
Genzyme
lança programa de bolsas para a área de nefrologia
Laboratório investe em pesquisa com o objetivo de apoiar novos
talentos
SÃO PAULO - Pesquisadores e médicos já podem inscrever seus
projetos na área de nefrologia para concorrer ao GRIP – Genzyme
Renal Innovations Program. O prazo de inscrição se encerra no
dia 15 de março. Promovido pelo laboratório Genzyme Corporation,
o programa concede bolsas de estudo de um a três anos para os
trabalhos selecionados pela comissão julgadora formada por
médicos nefrologistas reconhecidos internacionalmente.
Para este ano, os tópicos de pesquisa são: Nefrite lúpica,
mecanismos da inflamação, doença renal policística (DRP),
células dendríticas e indução da tolerância e progressão da
doença renal crônica e toxinas urêmicas.
Os brasileiros interessados em participar do GRIP podem se
inscrever por meio do e-mail GRIP@genzyme.com
ou pelo telefone 00-XX-1-880-745-4447. Os trabalhos deverão ser
traduzidos para o inglês e a divulgação dos premiados será em
maio.
Genzyme Corporation – O laboratório especializado em
biotecnologia tem sede em Cambridge (Ma) e uma subsidiária no
Brasil. Em 2003, a Genzyme do Brasil lançou o Renagelâ (sevelamer)
– quelante de fósforo para tratamento de renais crônicos. O
Renagelâ combate a hiperfosfatemia e evita a morte de pacientes
com Insuficiência Renal Crônica (IRC) por calcificação.
Além da área de nefrologia, a Genzyme do Brasil comercializa
também medicamentos nas especialidades de endocrinologia e de
doenças genéticas raras.
O que é a IRC – Insuficiência Renal Crônica é uma
doença que evolui lenta, progressivamente e se caracteriza pela
perda irreversível das funções renais (sangue deixa de ser
filtrado pelos rins). Até a perda de 50% das funções, o
paciente geralmente não apresenta sintomas. A partir daí, ele se
trata com medicamentos e dieta.
Pelos critérios do Ministério da Saúde, quando o paciente
atinge a média de apenas 10% das funções renais, ele precisa
entrar em diálise até conseguir o transplante.
As principais causas da doença de IRC são: hipertensão
arterial, diabetes e nefrite crônica.
Matéria
Editada em 24/02/04

Colesterol:
O mal que mata em silêncio
Nível HDL muito baixo também traz risco para o paciente
RIO DE JANEIRO - Produzido pelo fígado e vital para o organismo,
o colesterol pode se tornar prejudicial quando presente em excesso
no sangue. O clínico geral Marcos Benchimol, diretor da Clínica
Benchimol, explica que “o colesterol a mais é depositado nas
artérias, fazendo com que haja o entupimento destes vasos
(colesterol LDL). Dependendo do grau de entupimento, a pessoa pode
sofrer um ataque cardíaco ou um derrame cerebral. Já a fração
do colesterol HDL (com propriedades vasodilatadoras) remove o
colesterol ruim da corrente sangüínea. O ideal é manter um
colesterol ruim (HDL) baixo e um colesterol bom (HDL) elevado”.
O melhor nível do colesterol total é abaixo de 200. “O
colesterol LDL menor que 100 é o melhor; um nível de LDL maior
significa que a pessoa tem o risco de doença cardíaca aumentado.
O colesterol HDL menor que 35 também traz risco de doença
cardíaca, enquanto um nível de HDL de 40 ou acima reduz esse
perigo” O mais difícil é elevar o nível do HDL, “que se
consegue a partir da prática de exercícios aeróbicos como
corrida, bicicleta, natação e hidroginástica. A reposição
hormonal em mulheres, o consumo leve de vinho tinto (um a dois
cálices por dia) e determinados medicamentos apresentam
resultados encorajadores”, garante o médico.
Para quem gosta de um cafezinho, Benchimol dá uma dica
fundamental. “Os grãos de café contêm substâncias que
aumentam o colesterol. A água quente, utilizada para o preparo do
café, remove algumas dessas substâncias gordurosas. Portanto,
sempre que possível, use filtro de papel, pois ele retém essas
substâncias gordurosas”.
“Se boa alimentação, exercícios e mudança de alguns hábitos
de seu cotidiano não reduzirem as taxas de colesterol após seis
meses, seu médico poderá recomendar o uso de medicamentos. Caso
isto ocorra, o tratamento deverá ser por toda a vida, mas somente
quando a mudança nos hábitos alimentares não funcionar”,
finaliza Marcos Benchimol.
Matéria
Editada em 24/02/04

