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Literatura

16/05/03 às 18h42:

Meus Vizinhos Italianos, maior sucesso do autor inglês Tim Parks, chega ao Brasil

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No ano em que o tema da Bienal é a Itália, a Publifolha lança crônica bem-humorada sobre o primeiro ano da vida do autor na aldeia de Montecchio

SÃO PAULO - No ano em que o tema da Bienal é a Itália, a Publifolha lança o livro Meus Vizinhos Italianos, de Tim Parks, escritor inglês que desde 1981 reside naquele país com sua mulher italiana. No livro, o autor narra o primeiro ano de sua vida na aldeia de Montecchio, situada na região norte, perto de Vêneto. Na busca por descobrir a identidade nacional deste povo e sobreviver ao caos burocrático e à anarquia tipicamente italiana, o autor não deixa de reparar no contraste entre a velha Itália, resistente em suas tradições, e as preocupações modernas.

Com estilo elegante e cheio de ironia, Parks transmite tudo aquilo que um inglês típico estranharia num país tão diferente do seu. Estão no livro os personagens reais da vida diária – os vizinhos, o quitandeiro, o padre, o herói de guerra, os adolescentes –, com suas predileções e manias quase caricatas; as crendices,as leis locais (sempre há um "jeitinho italiano" de burlá-las), preferências políticas,a predileção pelo vinho engarrafado em casa, a burocracia dos serviços públicos, as relações cotidianas, desde o ódio e a inveja, até a profunda admiração e a amizade.

Meus Vizinhos Italianos foi best-seller na Itália. Trata-se do olhar de um inglês que filtra e revela ao leitor brasileiro a grande semelhança entre Itália e Brasil, como a necessidade de manter boas relações com políticos e de, ocasionalmente, aceitar a corrupção dos funcionários públicos.

Sobre o autor: Tim Parks é autor de 20 livros de sucesso – romances, crônicas, ensaios, contos – e tradutor para a língua inglesa de grandes escritores italianos, como Alberto Moravia e Italo Calvino. Nascido em Manchester, Inglaterra, em 1954, Parks estudou nas universidades de Cambridge, no Reino Unido, e Harvard, nos Estados Unidos. Ele passou a morar na Itália em 1981, com sua mulher, a italiana Rita. Meus Vizinhos Italianos, seu sétimo livro, tornou-se um de seus maiores sucessos. Professor de tradução literária na Universidade de Milão, Tim Parks ganhou vários prêmios por sua obra, inclusive os prestigiosos Somerset Maugham Award e Betty Trash Award. Escreve também crônicas e ensaios para as famosas publicações norte-americanas New Yorker e New Yorker Review of Books.

Confira a seguir um trecho do livro:

"Trata-se de um hábito que recomendo de coração àqueles que se mudam para a Itália: freqüentar o bar local e, se possível, o bar-pasticceria; freqüentá-lo assiduamente, condignamente, até religiosamente. É importante ter noção de tempo. Em geral, se você quiser pedir um cappuccino com brioche, tente chegar antes das dez e meia. Claro, você também pode pedir as mesmas coisas mais tarde, mas seria denunciar a sua condição de estrangeiro. E, embora os italianos costumem parecer gostar de estrangeiros, os estrangeiros de que eles mais gostam são aqueles que conhecem o figurino, aqueles que se renderam ao modo italiano de fazer as coisas e concordam que ele é o melhor. Isso porque se trata de um povo orgulhoso e profundamente conservador... E como se riem quando, depois do almoço, um alemão pede cappuccino em vez de espresso, despejando mais aquele tanto de leite num estômago já cheio!"

Serviço: Meus Vizinhos Italianos. Tim Parks. Publifolha. 320 páginas.

 

07/09/02 às 07h00:

Livro responde às principais dúvidas de pais e filhos sobre intercâmbio cultural

SÃO PAULO - Já está nas livrarias o livro "Intercâmbio cultural - tudo o que pais e filhos precisam saber", de Maria Cristina Buchala Scatena, lançado pela Edicta (R$ 19,00). Em linguagem simples e direta, Maria Cristina apresenta aos leitores os programas de intercâmbio no exterior e mostra que "trocar" de país, família, escola e amigos, por um ou dois semestres, pode ser decisivo na formação do jovem.

Todos os anos, milhares de jovens, entre 15 e 18 anos embarcam em uma experiência única. Vão participar de um programa de intercâmbio. Eles vivem em outro país, conhecem a cultura e aprendem o idioma. Estes programas podem ser feitos nos Estados Unidos, Canadá, diversos países da Europa, Austrália, Nova Zelândia, entre outros. Em todos, os jovens são recebidos por famílias e obrigatoriamente freqüentam a escola local.

