Numa homenagem prestada pelo então governador Hercílio Pedro da
Luz ao segundo presidente da República, marechal Floriano Peixoto, largamente contestada por
alguns catarinenses
conhecedores de sua história, Desterro teve seu nome substituído, em 10 de outubro de
1894, por Florianópolis. Com fortalecimento de uma emergente burguesia comercial, a
administração da cidade saiu do comando de militares e passou às mãos dos
comerciantes, que acumularam capital intermediando as exportações locais e escoando
produtos no principal porto de Santa Catarina, que nesta época ainda existia na Ilha.
Devido a crescente e notável concentração populacional propiciada pelo comércio, a
capital catarinense entra no século XX com características bem peculiares aos grandes
centros urbanos.
Em
1926 foi inaugurada a primeira das três pontes que viriam a ligar a Ilha ao Continente, a
ponte Hercílio Luz. Isto representou um marco considerável para o circuito econômico,
pois imprimiu à cidade situação privilegiada de pólo regional em relação ao interior
do Estado, deflagrando um franco processo de modernização.
Com a Revolução de 30 houve ainda mais incremento ao comércio, agora estabelecido
por meio de rodovias, haja vista a plena decadência do antigo porto de Desterro.
Entretanto, as principais transformações urbanas na cidade de Florianópolis vieram a
acontecer com mais intensidade a partir da segunda metade deste século. No final da
década de 50 foi implantada a Universidade Federal de Santa Catarina que aliada à
criação da Eletrosul e de várias outras empresas estatais na década de
70, atraiu um grande fluxo
migratório, não só do interior como de outros Estados. Multiplicaram-se as áreas
loteadas, os bairros residenciais, os prédios de apartamentos, as empresas e o comércio.
Cercada por águas cristalinas, com praias de águas claras e agradável clima,
Florianópolis fica localizada a mais ou menos um quilômetro do continente, no ponto mais
próximo. Com suas condições climáticas e geográficas favoráveis, é natural que seus
habitantes dediquem-se as atividades náuticas, como pesca esportiva, pesca submarina,
vela, surf e remo. Com um calendário ativo durante todo ano, além da Fenaostra (Festa
Nacional da Ostra) e da Festa da Tainha, onde há diferentes pratos deste peixe,
destacam-se a festa do marisco e o carnaval, com barcos fantasiados e muita alegria.
Na Ilha encontram-se praias para todos os gostos, desde as mais movimentadas, com
hotéis internacionais, boa infra-estrutura e vida noturna, às virgens, onde o meio
ambiente é totalmente preservado.
Chamada pelos índios guaranis "jurerê mirim" (pequena "boca
dágua" pelo estreito que a separa do continente), a Ilha de Santa Catarina é
conhecida desde o século XVI, descoberta pelos veleiros que procuravam o caminho das
Índias. Quando os portugueses decidiram colonizar a costa sul brasileira, várias vilas
foram instaladas, entre elas, Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis. Após
vários ataques de corsários, as pequenas vilas quase desapareceram.
Nessa época, o governo português resolveu facilitar a vinda de famílias das ilhas
dos Açores para repovoar a costa e preservar a colonização. Também para garantir a
posse da llha, durante a colonização os portugueses construíram várias
fortificações. Entre elas destaca-se Anhatomirim, a maior e melhor preservada. Foi
construída em uma pequena ilha, à 5 milhas da cidade, em 1744.
Hoje faz parte do patrimônio histórico de Santa Catarina. No local encontra-se um
centro de pesquisa marinha, um museu e um aquário marítimo (ABN).