Camisinhas
e luvas podem causar alergia ao látex, ainda pouco conhecida
SÃO PAULO - Embora não muito comum, a alergia à camisinha ou ao
uso de luvas é um inconveniente muito grande. Essa é a chamada
alergia ao látex natural - produto extraído da seiva da
seringueira (Hevea brasiliensis) e encontrado nos mais diversos
artigos de uso diário. O vinil pode ser um substituto, porém seu
custo impossibilita que se use em larga escala.
O diagnóstico da reação alérgica ao látex vem aumentando a
cada ano, devido ao maior conhecimento do assunto pela classe
médica e divulgação ao público. A reação alérgica pode se
manifestar de diversas formas, desde quadros leves (urticárias),
generalizados (rinite, urticária e angioedema, asma) até quadros
fatais (edema de laringe, choque anafilático).
"Um aspecto interessante da alergia ao látex é a presença
de reações cruzadas com alimentos, principalmente frutas. Cerca
de 50% dos pacientes alérgicos ao produto, o são também a pelo
menos uma fruta, geralmente banana, kiwi, abacate, maracujá,
manga, abacaxi ou mamão", explica Dr. Leandro Augusto V.
Rabelo, médico alergista da SBAI, que falou sobre este tema no
XXX Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, que
aconteceu em Florianópolis (SC) em novembro passado. "Isso
ocorre porque sendo o látex um produto vegetal, apresenta
proteínas semelhantes às das frutas".
Não há idade para a ocorrência deste tipo de alergia. Crianças
com doenças ao nascimento e que passam por diversas
intervenções cirúrgicas, já no início da vida, são muito
propensas à alergia ao látex.
Características da Alergia ao Látex
Normalmente, percebe-se a alergia ao látex pelo aparecimento de
placas nas mãos ao usar luvas de látex e inchaço dos lábios ao
encher balões de festa. Reações menos evidentes podem ocorrer
quando o alérgico realiza procedimentos dentários,
ginecológicos, cirúrgicos ou qualquer outro onde ocorra
exposição ao látex. Caso a pessoa reconheça esse inchaço na
boca após soprar uma bexiga ou ir ao dentista, deve relatar ao
seu médico ou procurar um especialista para avaliação.
Existe apenas o tratamento, mas não há a cura da doença. O
paciente deverá reduzir a exposição ao látex, em alguns casos,
nos casos de contato profissional com o produto, pode ser
necessário o afastamento do trabalho, como de enfermeiras e
médicos. Também, hoje já existe o tratamento com imunoterapia
(vacina de alérgenos) específica para o látex, que, segundo
poucos estudos no momento, poderia dessensibilizar o paciente, com
grande benefício no controle do problema.
Matéria
Editada em 24/02/04