O livro "Intercâmbio cultural" é destinado principalmente aos jovens que sonham viver a experiência ou estão de malas prontas para viajar. Mas também traz muitas informações importantes para os pais a respeito do programa, dos investimentos e de como lidar com a saudade.

Para o jovem, Maria Cristina esclarece desde questões práticas, tais como ingressar no programa, o que fazer para reaproveitar os créditos e não perder o ano letivo, até aspectos mais complexos, saudades, relacionamento com a família que o acolheu e a readaptação na volta ao Brasil.

Desde que teve sua própria experiência como intercambista, há mais de 20 anos, Maria Cristina Buchala Scatena trabalha nesta área e já enviou para o exterior milhares de jovens. "Intercâmbio cultural – tudo que pais e filhos precisam saber" está disponível nas principais livrarias e pode ser adquirido também através da editora: (11) 3061 2899 ou www.edicta.com.br

Quem é a autora: Maria Cristina Buchala Scatena trabalha há 23 anos com programas de intercâmbio de estudantes. É formada em Língua e Literatura Inglesa pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, foi professora de inglês durante 18 anos na União Cultural Brasil-Estados Unidos e deu aula para estrangeiros nos Estados Unidos. Desde 1987, é diretora da Via MC Intercâmbio em São Paulo.

 

22/05/02 às 23h45:

Alemanha comemora 125 anos de Hermann Hesse

Exposição multimídia em Berlim faz parte do Ano Hermann Hesse, com que sua cidade natal, Calw, comemora os 125 anos de nascimento do autor alemão mais lido no século 20. Nascido em Calw (Alemanha) em 1877, Hesse morreu em 1962 em Montagnola (Suíça).

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BERLIM - A exposição multimídia na capital alemã, com seu título metafórico, que poderia ser traduzido por Trançado do mundo – A unidade por trás dos opostos, refere-se à visão de mundo de Hermann Hesse em contraposição à rede global. Ela é um dos principais eventos com que a cidade de Calw, situada no estado de Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha, comemora os 125 anos de nascimento de seu mais famoso filho.

A mostra surpreende, porque não tem nada a ver com a costumeira apresentação de fotos, documentos, edições das obras e opiniões da crítica que compõem homenagens desse tipo.

Em dez espaços que convidam a experiências sensoriais e à reflexão, o visitante – mesmo aquele que não seja versado em literatura – é levado a penetrar no mundo do autor alemão que, mais que qualquer outro, se dedicou a questões da identidade, do sentido da vida, da ética do mundo.

Associações estabelecem pontes com temas de atualidade premente nos dias de hoje: a globalização, a tolerância, o que há em comum por trás de diferenças nacionais, culturais e religiosas.

A exposição WeltFlechtWerk pode ser visitada no Kulturforum, situado na praça Potsdamer Platz, até 31 de julho.

Mais de 200 eventos na Alemanha e no exterior compõem o programa do Ano Hermann Hesse, o mais lido autor alemão do século 20, verdadeiro cult para os representantes da geração 68. De suas obras, foram traduzidas para o português: Peter Camenzind, Demian, Sidarta, O Lobo da Estepe, Narciso e Goldmund, A Arte dos Ociosos, Pequeno Mundo, O Jogo das Contas de Vidro.

O Portal comemorativo dos 125 anos do nascimento de Hermann Hesse no idioma alemão está em www.hesse2002.de/

02/06/01 às 03h01:

Aristóteles em primoroso estudo de Émile Boutroux

O livro "Aristóteles" foi lido, avaliado e comentado pela Editoria de Cultura/Filosofia da ABN Agência Brasileira de Notícias

BRASÍLIA (ABN) - Aristóteles é, com certeza, o pensador mais estudado e interpretado da história da Filosofia. Sua obra tem despertado interesse crescente, principalmente nas últimas décadas, o que fez com que o número de estudos sobre os aspectos da sua filosofia se multiplicasse. No entanto, nem sempre essas novidades e trabalhos recentes conseguem atingir a complexidade e excelência de conteúdo que estudos antigos preservam.

É o que acontece com este segundo volume da Biblioteca de Filosofia, da Editora Record. Aristóteles , de Émile Boutroux, escrito há mais de cem anos, conserva a atualidade e a qualidade dos argumentos, tamanha é a afinidade entre os espíritos do intérprete e o do autor interpretado.

Aristóteles, de Émile Boutroux, é uma introdução valiosa a toda essa tradição em cujo renascimento recaem hoje as melhores esperanças de uma ciência que não seja inimiga da sabedoria.

Émile Boutroux (1845-1921) foi aluno de Jules Lachelier em Paris e de Eduard Zeller em Heidelberg, maître de conférences na École Normale Supé-rieure e depois professor na Sorbonne até o fim da vida.

Serviço: Aristóteles. Boutroux, Emile. Tradução de Carlos Nougué . Editora Record. 160 páginas. Formato: 14x21 cm.


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