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Editoria de Viagem & Turismo

Cidades

Florianópolis é sol, mar, tradição e história

 

Florianópolis é Ilha de Santa Catarina: um mundo a ser descoberto

Florianópolis: Capital da diversidade

Culinária da ilha privilegia frutos do mar

Fortalezas tornam o  turismo educativo

Praias, praias e muitas praias

Cada praia tem sua própria característica

Continente também merece uma visita

Entorno de Florianópolis

De Desterro a Florianópolis hoje simplesmente Floripa

Histórico da ocupação humana da Ilha de Santa Catarina

Onde Ir, Hotéis e Telefones Úteis

 

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Florianópolis é Ilha de Santa Catarina: um mundo a ser descoberto

FLORIANÓPOLIS [ ABN NEWS ] - Dos seus 424,4 km2, a Ilha de Santa Catarina reserva muito o que descobrir. A pé pelas trilhas de mata fechada, a cavalo, de barco até comunidades isoladas, e pelo céu, de asa-delta ou "paraglider". A paisagem nada monótona revela uma diversidade que enobrece o território das 42 praias mais encantadoras da região sul. Tem planícies, dunas, lagoas, mangues, montanhas, vegetação atlântica nativa. Além disso, na sua vizinhança, existem outras 30 pequenas ilhas paradisíacas.

Florianópolis, que ocupa toda a Ilha de Santa Catarina e mais um trecho do continente, guarda até hoje traços dos colonizadores do século XVIII. Na arquitetura , na pesca, na agricultura, na gastronomia e até no jeitão do seu povo. É uma terra desenhada para exploradores dos mais variados interesses.

As trilhas mais selvagens estão no sul da ilha. As três que levam à praia do Saquinho, partindo da praia da Solidão, da Caieira da Barra do Sul ou de Naufragados, são íngremes e exigem um certo fôlego, mas pagam o esforço ao revelar um pedaço imaculado da Mata Atlântica ou, para quem sai da praia da Solidão, uma costa magnificamente recortada e enfeitada de gaivotas. No Saquinho, a praia em formato de concha é pouco habitada, uma casa aqui e outra acolá.

Uma das mais espetaculares praias desertas da ilha, que os "habitués" fazem questão de manter no anonimato, é a Lagoinha do Leste. Suas águas são um pouco agitadas e boas para o surf, sua areia é fina e fofa, e tem pouco mais de um quilômetro de extensão. É cercada por um morro e há uma lagoa perto da praia, com vegetação farta, em cujas margens os campistas costumam armar suas barracas. Pode-se chegar à Lagoinha do Leste a partir do Pântano do Sul, depois de uma escalada de pouco mais de uma hora, ou pela trilha que sai da praia da Armação percorrendo o que os ilhéus chamam de "costão", a costa irregular formada por grandes pedras.

Entre Armação e Lagoinha fica a miúda praia de Matadeiro, com apenas 200 metros, que tem ondas melhores para o surf do que a agitada Joaquina, segundo muitos surfistas. Mas as trilhas nativas não revelam apenas praias. A que sai um pouco ao sul do centrinho do Ribeirão da Ilha, passa pela Lagoa do Peri e termina na praia da Armação, oculta numa de suas vertentes o último engenho de cangalha ativo de Florianópolis. Por uma estradinha intercalada por meia dúzia de porteiras chega-se ao Engenho do Chico, na região curiosamente denominada de Sertão do Ribeirão.

As nascentes brotam por toda parte, não faltam pessegueiros e o pasto para o gado é de um verde que impressiona. Enfim, nada se parece com o sertão de verdade. Há o engenho da farinha movido a boi, que segundo a sabedoria dos antigos mói durante os meses que não têm a letra "r" de maio a agosto . E há o alambique, que produz por semana 500 litros da melhor cachaça da Ilha.

Seguindo a mesma trilha, a 8 km do Engenho do Chico, está o Parque Municipal da Lagoa do Peri, a maior reserva de água doce da Ilha de Santa Catarina, com 5 km2. O lugar é excelente para pescas e caminhadas. Caminhar nas trilhas antigas exige cuidados e muita atenção. Apesar do esforço, são garantidos o suor e o prazer dos aventureiros (ABN News).

 

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Florianópolis: Capital da diversidade

O visitante que chega à Florianópolis em qualquer época do ano depara-se com um intrigante problema: o excesso de diversidade. Por isso o bom turista deve eleger algumas prioridades. Se a oferta de praias pode ser considerada exagerada, há também história, como as várias fortalezas que cercam a Ilha de Santa Catarina. Elas não passam despercebidas por ninguém. Algumas restauradas, outras em ruínas, são um espetáculo à parte e representam hoje o mais significativo patrimônio da Marinha brasileira em todo o Atlântico.

Para defender Florianópolis de invasões, Portugal edificou vários fortes em locais estratégicos para controlar o acesso pelo norte e sul à vila do Desterro. De 1738 à 1761, foram construídas cinco fortalezas. A de São José de Ponta Grossa foi a primeira a ser erguida. A mais imponente é a de Anhatomirim, onde foram investidos mais de US$ 1 milhão na sua recuperação.