Arroz e feijão podem prevenir câncer de
boca
SÃO PAULO - A famosa combinação arroz e feijão, consumida
diariamente por milhões de brasileiros, pode ser a solução para
a prevenção de um tipo de câncer. Essa é uma das conclusões
da tese de doutorado da nutricionista Dirce Maria Lobo Marchioni,
defendida na Faculdade de Saúde Pública no ano passado. De
acordo com o estudo, o consumo freqüente de arroz e feijão reduz
as chances de uma pessoa desenvolver câncer oral - que compreende
a cavidade bucal, a faringe e a laringe.
A pesquisa faz parte de um estudo mais abrangente, coordenado pela
International Agency for Research on Cancer (Iarc), órgão da
Organização Mundial da Saúde (OMS), que se estende a Cuba e à
Argentina. O objetivo é mapear a incidência dos diversos tipos
de câncer de acordo com fatores ambientais e padrões alimentares
das populações. Dirce analisou um universo de 845 pessoas, entre
homens e mulheres, com mais de 40 anos, de todas as classes
sociais, na cidade de São Paulo. `A princípio, não tínhamos
nenhuma hipótese em relação à pesquisa`, conta. `Fizemos uma
investigação do tipo caso/controle. Comparamos as pessoas que
têm câncer oral com aquelas que não desenvolveram a doença,
buscando identificar o que elas têm de diferente no que diz
respeito à alimentação.`
A seleção das pessoas que participaram da pesquisa foi feita em
sete hospitais da rede pública do município. Aquelas que eram
casos de câncer oral deveriam estar sob a condição de terem
acabado de receber o diagnóstico da doença. Só assim seria
possível flagrar, com o máximo de precisão possível, os
hábitos alimentares dessas pessoas até o momento da
notificação do câncer. As pessoas que eram controles, ou seja,
aquelas que não tinham nenhum antecedente com a doença, tinham
ido aos hospitais para outros tipos de exames e foram convidadas a
contribuir com o estudo.
Todos os selecionados responderam a um questionário, no qual
informavam quais eram os componentes primordiais de sua
alimentação e em que quantidade e freqüência eram consumidos.
A partir disso, foram identificados quatro padrões alimentares:
1) rotulado como `prudente`, composto de aves, queijos, vegetais e
frutas; 2) `tradicional`: arroz, feijão e carne; 3) pão,
embutidos, manteiga, queijo e doces; e 4) `monótono`: de poucos
alimentos.
As 845 pessoas - 366 casos, 479 controles - foram distribuídas de
acordo com os padrões alimentares. Vieram as conclusões.
`Constatamos que, entre as pessoas que consumiam os alimentos do
padrão ‘tradicional’ - arroz, feijão e carne, a incidência
do câncer oral era menor do que entre aquelas que mantinham outro
tipo de dieta`, conta Dirce.
`A literatura científica diz que quem consome frutas e legumes
estará mais protegido contra o câncer oral. No estudo que
realizamos, não foi o observado. O principal padrão protetor foi
o arroz-feijão, acrescido de quantidades razoáveis de carne`.
Segundo a nutricionista, não é possível dizer por que o consumo
de arroz e feijão previne contra o câncer oral. Essa é uma
etapa do estudo que ainda não foi concluída. `Podemos apenas
afirmar o seguinte: tanto o arroz quanto o feijão têm baixo
nível de gordura saturada - aquela que, como a gordura animal, é
sólida em temperatura ambiente, além de possuírem fibras e
proteínas vegetais complementares. A idéia é de que o consumo
conjugado de arroz e feijão oferece elementos importantes que
previnem contra o câncer oral`.
Outro resultado da pesquisa mostra que a incidência de câncer
oral nos homens é maior do que nas mulheres. `Isso pode ser
explicado pelo fato de que os homens se aproximam muito mais dos
fatores de risco, que são o consumo de bebidas alcoólicas e de
tabaco`, afirma Dirce. O tabaco está associado a 90% dos casos de
câncer oral em homens e a 60% em mulheres. O álcool está ligado
a 55% dos casos, para ambos os sexos. Os riscos aumentam, também,
de acordo com o tempo e com a intensidade do consumo dessas
substâncias.
Outros fatores que estão relacionados com o câncer oral são:
alimentação pobre em vitamina C, higiene bucal deficiente,
ferimentos causados pelo uso de próteses dentárias mal-ajustadas
e exposição excessiva ao sol (câncer de lábio).
O câncer oral pode se manifestar sob a forma de feridas na boca
ou no lábio que não cicatrizam, caroços, inchaços e áreas de
dormência, sangramentos sem causa conhecida e dor de garganta
permanente. As lesões pré-malignas podem ser diagnosticadas
antes de se transformarem em câncer por meio de exames de rotina,
realizados por profissionais capacitados, em unidades públicas de
saúde. O câncer de boca não é dos mais freqüentes,
representando 5% dos casos entre todos os tipos de câncer.
São Paulo é o Estado brasileiro com maior incidência de câncer
oral. Enquanto a taxa nacional é de 13,25 casos para cada 100 mil
indivíduos, em São Paulo a taxa sobe para 17,91 por 100 mil. `É
muito provável que as maiores incidências de câncer oral
estejam em São Paulo em virtude das altas taxas de alcoolismo e
tabagismo`, explica a nutricionista.
Outra triste constatação do estudo é que os casos de câncer
oral entre as mulheres vêm aumentando nos últimos anos, também
em conseqüência do consumo progressivo de álcool e tabaco.
Entre as mulheres, em São Paulo, a proporção é de 7,42 casos
para cada 100 mil, contra 5,42 por 100 mil da taxa nacional. Ainda
assim, é importante destacar que, mesmo que a pessoa incorra nos
fatores de risco já reconhecidos ` álcool e tabaco `, ela
estará menos vulnerável ao câncer oral se mantiver o consumo de
arroz e feijão.
Portanto, a conclusão da pesquisa é que o brasileiro médio
pratica uma alimentação bastante interessante para manter uma
boa saúde. Porém, a pesquisadora alerta: atualmente, esse
padrão tradicional vem sendo abandonado. Com o crescente ingresso
das mulheres no mercado de trabalho, aliado ao fato de o feijão
ser um alimento que requer mais tempo para ser preparado, ele vem
sendo deixado de lado em favor do consumo de alimentos
pré-processados, ricos em gordura saturada, prejudiciais à
saúde. `O que está acontecendo é que a população vem
substituindo hábitos alimentares interessantes por uma dieta
pouco recomendável, que se mostrou altamente deletéria para a
saúde em outras partes do mundo, como nos Estados Unidos, por
exemplo`, acrescenta Dirce.
Segundo a pesquisadora, o ideal é que as pessoas variem sua
dieta, consumindo sempre frutas e legumes e mantendo o padrão
arroz-feijão, além de moderar o consumo de carne vermelha.
Indispensável lembrar que medidas como `não fumar` e `moderar o
consumo de bebidas alcoólicas`, junto à prática de boa higiene
bucal, diminuem consideravelmente os riscos de câncer oral.
Matéria
Editada em 11/02/04

Estudo revela que poluição do ar interfere
no peso dos bebês
SÃO PAULO - Gestantes expostas a taxas maiores de poluição do
ar durante o primeiro trimestre de gravidez geram bebês com peso
menor. Este é o principal resultado do estudo conjunto realizado
pela Faculdade de Medicina da USP e St. George´s Hospital Medical
School University, de Londres, e que envolveu 179 mil
recém-nascidos de mães que moram na cidade de São Paulo.
O epidemiologista Nelson Gouveia, um dos responsáveis pela
pesquisa, acredita que a variação de peso esteja associada,
entre outras, à baixa oxigenação sanguínea provocada pelos
poluentes nos primeiros meses de gestação. Para cada parte por
milhão (ppm) de monóxido de carbono (CO) a que as mães ficaram
expostas, houve redução de 23 gramas no peso do recém-nascido,
enquanto que para cada 10 miligramas por metro cúbico do material
particulado PM10, a redução foi de 14 gramas. Não foram
constatados efeitos significativos dos poluentes nos demais
trimestres.
Conforme Nelson Gouveia, é o primeiro trabalho no Brasil a
relacionar a poluição com o peso de recém-nascidos, apesar de
haver outros no País que já o relacionaram com a mortalidade,
problemas respiratórios, etc. Também há estudos de outros
países que demonstraram relações entre a poluição
atmosférica e prematuridade, problemas congênitos e mortalidade
do feto.
O estudo foi realizado pelos médicos Nelson Gouveia e Maria
Novaes, do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, e o
britânico Steve Bremner, da St. George´s Hospital Medical School
University.
Matéria
Editada em 09/02/04

