos produtores, comerciantes, estudantes, enfim, do povo, tornando realidade o sonho da nossa gente, dos municípios e rincões mais longínquos deste Estado.

Além de dialogar e debater constantemente com as entidades representativas dos trabalhadores e segmentos organizados da sociedade, criamos e já convocamos o conselho de desenvolvimento econômico, que reúne os principais e mais modernos empresários de todos os setores produtivos, para discutirmos quais mecanismos temos de implantar para atrair mais e consequentemente promover o desenvolvimento e gerar mais empregos.

Para este próximo governo já temos, portanto, em mente os nossos principais desafios: além da agroindustrialização do Estado e exploração racional do seu potencial ecoturístico, Mato Grosso do Sul precisa de programas estratégicos e estruturais.

Portanto, recuperar o Trem do Pantanal, implantar a separadora do gás, viabilizar definitivamente o Programa Pantanal, construir o pólo siderúrgico de Corumbá, serão tarefas permanentes para os próximos quatro anos.

A confiança que devolvemos aos empresários nos autoriza a anunciar aqui que temos mais um motivo para comemorar a chegada de 2003. Graças ao esforço do nosso Governo, fechamos os entendimentos para a instalação de novas indústrias em nosso Estado.

Entendimentos acordados entre o Governo e empresários de diversos ramos, vão trazer para cá investimentos superiores a R$ 223 milhões. Além da Kepler Weber do Rio Grande do Sul; da Klin do segmento de calçados; a Avipal, que já atua no segmento da avicultura vai implantar aqui uma unidade para produzir 100 mil litros/dia, do leite longa vida.

Assumimos este segundo governo obcecados em promover o desenvolvimento. Progredir significa potencializar nossas riquezas, gerar empregos, mas, fundamentalmente, promover melhor qualidade de vida para a população.

Esse caminho continuará sendo trilhado por nós, agora, com os ânimos renovados, com disposição redobrada e a fé inabalável na construção de uma sociedade mais justa, onde todos possam ter oportunidades de trabalho e acesso aos bens e benefícios que se constituem deveres do estado e direito do povo.

Hoje, 1° de janeiro de 2003, será definitivamente um marco na história de nossas gerações.

A esperança que tomou conta de Mato Grosso do Sul há quatro anos, agora se projeta para todo Brasil, numa mobilização coletiva de esperança e atitude jamais vista na história da política brasileira.

Ao mesmo tempo que reassumo o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, um homem que saiu do nordeste, fugindo da miséria e da fome, alcança o cargo máximo da nação brasileira.

Por isso hoje será um dia de fortes emoções. Não só para mim, mas para milhões de brasileiros que renovam sua esperança em nosso país.

Tenho orgulho de ter sido um dos primeiros governadores eleitos pelo PT, de fazer parte desta trajetória, que após 22 anos de muita luta e amadurecimento político assume a Presidência da República.

Depois de tanto se falar, depois de tantas ações isoladas, toda a sociedade se une, e apesar das suas diferenças, chega decidida a uma profunda mudança em seus valores, suas crenças e suas vidas.

Representados por um grande líder, o Brasil decidiu, de uma vez por todas, unir seu povo contra a fome e a miséria, resgatando a dignidade, a decência e o respeito ao ser humano. Se somos todos filhos de Deus, se somos iguais, então por que todos nós não temos o mesmo direito de viver, morar e comer?

Quando criamos o Fundo de Investimento Social, o FIS, tínhamos claro em mente que pelo menos parte dos recursos públicos deveriam e deve ser apropriada pelos mais empobrecidos.

O Brasil é o mais rico entre os países com maior número de pessoas miseráveis. Isso torna inexplicável a pobreza extrema de 23 milhões de brasileiros, segundo o IBGE.

Mas mostra que o problema pode ser atacado com sucesso, com programas sociais como aqueles implantados pelo Governo Popular nesses últimos quatro anos.

Por isso tudo nos anima e certamente aumenta as esperanças da população o início do governo do amigo e companheiro Lula.

O nosso Presidente nos dá certeza de que agora haverá de fato investimentos no ser humano. Não podemos conceber mais a tese da crise econômica como fator impeditivo ao combate à fome, até porque a miséria se insere no contexto dos principais problemas sociais do país.

Tenho claro que a democracia política só se fortalece com a ampliação da democracia econômico-social e a eleição de Lula nos dá a tranquilidade e a perspectiva de melhoria da qualidade de vida de nossa gente.

Queremos usufruir, naturalmente, da estreita relação que haveremos de estabelecer com o novo Governo em Brasília.

Não tenho dúvidas de que os próximos quatros anos do nosso Governo, agora com respaldo maior do Governo Lula, serão marcados por um período propício aos investimentos públicos, tanto na área social quanto em infra-estrutura.

Rendo minhas homenagens ao presidente eleito, que lutou com todas as suas forças na reconstrução democrática, permitindo o retorno dos trabalhadores á vida política.

Gostaria de render também minhas homenagens à classe política de nosso Estado. Senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores, principalmente aqueles que souberam colocar os interesses maiores do Estado acima das questões partidárias.

Nesse aspecto, quero agradecer e reconhecer a relação institucional que pessoalmente mantive com o Presidente Fernando Henrique Cardoso, que muito colaborou com sua parceria para o sucesso do nosso Governo.

Quero destacar ainda, o apoio dos deputados estaduais, que no nosso primeiro governo, permitiram que pudéssemos superar obstáculos administrativos e restabelecer as funções precípuas do Estado.

É justo reconhecer, mais uma vez, na presença do seu presidente, deputado Ary Rigo, o apoio da Assembléia Legislativa na implementação do Fundo de Investimento Social, da mesma forma como teve papel vital na criação do Fundersul, tão importante para a recuperação da infra-estrutura viária do Estado e de tantos outros projetos.

Conclamo ainda todos os poderes e as instituições que se incorporem ao grande debate que iremos conduzir sobre três questões que afetam diretamente os interesses maiores do nosso Estado.

Primeiro: a revisão do fundo de participação dos estados, o FPE. Segundo: a redefinição dos critérios para pagamento da dívida com a União. E a terceira questão: a Lei Kandir , que desonerou nossos produtos primários, principal base de nossa economia.

Todas essas questões vão se tornar, por sua importância vital à nossa economia, em foco central das prioridades não só do Governo, mas também de todos os segmentos da nossa comunidade sul-mato-grossense.

Quero ainda, para finalizar, prestar minha homenagem àquilo que tenho de mais sagrado e precioso: a minha família. Minhas três filhas: Janice, Tiara e Thaísa. Minha mãe, dona Assunção, que nas horas mais difíceis tem sempre me confortado com suas bênçãos e orações. Em especial para Gilda, minha esposa e companheira, que esteve sempre ao meu lado durante todos estes anos. Uma mulher simples e amada, que nunca se deslumbrou com o poder. Ao contrário, sempre me deu forças e me anima sempre acreditar que podemos fazer cada vez mais por aqueles que mais necessitam.

Digo do fundo de minha alma, do fundo do meu coração: Gilda, é com a sua benção, e a benção dessa gente mais simples que me reconduziu ao poder, que hoje, acima do cargo que reassumo, sinto-me simplesmente um homem comum: um homem realizado, mas, principalmente, um homem feliz!

Que 2003 seja marcado como o ano do descobrimento de um Mato Grosso do Sul novo, jovem, pujante e moderno.

E de um novo Brasil, também marcado pelos desafios e pela vitória da justiça social e da esperança.

Muito obrigado!

Que deus abençoe vocês e um feliz 2003, de muita paz e realizações para todos nós!".

 


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