Vários outros monumentos estão incorporados à história de Florianópolis. Um dos principais é a ponte Hercilio Luz, por décadas tido como principal cartão postal da cidade, interditada ao tráfego por estar com suas estruturas avariadas. Com 819 metros de extensão, foi inaugurada em 1926, com duas torres de 75 metros de altura. É um raro exemplar de ponte pênsil existente no mundo.

Outro ponto que merece visitação é a Catedral Metropolitana, localizada na parte mais central da cidade e no mesmo local onde Francisco Dias Velho construiu, em 1675, uma capela em homenagem à Nossa Senhora do Desterro. Nela, foi morto num ataque de piratas. Posteriormente foi substituída por uma pequena igreja que mais tarde transformou-se em catedral. Distante poucos metros fica o Palácio Cruz e Sousa, construído no século XVIII, inicialmente utilizado como residência e local de trabalho do Presidente da Província, passando a abrigar os governadores de Santa Catarina até a metade deste século. Hoje sedia o Museu Histórico de Santa Catarina.

O prédio da Alfândega é outro belo exemplar da história de Florianópolis. Foi construído entre 1875 e 1876, com uma arquitetura neo-clássica, rica em detalhes. Nas proximidades da Alfândega fica o mais tradicional centro comercial da cidade – o Mercado Público, com 140 boxes abrigando estabelecimentos que vendem produtos típicos ( peixes, carnes, frutos do mar, móveis em vime e louças de barro ), onde transitam cerca de 10 mil pessoas por dia. O prédio foi inaugurado em 1898. Além do centro da cidade, há vários monumentos de importância histórica e arquitetônica no interior da Ilha, especialmente nas localidades do Ribeirão da Ilha e Lagoa da Conceição.

É especialmente no verão que o visitante de Florianópolis pode ver algumas das mais significativas manifestações folclóricas da cidade, todos com forte influência açoriana e espanhola, como o boi-de-mamão (ABN News).

 

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Culinária da ilha privilegia frutos do mar

A culinária da Ilha de Santa Catarina privilegia os frutos do mar. Peixes, camarões e mariscos são alguns dos pratos servidos numa já numerosa rede de restaurantes especializados, localizados tanto no centro da cidade como na maioria das praias mais freqüentadas. Os peixes são preparados nas mais variadas formas, dependendo da espécie. A tainha, o bagre e o linguado, por exemplo, podem ser servidos em filés ou cortados em postas. Os mariscos são servidos refogados logo após seu recolhimento ou mesmo depois de secos.

Os pratos mais comuns são o peixe ensopado, só servido com sal e ervas de cheiro (salsa, cebolinha e louro) e consumido com pirão de farinha de mandioca cozida no mesmo caldo de peixe; e o peixe frito, cortado em postas e envolto em farinha de mandioca ou trigo antes de fritar. A própria gordura é aproveitada para fritura. Normalmente come-se o peixe frito com pirão de mandioca. Outra variedade de prato muito comum é o peixe assado. Retiram-se apenas as vísceras e conservam-se as escamas. Há também o peixe grelhado sobre brasas, enrolado em folhas de bananeira (não necessariamente). Quando pronto, o couro se desprende da carne com facilidade. Come-se com pirão de feijão . As ovas da tainha são outro prato muito apreciado, fritas e servidas com limão. No cardápio típico entra também o camarão, frito, refogado, à milanesa e ao bafo, acompanhado de pirão de peixe ou arroz. O caldo de camarão, muito parecido com a sopa de legumes e verduras, tem largo consumo, quando não servido de base para o pirão.

 

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Fortalezas tornam o  turismo educativo

Seculares, elas circundam a Ilha de Santa Catarina, distribuídas ao longo de sua costa de 172 quilômetros, recentemente revitalizadas e abertas à visitação pública. São monumentais fortalezas que constituíram até recentemente o principal projeto na área de patrimônio cultural do Brasil. A restauração completa da maior delas, a de Santa Cruz de Anhatomirim, vem consolidando estes monumentos históricos como principais pontos de atração turística de Florianópolis. São milhares de visitantes de todo o país e do exterior, principalmente de países vizinhos. A média nos meses de janeiro e fevereiro ( alta temporada de verão ) tem sido de 400 mil pessoas.

Tais monumentos constituem um conjunto de seis unidades que remontam ao século XVIII, quando os espanhóis e portugueses entraram em conflito na região do Prata e o governo português decidiu manter um comando único em toda costa sul brasileira até a Colônia de Sacramento, tendo a Ilha de Santa Catarina, então chamada Nossa Senhora do Desterro, como ponto estratégico no Atlântico Sul.

Dessa forma, o rei de Portugal, D. João V, determinou em 1738 a ida do brigadeiro José da Silva Paes à Desterro para construir em seu redor um sistema de fortificações visando defendê-la. Engenheiro militar, Silva Paes projetou quatro: Santo Antônio, na ilha de Ratones Grande; Santa Cruz, na ilha de Anhatomirim; São José, no norte da ilha de Santa Catarina e Nossa Senhora da Conceição, ao sul desta, na pequena ilha de Araçatuba.