Radiografias panorâmicas da face pode
detectar osteoporese
SÃO PAULO - Pesquisas recentes desenvolvidas pela equipe do
Laboratório de Análise e Controle da Imagem Radiográfica
Odontológica (LACIRO), da Faculdade de Odontologia de Ribeirão
Preto - USP (FORP), demonstraram que é possível identificar
sinais sugestivos de osteoporose através de radiografia dos ossos
da face, conhecida como radiografia panorâmica, que evidencia o
córtex e o trabeculado mandibular.
O professor Plauto C. A. Watanabe, responsável pelo LACIRO,
explica que esses achados são importantes principalmente pelo
aspecto preventivo dessa doença, altamente prevalente, como
também para se avaliar a qualidade óssea maxilo-mandibular para
a possibilidade de restituição da oclusão dental através dos
implantes metálicos, muito em uso atualmente como opção de
tratamento.
A osteoporose é uma doença com alta prevalência. Afeta uma em
cada duas mulheres caucasianas e também é muito prevalente em
mulheres asiáticas, principalmente após a menopausa. Segundo o
professor, os valores de massa óssea diferem de acordo com os
tipos raciais. A população negra, por exemplo, possuem valores
6% maiores que a caucasiana. Existem dados de referência para
populações dos EUA, Japão, França e outras nacionalidades, mas
para o Brasil, com população bastante miscigenada racialmente,
ainda "não temos dados relativos", comenta o
pesquisador.
Com o objetivo de avançar nesses estudos, o professor Watanabe
está realizando um convênio de pesquisa com a Universidade de
Hiroshima, do Japão, através do pesquisador Akira Taguchi.
Serviço:
Contacto: watanabe@forp.usp.br
Matéria
Editada em 08/02/04

No verão aumentam os casos de micose
SÃO PAULO - O verão (quando o tempo está realmente quente!) tem
tudo para ser agradável. No entanto, é a estação em que
algumas patologias aparecem e incomodam quem não se cuida
devidamente. A pele é o principal alvo das “doenças de verão”.
As altas temperaturas geram problemas como a micose de virilha.
Isso se deve ao aumento do suor e o uso de roupas de banho
molhadas durante muito tempo, com isso, a umidade local aumenta,
favorecendo o crescimento de fungos nessa região.
“As micoses também podem atingir a pele, as unhas e os cabelos.
Elas são causadas por fungos que se alimentam da queratina,
substância presente nas três áreas citadas”, diz a
dermatologista Ana Lúcia Recio, de São Paulo. Quando os fungos
encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como calor,
umidade e imunidade baixa, eles se reproduzem e passam então a
causar a doença.
A famosa micose de unha pode ser contraída pelo solo, lava-pés
de piscinas etc. Mas o meio de infecção mais temido é através
do uso de alicates e tesouras contaminados. Nesse caso, é
importante ficar atento à esterilização e limpeza dos materiais
usados nos salões de beleza. As unhas mais afetadas são às dos
pés, pois o ambiente úmido, escuro e aquecido dentro dos sapatos
e tênis, favorece o seu crescimento. Portanto, no verão,
valoriza-se o uso de sandálias e chinelos.
“E deixe sempre para ventilar o tênis usado no dia. No dia
seguinte, prefira usar um outro par”, diz a dermatologista Ana
Lúcia Recio. “Secar-se bem após os banhos e evitar ficar com
roupas molhadas por muito tempo são boas atitudes também”,
complementa.
Matéria
Editada em 07/02/04

Cirurgia simultânea reduz custos de
operações de próstata e hérnia
SÃO PAULO - A cirurgia simultânea em pacientes com hiperplasia
(aumento de tamanho) da próstata que também apresentam hérnia
inguinal (na região da virilha), além de eficiente, reduz custos
na operação. O estudo, realizado em pacientes do Hospital das
Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, está
descrito na tese de doutorado do médico Manoel Antonio
Guimarães. Contudo, o procedimento ainda é pouco realizado no
Brasil.
Durante dois anos, o médico acompanhou 39 pacientes que fizeram
operações simultâneas de hérnia e de próstata no HC e outros
38 homens que operaram somente a próstata. Guimarães observou
que, embora o tempo de cirurgia seja maior quando são feitos os
dois procedimentos (três horas, contra uma hora da cirurgia de
próstata), o tempo de internação é o mesmo, cerca de três
dias. `A eficiência é a mesma, e as cirurgias simultâneas não
tiveram complicações pós-operatórias`, afirma.
O médico aponta que a hérnia inguinal atinge cerca de 20% dos
pacientes com hiperplasia da próstata. Segundo ele, as duas
operações podem ser feitas por uma única equipe de cirurgia,
embora normalmente a hérnia seja operada por um cirurgião-geral
e a próstata por um urologista. `No caso de cirurgias abertas de
próstata, em que há necessidade de corte, pode-se fazer a
operação de hérnia por intermédio da mesma incisão`, explica.
`As operações simultâneas permitem uma economia de custos para
os sistemas de saúde e de tempo para o paciente, que não
precisará ser internado duas vezes.`
Embora a técnica de cirurgia simultânea de próstata e hérnia
inguinal seja conhecida desde a década de 50 do século passado,
Guimarães aponta que o método ainda é pouco difundido no País.
`Na literatura médica norte-americana, a hérnia é vista como
uma cirurgia ambulatorial. O paciente volta para casa no mesmo
dia, desaconselhando a realização de outro procedimento
simultaneamente`, relata. `No Brasil, embora os pacientes sejam
internados e durmam no hospital, as duas cirurgias não são
feitas ao mesmo tempo`.
O médico aponta que a adoção do método depende da mudança na
avaliação do paciente no momento do diagnóstico. `Não há
concomitância`, diz. `Apenas a próstata é examinada, sem levar
em consideração outros aspectos que podem ser benéficos ao
paciente, como a detecção da hérnia inguinal`, explica. O
trabalho de Manoel Antonio Guimarães foi orientado pelo professor
da FM, Geraldo Campos Freire, e teve a colaboração do chefe do
serviço de Urologia do HC, Sami Arap, e de Cirurgia-Geral, Aldo
Junqueira Rodrigues Junior. Mais informações: (41) 242-5353.
Matéria
Editada em 06/02/04

Veneno de aranha pode auxiliar no tratamento
de doenças neurológicas
SÃO PAULO - Cientistas do Departamento de Histologia e
Embriologia do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) confirmaram que o veneno da aranha armadeira, a
Phoneutria nigriventer, é capaz de romper a chamada barreira
hemato-encefálica. A descoberta poderá servir de base para
futuras pesquisas que visam a facilitar o acesso de medicamentos
ao cérebro.
A notícia foi publicada pela revista eletrônica ComCiência, do
Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. A
barreira hemato-encefálica, que regula o trânsito do sangue no
cérebro, é altamente seletiva, pois mantém certas substâncias
fora do sistema nervoso central, mas também permite que os
nutrientes cheguem aos neurônios. Trata-se de um mecanismo que
garante ao sistema nervoso central manter-se preservado de
substâncias tóxicas, mas impede a entrada de muitos medicamentos
no cérebro, dificultando o tratamento de doenças neurológicas.
As autoras do estudo, Luciana Le Sueur Maluf, Maria Alice da
Cruz-Höfling e Carla Beatriz Collares Buzato, verificaram que o
veneno da aranha armadeira ativa uma via de entrada no cérebro,
`quebrando` a barreira hemato-encefálica. Isso pode explicar os
casos clínicos de convulsões que se manifestam em pacientes
vítimas de acidentes com essa espécie de aranha. De acordo com a
Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a armadeira é
responsável pela maioria dos acidentes com aranhas em São Paulo.
Para as pesquisadoras, os estudos preliminares com cultura de
células sugerem que a ação do veneno na barreira é direta, o
que pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias que permitam
a entrada de medicamentos no sistema nervoso central.
Além das convulsões, o veneno causa hipertensão. `O que não se
sabe ainda é se ele a quebra diretamente ou se é a hipertensão
causada pelo envenenamento que resulta no rompimento da barreira
hemato-encefálica`, explicam as autoras.
As pesquisadoras trabalharam com o veneno bruto da espécie. O
próximo passo é isolar a substância que age especificamente na
barreira hemato-encefálica, separando-a dos componentes tóxicos
do veneno. O trabalho foi premiado no Congresso de Anatomia do
Cone Sul, realizado em novembro na cidade de Temuco, Chile.
Matéria
Editada em 05/02/04

Novo tipo de implante promete o fim das
rugas
Prolene é introduzido na testa e nas bochechas através de
dois furos de 2mm, com a função de levantar o músculo e
prendê-lo no local original
RECIFE - Se o Brasil é o vice-campeão mundial em cirurgias
plásticas e em aplicação da toxina botulínica (o Botox),
Pernambuco já pode ser considerado um centro exportador de uma
técnica para o combate às rugas. O Estado está saindo para o
mundo inteiro por um implante feito com tela de prolene, uma
espécie de plástico cirúrgico já usado para tratamento de
hérnias, que passa a ser uma alternativa para a estética.
"A grande novidade é sua utilização para preencher marcas
de expressão na face, com um resultado bem natural", afirma
o médico Pedro Pita, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica e responsável pela nova tecnologia.
Ao ser apresentado no último congresso internacional de
plástica, o prolene ganhou destaque por dois aspectos: o local
não fica enrijecido e não há perda do aspecto jovial em poucos
meses, como ocorre com as substâncias com a mesma finalidade de
preenchimento à disposição no mercado. A tela se mantém
maleável por tempo indeterminado. "Ela é cortada em um
tamanho um pouco maior que aruga e tem eficácia, sobretudo, para
as marcas entre as sobrancelhas e aquelas que vão do nariz ao
canto externo da boca", orienta Pita. No entanto, também é
empregado para recuperar a musculatura do pescoço e levantar as
pálpebras caídas.
Para conseguir esse resultado, Pedro Pita explica como é aplicada
a tela na testa e bochechas. "Através de dois furos de 2 mm,
criando um túnel, é implantado o prolene. Ele vai levantar o
músculo e prendê-lo no local original, ficando entre a pele e a
musculatura", completa o médico. Por ser sintética, não é
absorvida pelo organismo. Sua estrutura é tecida com o mesmo fio
usado para suturas, com cerca de 0,5 mm de espessura e não há
riscos de causar reações alérgicas ao organismo.
Para fechar o local das incisões, bastam um ou dois pontos, que
não deixam vestígios no pós-operatório. "Hoje, quase
três meses depois de me submeter à colocação da tela, não dá
para perceber onde houve o corte", elogia a empresária
Clélia Campelo, que amenizou o sulco nasogeniano, ou bigode
chinês. "Minha maior preocupação era ficar com um rosto
mais jovial sem precisar passar dias trancada em casa",
lembra Clélia.
No pescoço, a coisa muda bastante, já que é necessária uma
grande intervenção cirúrgica. "Assim, ao realizar um
face-lifting, onde uma grande área da pele é descolada, já
aproveito e implanto o prolene", informa o cirurgião. Nos
dias seguintes, o que se nota é um inchaço leve na região.
"Dura, no máximo, 72 horas, mas não fica dolorida",
ressalta Clélia. O procedimento de implante é outro atrativo,
porque pode ser feito na própria clínica, levando menos de 30
minutos para ser concluído. Em quatro dias o paciente está
liberado para suas atividades normais, porque a anestesia é
local.
Matéria
Editada em 03/02/04