Do conjunto, a maior e a que sofreu menos danos ao longo dos séculos foi a de Santa Cruz, que juntamente com as de Santo Antônio e São José, formava o sistema defensivo triangular que guardava a entrada da barra norte da Ilha de Santa Catarina. Esse sistema de defesa tinha como base o cruzamento de fogos. Cada canhão da fortaleza deveria atingir a metade da distância entre as outras duas de forma que fosse possível o bloqueio do acesso aos inimigos.

Segundo os historiadores, esta fortaleza não foi efetivamente utilizada do ponto de vista bélico, nem mesmo durante a invasão espanhola em 1777. Após este episódio, o sistema entrou em descrédito e Santa Cruz passou a ser progressivamente abandonada. Em 1894, durante a Revolução Federalista, serviu de prisão e base de fuzilamento de revoltosos contra o governo de Floriano Peixoto. Em 1907, passou a pertencer ao Ministério da Marinha e voltou a ser utilizada como prisão no desfecho da Revolução Constitucionalista de 1932. Funcionou como fortaleza até o final da Segunda Guerra Mundial, quando o aparecimento de novas tecnologias bélicas tornou-a completamente obsoleta como unidade militar. Então foi desativada.

Apesar de tombada em 1938, somente em 1970 Santa Cruz veio à sofrer as primeiras intervenções de restauro feitos pela Universidade Federal de Santa Catarina, que reabriu-a oficialmente à visitação pública em 1984. A restauração completa foi terminada em 1993.

Como as demais edificadas no século XVIII no Brasil, Santa Cruz tem traços de influência renascentista em sua arquitetura. Na ilha circundada por costões, seus edifícios distribuem-se de maneira esparsa em diferentes níveis, contidos por espessas muralhas, em cujo vértices se abrigam as proeminentes guaritas circulares de vigia. Entre os edifícios mais significativos da fortaleza destacam-se a portada, que compõe-se de um corredor formado por uma abóboda de tijolos sobre os quais se elevam dois maciços de alvenaria escalonadas; a casa do comandante, tipo câmara e cadeia; e uma espécie de sobrado que foi a primeira sede do governo de Santa Catarina, onde residiu Silva Paes. O quartel da tropa é uma construção de grande destaque, representando o auge da imponência das obras de Silva Paes. O estilo clássico da construção é determinado por contornos retos, telhas coloniais e doze arcadas térreas de tal apuro que raramente deixavam de ser mencionadas por viajantes europeus em seus diários.

Além desses edifícios, encontram-se na ilha o paiol de pólvora, a casa da farinha e o armazém da praia. Outros edifícios foram construídos posteriormente, como a usina de eletricidade e a casa do telégrafo. Para o visitante desta fortaleza há o lado natural para ser apreciado. A maior parte do contorno da ilha de Anhatomirim é de costões que albergam uma fauna marinha muito peculiar. Três pequenas praias arenosas completam o seu litoral. O relêvo é modesto e a altitude máxima é de 31 metros. Entre a ilha e o continente, que são separados por duas milhas, a profundidade é de no máximo cinco metros. Nas redondezas, numa baía, abrigam-se cerca de 500 golfinhos.

A fortaleza de Santo Antônio, na ilha de Ratones Grande, é a segunda maior da região. Sua construção teve início em 1740, concluída quatro anos depois. Permaneceu em ruínas até 1990, quando foi iniciada sua recuperação. Também com traços renascentistas, os principais edifícios estão implantados em linha, guarnecidos pela costa e voltados para o mar. O paiol de pólvora, situado no ponto mais proeminente do térreo é a única construção com dois pavimentos. Os edifícios, bem como as muralhas que os resguardam, foram construídos à base de cal. Entre os elementos arquitetônicos mais significativos da fortaleza destacam-se a portada, a fonte de água e o aqueduto. Este, que une a casa do comandante ao quartel da tropa, integra um interessante e original sistema de captação, condução e aproveitamento das águas pluviais provenientes dos telhados dos edifícios principais.

A fortaleza de São José da Ponta Grossa, fica distante 25 quilômetros do centro de Florianópolis, na ilha de Santa Catarina. Estrategicamente situada no alto de um morro, emoldurada pela beleza dos costões e areia branca da praia do Forte, constituía o terceiro vértice do sistema triangular de defesa. A maioria de seus edifícios completou sua restauração na Segunda metade da década de 90. Entre os edifícios, o mais significativo é a casa do comandante, construção curiosamente geminada ao paiol de pólvora, formando o único conjunto com dois pavimentos no local. A força e a sobriedade da composição geradora do pátio principal, delineado pelo sobrado colonial e a austera capela, espelham bem a importância e a inter-relação dos poderes do Estado e a Igreja no século XVIII.

Além da própria Universidade Federal de Santa Catarina, que organiza passeios com estudantes e estudiosos, empresas particulares exploram passeios turísticos para fortalezas que se localizam em ilhas (Anhatomirim e Ratones Grande). As excursões são feitas em escunas e a principal empresa do ramo é a Scuna Sul. Mesmo fora da temporada de verão, há excursões diárias em diferentes horários e com serviço de bordo. Alem destes serviços, baleeiras são encontradas em diversas praias e na Lagoa da Conceição para passeios nas proximidades (ABN News).