Socorro imediato é fundamental para as
vítimas de infarto
RIO DE JANEIRO - Dados da Organização Mundial de Saúde revelam
que 17 milhões de pessoas morrem a cada ano vítimas de doenças
cardiovasculares. No entanto, de acordo com especialistas, boa
parte destas mortes poderia ser evitada se a população leiga
estivesse preparada para acudir em situações de emergências
médicas. Sabe-se que ocorrem diariamente urgências com risco de
vida e que 60% dos óbitos por infarto acontecem na primeira hora
após o início dos sintomas. Essas complicações são causadas
pela falta de assistência especializada prévia e pela excessiva
demora em receber assistência no hospital.
O atendimento pré-hospitalar, ainda na ambulância ou em casa,
portanto, é fundamental para o aumento da chance de sobrevida do
paciente. Quanto antes o paciente for tratado, mais cedo a
corrente sanguínea será restaurada, salvando a vida do pessoa ou
diminuindo significativamente os danos irreversíveis ao músculo
cardíaco.
No Brasil, estima-se que, por ano, 300 mil pessoas são vítimas
de infarto agudo do miocárdio. Desse total, 77 mil morrem (dado
Datasus), transformando o problema numa das principais causas de
mortalidade no País. Até o final da década de 70, a taxa de
mortalidade por infarto agudo do miocárdio era de aproximadamente
40%. Em grande parte, devido aos novos tratamentos desenvolvidos e
ao aprimoramento das técnicas de cuidados médicos intensivos,
esse índice caiu muito ao longo dos últimos anos e hoje é de
cerca de 17%. Segundo o presidente da Fundação Interamericana do
Coração, dr. Sérgio Timerman, o atendimento rápido e eficaz
reduz de forma significativa a taxa de mortalidade do infarto
agudo do miocárdio.
Pacientes que chegam ao hospital e que já receberam atendimento
rápido e adequado têm mais chances de sobrevida, principalmente,
quando o tratamento é realizado com um trombolítico. Com isso,
reduz-se o intervalo do tempo entre o início dos sintomas e o
tratamento que, classicamente, é feito apenas após internação
hospitalar, que cai de três horas ou mais para duas horas e vinte
minutos.
“Com o desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas e a
introdução dos medicamentos fibrinolíticos, que agem
especificamente nos trombos que obstruem as artérias coronárias,
observou-se uma significativa redução na taxa de mortalidade”,
afirma dr. Timerman.
De acordo com o especialista, existem muitos benefícios com o uso
dos fibrinolíticos, como o tenecteplase. Uma das principais
vantagens é que a administração é simples, rápida e
descomplicada, levando apenas cinco a dez segundos, enquanto que o
tratamento padrão utilizado atualmente em muitos hospitais é
realizado em uma hora e meia. Assim, quando o fibrinolítico é
aplicado na primeira hora após o infarto agudo do miocárdio, há
um aumento significativo da chance de sobrevida do paciente.
Tenecteplase é um trombolítico (substância que dissolve um
coágulo presente na circulação sangüínea) de administração
única e intravenosa e produzido por meio de engenharia genética.
O medicamento permite o tratamento precoce do infarto agudo do
miocárdio, pois é administrado em uma simples injeção que
começa a surtir efeito apenas cinco minutos após sua aplicação
e permanece ativo além de 20 minutos.
Matéria
Editada em 01/02/04