 

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Praias, praias e muitas praias

Riqueza e fartura são uma espécie de marca de Florianópolis quando o assunto é praia. Com 42, algumas selvagens, outras de beleza incomum e voltadas para o turismo sofisticado e internacional, algumas de águas quentes e calmas, outras agitadas e frias.

Entre as mais conhecidas estão Canasvieiras, a mais internacionalizada, preferida pelos argentinos e uruguaios. Ribeirão da Ilha, onde a herança açoriana é vista nas casas, igrejas e rostos. Lagoa da Conceição, um de seus mais reverenciados cartões postais. Joaquina, o palco do surfe do centro sul brasileiro; e a badalada Jurerê, notável pelos esportes náuticos e vida noturna (ABN News).

 

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Cada praia tem sua própria característica

Os municípios limítrofes à Ilha de Santa Catarina – Governador Celso Ramos, ao norte; Palhoça, ao sul; e São José e Biguaçu, a oeste - tem em comum a colonização açoriana e o fato de sediarem indústrias da região metropolitana. No quesito praias, as grandes concorrentes de Florianópolis são Palhoça e Governador Celso Ramos.

Em Palhoça, Praia de Fora, Enseada do Brito, Praia do Sonho e Pinheira são comunidades pesqueiras bastante procuradas pelos turistas. Pedras Altas é a praia oficial do naturismo no município, e a Guarda do Embaú é reconhecida como uma das melhores para a pratica do surf. Governador Celso Ramos é mais conhecida pela polêmica farra do boi do que por sua bela costa, composta por enseadas, baías e penínsulas. O município é também o maior produtor de mariscos cultivados do Brasil. Além das praias de Palmas, Praia Grande, Armação, e Costeira, pertence a seu território a ilha de Anhatomirim e a Baía dos Golfinhos. Ainda pouco explorado turisticamente e sem muitas opções de lazer além das praias, Governador Celso Ramos é um passeio que vale pela natureza bastante preservada.

No centro de todas as atrações está a Ilha de Santa Catarina, com seu misto de planícies, dunas, lagoas, mangues e montanhas com vegetação atlântica que se evidenciam de variadas formas. Além disso, na sua vizinhança, existem outras 30 pequenas ilhas, dentre elas as que sediam as fortalezas de Anhatomirim e Ratones Grande, além de Ratones Pequena, do Francês, Guarás Grande, Diamante e dos Noivos, todas na baía norte. Na baia sul encontra-se a das Vinhas, Laranjeiras, Maria Francisca, do Largo, do Andrade e ilha dos Carlos. Ao norte, sobressaem-se as ilhas Deserta e a do Arvoredo, que constitui uma reserva biológica marinha. A leste localizam-se as ilhas de Moleques do Norte, Mata-Fome, Badejo, das Aranhas, do Xavier e Campeche. Nesta última, a natureza exuberante e os vestígios de uma antiga civilização pré-histórica são preservados. Com 1.600 metros de extensão, a ilha é um passeio imperdível. Com ajuda de um bom guia dá para percorrê-la num dia. Nela é possível ver inscrições rupestres, visitar a caverna dos morcegos- que corta a ilha numa extensão de 30 metros - fazer treking e ainda mergulhar ou aproveitar sua linda praia.

Ao sul localizam-se as ilhas Três Irmãs, Moleques do Sul, do Coral, Araçatuba e dos Papagaios. Na costa norte da Ilha de Santa Catarina ficam as praias com maior infra-estrutura turística, águas calmas e mornas, ideais para a famílias com crianças, com exceção da praia Brava.

COSTA NORTE

Santinho - De mar agitado, igualmente bom para o surf, fica a 40 km do centro e possui uma extensão de 2,5 km de praia. Uma de suas atrações são os petróglifos junto ao costão. São inscrições feitas nas pedras há mais de 5 mil anos pelos índios carijós. A faixa de areia clara e macia é bastante larga. Com suas dunas, formam um ecossistema de rara beleza.

Ingleses - A praia, a 36 quilômetros do centro, é a que fica mais ao norte da Ilha de Santa Catarina. Seu nome provém de um navio inglês que naufragou ali em 1700. É uma das que tem infra-estrutura turística mais completa. Apesar de não ter uma água tão quente, proporciona bons momentos aos banhistas que buscam lazer. Tem aproximadamente 5 quilômetros de extensão e é uma das mais solicitadas no verão.

Brava - O mar agitado e frio, geralmente com ondas fortes, é ótimo para o surf e proporciona excelentes banhos. Distante 38 quilômetros do centro, a Brava fica atrás de um morro que permite uma visão magnífica de seu alto, antes da chegada à praia. Sua extensão é de 1,7 quilômetros de areia macia. A faixa de areia inclinada faz com que o mar tenha uma profundidade considerável logo na beira. As opções de comércio nesta praia, que foi recentemente urbanizada com a construção de um imponente conjunto de prédios em estilo mediterrâneo, vem aumentando ano a ano.