Reeducação perineal é possível
SÃO PAULO - Depois de ter filhos, algumas mulheres começam a
apresentar um problema que, sem o devido acompanhamento, pode
levá-las à incontinência urinária. Com isso, ao espirrar, no
meio de uma relação sexual ou mesmo ao rir um pouco mais, não
conseguem se controlar. O problema também atinge homens depois da
retirada da próstata e, atualmente, está sendo tratado com a
Reeducação Perineal.
A técnica é aplicada para fortalecer a musculatura do períneo.
Quando a região perde a firmeza, não agüenta a pressão dos
órgãos como bexiga, útero e intestino. Com isso, eles começam,
literalmente, a arriar (na linguagem científica, são os chamados
prolapsos e podem atingir o primeiro, segundo ou terceiro graus).
Conforme a fisioterapeuta Gracita Lacerda, dependendo do caso, a
reeducação pode levar à cura.
A técnica inclui exercícios, uso de cones vaginais e estímulos
de eletrodos. Inicialmente, a pessoa adota uma dieta retirando
café, chá e chocolate - segundo Gracita, eles irritam a bexiga.
Daí, o especialista decide o que será mais adequado. Com um
espelho, o paciente faz exercícios, como contrações, que devem
ser feitos mesmo depois do tratamento no consultório.
Para quem tem maior dificuldade, a profissional utiliza o aparelho
Biofeedback. Uma parte dele é introduzida na vagina ou no ânus
e, quando o paciente trabalha a musculatura do assoalho pélvico,
emite sinais sonoros ou visuais. A pessoa acompanha o próprio
progresso.
A fisioterapeuta explica que, para recorrer à reeducação, o
paciente precisa ser avaliado e encaminhado pelo ginecologista,
urologista ou neurologista. "Nos prolapsos de terceiro grau,
por exemplo, não há como fugir da cirurgia", explica. O
campo de aplicação do método é vasto: em gestantes antes e
depois do parto, em crianças que não conseguem parar de fazer
xixi na cama, em pacientes neurológicos e, até, em certos casos
de disfunções sexuais, como o vaginismo. Para quem tem
histórico na família, também é aconselhado, por prevenção.
Matéria
Editada em 26/01/04

Doença do beijo ataca adultos, adolescentes
e crianças
RIO DE JANEIRO - Aviso aos que gostam de beijar muito! É melhor
se certificar sobre o estado de saúde e a higiene da boca que se
pretende beijar. Os riscos são muitos, mas existe um
particularmente preocupante que é o de contrair a mononucleose
infecciosa, também conhecida como doença do beijo. Estimativas
de pesquisadores internacionais indicam que pelo menos 95% das
pessoas adultas já contraíram a virose em alguma época da vida.
Transmitida pela saliva através do vírus Epstein-Bar e mais
raramente por transfusão de sangue ou contato sexual, ela é
comum em adultos jovens, adolescentes e crianças.
Muitas vezes confundida com um resfriado passageiro, os sintomas
da virose são dor de garganta, febre, mal estar, fadiga, aumento
dos gânglios, que ficam doloridos, do baço e do fígado. Cerca
de 8% das pessoas que contraem a doença podem apresentar o rash,
uma espécie de irritação que deixa a pele com pontos vermelhos.
"Dura cerca de cinco dias e desaparece sem deixar
cicatriz", diz a dermatologista Maria Luciana Lopes.
Conforme a também pediatra, Lenir Nascimento da Silva,
supervisora da creche da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de
Janeiro, em alguns casos, mesmo após se curar, a pessoa continua
capaz de infectar outras por até um ano. Ela adianta que além do
exame clínico, alterações no hemograma ajudam a diagnosticar a
doença. "A maioria desenvolve a forma assintomática da
virose e nem fica sabendo que contraiu mononucleose". O
período de incubação varia de 30 a 45 dias.
Como o vírus é transmitido pela saliva, os médicos recomendam
que as pessoas tenham cuidado e evitem compartilhar objetos como
copos, talheres e batons. A pedagoga Karine Veloso Dourado
suspeita que foi na escola, possivelmente usando o copo de outra
criança por engano ou vice-versa, que a sua filha Marcela, de 8
anos, contraiu a virose. "A pediatra mandou que ela ficasse
em repouso absoluto", lembrou a pedagoga. Marcela teve
inchaço no baço, dor de cabeça, fadiga e dor de garganta. O
único remédio foi vitamina C, além de repouso.
De fato, não existe um medicamento específico para a doença nem
vacinas para combatê-la. O que se trata, na verdade, são os
sintomas. A auto-medicação não é aconselhada, pois não deve
ser tratada com antibióticos. As chances de desenvolver rash na
pele, por exemplo, pode aumentar entre 70% e 100% se a pessoa usar
ampicilina ou penicilina. O uso de antitérmicos e analgésicos é
mais comum, mas a utilização do tratamento ortomolecular é uma
alternativa. "Frutas, vegetais, legumes, além das vitaminas
C, E e dos minerais Zinco e Selênio, que ativam o sistema de
defesa do corpo, são recomendáveis", diz a homeopata e
médica ortomolecular, Diana Campos.
Matéria
Editada em 26/01/04