Lagoinha - De mar calmo e águas muito frias, a Lagoinha está localizada a 37 quilômetros do centro. Sua faixa de areia é de 900 metros e vem recebendo um público cada vez maior nos últimos anos. Seu acesso ocorre antes da entrada de Ponta das Canas. É um dos recantos mais agradáveis da Ilha de Santa Catarina. É considerada uma ótima opção para famílias com crianças.

Ponta das Canas - Segue a tendência natural do norte da Ilha que, historicamente, em função da necessidade de defesa contra os ataques espanhóis, foi ocupado e urbanizado em escala muito maior do que o sul. Distante 34 quilômetros do centro, se caracteriza por apresentar águas mansas e geralmente quentes. Sua extensão é de 1,9 quilômetro de areia clara e fina. Boa opção para a prática de esportes náuticos, é um dos balneários mais procurados por turistas argentinos e uruguaios.

Cachoeira do Bom Jesus - Localizada entre Ponta das Canas e Canasvieiras, esta praia de mar calmo e quase 3 quilômetros de extensão de areia branca, situa-se a 27 quilômetros do centro. É um dos balneários onde se encontram belas residências e uma rede de serviços bem estruturada.

Canasvieiras - Principal reduto dos argentinos em Florianópolis, a praia de Canasvieiras é a mais cosmopolita dentre todas as da Ilha de Santa Catarina a ponto de ter "portunhol" como língua oficial durante os meses de verão. É um dos pontos mais agitados da Ilha, tanto durante o dia como à noite. São bares, restaurantes, hotéis, boates, fliperamas, campings. Enfim, toda a estrutura necessária a uma estada confortável e repleta de opções. Também são oferecidos equipamentos para a prática de diversos esportes e há uma grande quantidade de boas quadras de tênis nos hotéis , clubes e pousadas. Com uma extensão de 3 quilômetros, Canasvieiras possui águas extremamente agradáveis e quentes, além de calmas. No balneário pode-se alugar baleeiras que, conforme as condições do vento, demoram 40 minutos para chegar até a ilha de Anhatomirim. Mais perto da praia está a ilha do Francês, quase toda destinada ao uso de seu único proprietário. Outras opções nesta praia, distante 27 quilômetros do centro, são os passeios de escuna e o aluguel de pedalinhos.

Daniela - Com uma extensão de 3 quilômetros e distante 26 quilômetros do centro, esta praia é ocupada essencialmente por casas de veraneio. De águas claras e mar calmo, é muito procurada por famílias com crianças. Não oferece muitas opções em serviços.

COSTA OESTE

A Costa Oeste da Ilha de Santa Catarina, denominada Mar de Dentro, fica de frente para o continente, dividido entre as baías norte e sul. Na baía norte encontram-se as praias de Saco Grande, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, formadas por comunidades localizadas em enseadas de águas abrigadas que conservam características dos imigrantes açorianos.

Sambaqui – Pertencente ao distrito de Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui é uma opção para quem procura tranqüilidade numa das áreas mais agradáveis para o lazer e o descanso. Distante 17 km do centro, sua praia tem 1,10 km de extensão. O nome Sambaqui teve origem no amontoado de conchas dispersas em suas areias, chamando a atenção dos pesquisadores por revelar, de tempos em tempos, algum animal ou vegetal fossilizado, além de resquícios de comunidades indígenas que habitavam a região. Suas águas claras são calmas, quase paradas. A linha de praia apresenta um relevo formado por costões. Local da Ilha onde ainda sobrevive a dança folclórica do boi-de- mamão, Sambaqui tem vários bares na praia e bons restaurantes.

Santo Antônio de Lisboa - Freguesia mais antiga da Ilha, Santo Antônio é um importante reduto da cultura açoriana. Sua praia tem águas calmas e quentes. É um local distante 13 quilômetros do centro, notável por sua extrema beleza e tranqüilidade, com praia de areias grossas. Em substituição à pesca, uma das atividades que vem ganhando cada vez mais espaço é o cultivo de ostras e mariscos. Outro recanto ideal para quem busca paz é o vizinho Cacupé. Tem uma extensão de 900 metros. Além de vários restaurantes, é uma ótima opção para um piquenique ou passeio familiar.

SUL DA ILHA

Tapera - Localizada na costa sul da Ilha, nas proximidades do aeroporto, fica à 29 km do centro e possui águas limpas e paradas. Em seu 1,5 km de extensão a areia é branca, dura e grossa. A praia tem inúmeros bares e é uma opção de passeio.

Ribeirão da Ilha - Localizado a 36 km do centro, o distrito do Ribeirão da Ilha é um dos mais antigos povoados de Florianópolis. Registros indicam que em 1526 o espanhol Sebastião Caboto aportou ali e alguns de seus comandados se juntaram aos náufragos de uma expedição anterior, de Dias de Solis, de 1515. O Ribeirão é um composto de várias pequenas praias de águas calmas e areia grossa. É um dos locais mais típicos da Ilha, como o casario açoriano, a Igreja Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão e o Museu Etnológico, com acervo de peças raras que retratam a colonização açoriana.

COSTA LESTE

Na Costa Leste situam-se as praias voltadas para o mar aberto, de frente para o Oceano Atlântico, assentadas acima do cordão arenoso. Boas para o surf, suas águas são limpas e frias.

Joaquina - Mundialmente famosa por suas excelentes condições para a prática do surf e pela infinidade de competições deste esporte nela sediadas, as dunas da Joaquina oferecem condições para uma nova modalidade de esporte – o sandbord. Seu nome origina de uma lenda na qual uma velha rendeira, de nome Joaquina, estava em suas areias realizando seu ofício quando foi tragada por uma enorme onda. Praia de mar agitado, distante 17 km do centro, é chamada de "Joaca" pelos surfistas. Com extensão de 3,5 km, é uma das que oferece melhor infra-estrutura aos visitantes, com hotéis, restaurantes, bares, terminal turístico com posto policial e de salva- vidas, chuveiros públicos e sanitários. A prática da natação exige atenção devido as grandes ondas e correntes. Invariavelmente a Joaquina está repleta de surfistas e bodyboarders com suas roupas coloridas. O futebol de areia e o vôlei de praia são constantemente praticados ali. Dotada de um amplo estacionamento pago, também possui sorveterias e lojas de artesanato. Um eficiente sistema de iluminação permite o surf e a prática de outros esportes à noite.

Mole - Ótima opção para o surf, a Mole não é recomendada para crianças. Há buracos logo na beira. Localizada à 15 km do centro, entre a Lagoa da Conceição e a Barra da lagoa, tem tal nome por causa da maciez de suas areias. Também é dotada de estacionamento público, chuveiros, sanitários e posto de salva-vidas. Há bares que servem frutos do mar e lanches. Com suas águas sempre frias, é o "point" da moda na cidade. Freqüentada essencialmente por jovens, agita-se nas noites de verão com seus bares de música ao vivo. Também é uma das preferidas pelos praticantes de frescobol.

Lagoa da Conceição - A Lagoa da Conceição disputa com a Ponte Hercílio Luz a condição de principal cartão postal da cidade. Pode-se dizer também que diferentes mundos que habitam Florianópolis- o cosmopolita e o interiorano- se cruzam na Lagoa. Apesar de não ter ondas, ela é o lugar onde mora a maioria dos surfistas. Apesar de não ter bibliotecas, teatros e cinemas, ela é o reduto de artistas e intelectuais. Apesar de não ter um grande palco para shows, abriga em seus bares os mais distintos ritmos para embalar suas noites. Quem procura diversão e arte não pode perder a Lagoa de vista. Ao seu redor ficam as melhores praias para o surf e outros esportes radicais. Dos morros que a circundam surgem asas e paraglides, colorindo o céu. Nas dunas, desde a Avenida das Rendeiras – onde encontram-se os últimos redutos do artesanato da renda de bilro- até a Joaquina, pratica-se o sandboard. Em suas águas imperam as lanchas, jet-skis, pranchas de windsurf e barcos à vela de todos os tipos e tamanhos. A Lagoa esteve durante muito tempo ligada à vários núcleos próximos. Dentre estes estão a Barra da Lagoa, a Costa da Lagoa e o Canto da Lagoa, comunidades de pescadores que preservam muitas das características culturais. No Canto da Lagoa, descobriu-se um sambaqui (cemitério indígena), onde foram recolhidos machados semi-polidos, cerâmica e outros vestígios arqueológicos.

A Costa da Lagoa é uma típica colônia de pescadores. Sua origem está ligada à ocupação da própria Lagoa da Conceição. Nos séculos XVIII e XIX a Costa da Lagoa alcançou prestígio pelo forte intercâmbio de mercadorias que ali eram produzidas e levadas para a Lagoa e outros núcleos. A grande quantidade de cultivos e os muitos engenhos que ali existiram podem ser avaliados atualmente. Há ainda alguns engenhos típicos, casarões e sobrados ao longo do secular caminho de pedras que liga as duas comunidades. Aquele núcleo de pescadores e rendeiras ainda desenvolve suas práticas artesanalmente, como nas gerações passadas. Um decreto municipal tombou a Costa da Lagoa como patrimônio histórico cultural.

Galheta - A praia da Galheta, com acesso pela praia Mole, é o outro exemplo de praia selvagem que só pode ser alcançada a pé. Para chegar até ela é preciso seguir uma trilha de cerca de 300 metros localizada junto ao costão de pedras do lado esquerdo da Mole. A Galheta é um local paradisíaco e não apresenta nenhum tipo de edificação. Recentemente a Câmara dos Vereadores oficializou esse local como praia de nudismo. Além da bela paisagem que proporciona, o ambiente também é favorável à prática do surf.