Lançado livro que combate a adição de
Flúor na água
SÃO PAULO - Foi lançado em Itapetininga (SP) o livro `O Flúor e
Outros Vilões da Humanidade`. Escrito por dois autores, um
médico psiquiatra especializado em Medicina Ortomolecular, Dr.
Arturantonio Chagas Monteiro, e um jornalista, Helio Rubens de
Arruda e Miranda, o livro enumera, em linguagem muito acessível,
novas e grandes novidades na área da ciência médica.
A obra está dividida em duas partes. Na primeira, o Dr.
Arturantonio conta - com embasamento científico - as descobertas
que fez utilizando um microprocessador por bioressonância
eletromagnética. Na segunda, o jornalista reporta o que viu
durante os trabalhos de campo que foram realizados pelo médico e
também o que captou de mais importante no extenso trabalho de
pesquisa que realizou durante mais de um ano.
Doenças como Fibromialgia, Enxaqueca, Síndrome do Pânico, TOC e
várias outras para as quais a ciência médica ainda não tinha
explicação - tiveram suas causas descobertas pelo Dr.
Arturantonio Chagas Monteiro e são detalhadamente explicitadas no
livro.
O jornalista relata as desconfianças que teve - particularmente
em relação ao Flúor, que até então ele acreditava fazer bem
à saúde - e como se convenceu de que o Flúor é um dos maiores
vilões contra a saúde humana.
Serviço:
O livro `O Flúor e Outros Vilões da Humanidade` está à venda
por R$ 35,00 (preço de lançamento - R$ 39,80 incluido porte para
qquer parte do Brasil) e pode ser solicitado através do e-mail
ortomolecular@itapedigital.com.br ou dos telefones (15) 3271-2680
ou (15) 3271-8921.
Matéria
Editada em 11/01/04

Alerta: é possível identificar o paciente
com probabilidade de desenvolver a doença pulmonar obstrutiva
crônica
A DPOC atinge cerca de sete milhões de brasileiros e 90% dos
casos estão relacionados ao tabagismo
SÃO PAULO - O grupo de especialistas em doenças pulmonares GOLD
(Iniciativa Global para a doença pulmonar obstrutiva Crônica ou
Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease)
desenvolveu, em colaboração com a Organização Mundial de
Saúde e o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue
(NHLBI), dos EUA, um questionário para identificar pessoas com
alta probabilidade de desenvolver a Doença Pulmonar Obstrutiva
Crônica, ou DPOC. A doença compromete a qualidade de vida do
paciente, principalmente pela falta de ar, limitando a
realização de várias atividades cotidianas.
O questionário é composto por cinco perguntas chave:
· O paciente apresenta tosse diária e constante?
· O paciente apresenta catarro pulmonar ou muco na maioria dos
dias?
· O paciente fica com mais falta de ar do que as pessoas da mesma
idade?
· Ele tem mais de 40 anos?
· Ele é fumante ou ex-fumante?
De acordo com os médicos, se a pessoa assinalar três ou mais
opções, ela tem grandes possibilidades de desenvolver a DPOC,
doença que associa dois problemas pulmonares de evolução
lentamente progressiva, a bronquite crônica e o enfisema. Estas
doenças são mais comuns em pessoas que fumam, mas podem também
estar associadas com outros fatores, como poluição do ar e
atividades ocupacionais que levem à exposição crônica a
substâncias nocivas como o tolueno, sílica, etc. Em fases
iniciais seus sintomas podem ser discretos, mas com o tempo ela
pode causar os sintomas típicos como tosse, produção de catarro
e a falta de ar. É um importante problema de saúde pública, uma
vez que a doença tem caráter progressivo e é potencialmente
limitante. Pode afetar a realização de atividades normais da
vida diária e o paciente pode chegar a ter dificuldade para se
alimentar, tomar banho, caminhar e até para conversar por causa
dos sintomas.
Hoje, a DPOC é a quinta causa de morte no Brasil, quase
equivalente ao número de óbitos por acidentes e homicídios.
Segundo dados do Datasus, órgão de pesquisas do Ministério da
Saúde, cerca de 30 mil brasileiros morrem em decorrência da DPOC
por ano, ou seja, cerca de três pessoas por hora. Porém,
estima-se que, atualmente, somente 250 mil brasileiros tenham o
diagnóstico da doença. Isso porque, os sintomas são
freqüentemente diagnosticados de forma genérica como bronquite,
asma ou enfisema pulmonar.
Entretanto, assim como o diabetes e a hipertensão arterial, esta
é uma doença que pode ser tratada, e quanto maior a precocidade
do diagnóstico, maior a possiblidade de boa evolução com o
tratamento.
Atualmente, não existe cura, mas há o tratamento específico
para a melhora dos sintomas, como o Spiriva, cujo princípio ativo
é o brometo de tiotrópio, medicamento exclusivo para o
tratamento da DPOC, lançado recentemente pelos laboratórios
Boehringer Ingelheim e a Pfizer.
Além dos medicamentos, atividades físicas e fisioterapia
colaboram de maneira importante para o controle dos sintomas da
doença.
-
Doença pulmonar obstrutiva crônica - DPOC (enfisema pulmonar e
bronquite crônica)
Matéria
Editada em
10/01/04

DEZ DICAS PARA SUA SAÚDE
- Coma frutas e verduras variadas diariamente.
- Evite alimentos gordurosos e frituras.
- Reduza o óleo na comida.
- Faça três refeições principais e um lanche. Nunca pule refeições.
- Reduza ou elimine o consumo de açúcar e doces.
- Evite refrigerantes, salgados de pacote e bebidas alcoólicas.
- Evite a utilização do forno de micro-ondas.
- Faça as refeições com calma e nunca na frente da televisão.
- Ser ativo é se movimentar. Não ser sedentário
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