Barra da Lagoa - Maior núcleo pesqueiro da Ilha, a Barra da Lagoa também é uma das praias mais procuradas de Florianópolis com seus 2,50 km de faixa de areia. Distante 20 km do centro, a Barra é bem servida em bares e restaurantes. Suas águas não chegam a ser violentas, embora em alguns dias seja possível a prática do surf, principalmente junto ao costão de pedras, do lado direito da praia. O lugar tem várias opções de pousadas e casas de aluguel, além de campings. Em julho o local vive uma grande agitação, com a Festa da Tainha, uma grande quermesse organizada pela comunidade local e que atrai visitantes de várias partes.

Moçambique - Quase deserta, é a maior praia da ilha, com 12,5 km de areias macias. A quase inexistência de ocupação urbana se deve ao fato de que esta praia situa-se próxima às áreas de preservação permanente, como as dunas do Santinho e o Parque Florestal do Rio Vermelho, uma reserva de 400 mil m2 implantada nos anos 70. Também boa opção para o surf, Moçambique ou Praia Grande, possui águas frias. Seu nome advém do fato de suas areias serem repletas de moçambiques, um molusco semelhante à ostra. Distante 35 km do centro, tem uma diminuta estrutura comercial.

COSTA SUL

Na Costa Sul encontram-se as praias com menor infra-estrutura turística e que abrigam comunidades típicas, além de várias trilhas selvagens que levam a praias de mar grosso quase desertas.

Campeche - Localizada a 20 km do centro da cidade, é uma praia bastante larga, circundada por pequenas dunas e vegetação rasteira. É uma das boas opções para o surf na Ilha. Sua extensão é de 11,4 km e a estrada que dá acesso ao mar é bem servida em termos de bares e restaurantes. Em frente à praia está a Ilha do Campeche, com exuberante vegetação nativa. De 1926 a 1939, o escritor e aviador francês Saint-Exupéry ("O Pequeno Príncipe") fazia escala no aeródromo natural do lugar.

Naufragados - Para se chegar até esta praia percorre-se 28 km desde o centro até o Ribeirão da Ilha e mais 12 km por estrada de chão até a Caieira da Barra do Sul. Depois é necessária uma caminhada de 3 km para se chegar ao destino final, que corresponde ao ponto mais extremo do sul da Ilha. Apesar do esforço, o passeio é agradável. O nome da praia está ligado a um naufrágio ali ocorrido em 1715 com um barco de imigrantes açorianos. Com uma extensão de 1500 metros de areias claras, é uma praia de mar bravio e águas geralmente frias. Muito procurada pelos adeptos do camping selvagem e surfistas. Para quem prefere maior comodidade, há um acesso pelo mar a partir do Ribeirão da Ilha. O passeio de barco é de rara beleza, pois o trajeto ocorre ao longo dos costões onde a vegetação da Ilha se apresenta muito preservada.

Morro das Pedras - Igualmente de mar agitado, onde o banho exige alguns cuidados, esta praia, com 3.200 metros de extensão e distante 20 km do centro, é ligação entre o Campeche e a Armação. Paralela a ela está a Lagoa do Peri. Na estrada que dá acesso à praia pode-se ver o choque das ondas contra o costão de pedras. No alto do morro fica a casa de retiro dos padres jesuítas, construída com pedras extraídas do próprio local. Dali se tem uma bela visão da praia da Armação e do Parque da Lagoa do Peri.

Armação - Com uma extensão de 2,25 km, já foi uma forte estação de caça às baleias. Mesmo com boas ondas, não chega a ser perigosa para o banho. Possui restaurantes muito procurados, localizados junto à praça e à centenária capela açoriana. Distante 25 km do centro, é uma das tradicionais colônias de pescadores da Ilha. Ali também se localiza um dos mais importantes sítios arqueológicos do Estado.

Matadeiro - Separada da praia da Armação por um pequeno rio, esta praia possui apenas 200 metros e só pode ser alcançada a pé. Além do surf, o local é excelente para a prática do vôlei, frescobol e futebol etc. Possui bares que servem refeições e lanches variados.

Lagoinha do Leste - Outra praia selvagem, que só pode ser alcançada a pé, a Lagoinha do Leste merece ser visitada. É acessível após uma caminhada de aproximadamente uma hora pela trilha existente no morro. Não possui bares ou restaurantes, mas é um paraíso natural, de areias macias e mar consideravelmente agitado. Além disso tem uma lagoa localizada no lado esquerdo em cujas margens os campistas se instalam. Com uma extensão de 1,25 km, é um autêntico santuário da natureza.

Saquinho - Existem três trilhas que levam à praia do Saquinho, partindo da Solidão, da Caieira da Barra do Sul ou de Naufragados. São localizadas em áreas íngremes e exigem um certo fôlego, mas vale o esforço ao revelar um pedaço de Mata Atlântica bastante preservado, ou, para quem sai da Solidão, uma costa magnificamente recortada onde a presença das gaivotas é marcante. Esta praia tem formato de concha e apenas 200 metros de extensão. É freqüentada por surfistas.

Pântano do Sul - Esta praia é uma das mais ricas colônias de pescadores da Ilha, com boas opções em restaurantes. Seu mar é relativamente agitado, mas com ondas não muito grandes e sem maiores riscos para banho. Distante 31 km do centro, ali está localizada uma das reservas arqueológicas da Ilha, além do pântano, ecossistema que originou seu nome. A faixa de areia, na sua maioria úmida, é bastante larga (ABN News).

 

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Continente também merece uma visita

No Continente, de frente para a Ilha, ficam belas praias de mar calmo. Dão nome a bairros da cidade e foram coqueluche nos anos 50 e 60. As dos bairros Coqueiros e Estreito não são habitualmente utilizadas para banhos. Em compensação, no caso de Coqueiros, oferecem ótimas paisagens, como a praia da Saudade, do Sorriso, do Meio, Itaguaçu e das Palmeiras, além da do Bom Abrigo, localizada no bairro homônimo. No Estreito encontra-se a praia do Balneário, uma opção para caminhadas e prática de esportes  (ABN News).

 

 

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Entorno de Florianópolis

Numa região de transição entre o litoral e a serra, com clima ameno e temperado, Florianópolis tem na sua vizinhança duas cidades famosas por suas fontes minerais: Águas Mornas e Santo Amaro da Imperatriz, distantes 35 quilômetros do centro da capital catarinense. A paisagem campestre, que mistura-se à montanha, guarda a rusticidade de um tempo em que esses lugares eram caminhos de tropeiros entre a região serrana e o litoral.

De colonização germânica. Águas Mornas foi emancipada politicamente em 1961, levada à categoria de município. Suas vilas e povoados tipicamente rurais criados pelos imigrantes alemães tem traços ainda bem marcantes e facilmente perceptíveis na arquitetura, idioma, hábitos e costumes de seus habitantes.

O visitante tem, além das opções oferecidas pelos hotéis da região, alternativas diversas, como passeios ao parque Estadual da Serra do Tabuleiro- local de preservação da fauna e flora, com destaque para um mini-zoológico de espécies em extinção. Também próximas estão algumas praias, como as da Pinheira e Guarda do Embaú, no município de Palhoça, distante 39 quilômetros de Florianópolis (ABN News).

 

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De Desterro a Florianópolis hoje simplesmente Floripa

Numa homenagem prestada pelo então governador Hercílio Pedro da Luz ao segundo presidente da República, marechal Floriano Peixoto, largamente contestada por alguns catarinenses conhecedores de sua história, Desterro teve seu nome substituído, em 10 de outubro de 1894, por Florianópolis mas hoje é carinho e simplesmente chamada por muitos de Floripa. Com fortalecimento de uma emergente burguesia comercial, a administração da cidade saiu do comando de militares e passou às mãos dos comerciantes, que acumularam capital intermediando as exportações locais e escoando produtos no principal porto de Santa Catarina, que nesta época ainda existia na Ilha.

Devido a crescente e notável concentração populacional propiciada pelo comércio, a capital catarinense entra no século XX com características bem peculiares aos grandes centros urbanos.

Em 1926 foi inaugurada a primeira das três pontes que viriam a ligar a Ilha ao Continente, a ponte Hercílio Luz. Isto representou um marco considerável para o circuito econômico, pois imprimiu à cidade situação privilegiada de pólo regional em relação ao interior do Estado, deflagrando um franco processo de modernização.

Com a Revolução de 30 houve ainda mais incremento ao comércio, agora estabelecido por meio de rodovias, haja vista a plena decadência do antigo porto de Desterro. Entretanto, as principais transformações urbanas na cidade de Florianópolis vieram a acontecer com mais intensidade a partir da segunda metade deste século. No final da década de 50 foi implantada a Universidade Federal de Santa Catarina que aliada à criação da Eletrosul e de várias outras empresas estatais na década de 70, atraiu um grande fluxo migratório, não só do interior como de outros Estados. Multiplicaram-se as áreas loteadas, os bairros residenciais, os prédios de apartamentos, as empresas e o comércio.

Cercada por águas cristalinas, com praias de águas claras e agradável clima, Florianópolis fica localizada a mais ou menos um quilômetro do continente, no ponto mais próximo. Com suas condições climáticas e geográficas favoráveis, é natural que seus habitantes dediquem-se as atividades náuticas, como pesca esportiva, pesca submarina, vela, surf e remo. Com um calendário ativo durante todo ano, além da Fenaostra (Festa Nacional da Ostra) e da Festa da Tainha, onde há diferentes pratos deste peixe, destacam-se a festa do marisco e o carnaval, com barcos fantasiados e muita alegria.

Na Ilha encontram-se praias para todos os gostos, desde as mais movimentadas, com hotéis internacionais, boa infra-estrutura e vida noturna, às virgens, onde o meio ambiente é totalmente preservado.

Chamada pelos índios guaranis "jurerê mirim" (pequena "boca d’água" pelo estreito que a separa do continente), a Ilha de Santa Catarina é conhecida desde o século XVI, descoberta pelos veleiros que procuravam o caminho das Índias. Quando os portugueses decidiram colonizar a costa sul brasileira, várias vilas foram instaladas, entre elas, Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis. Após vários ataques de corsários, as pequenas vilas quase desapareceram.

Nessa época, o governo português resolveu facilitar a vinda de famílias das ilhas dos Açores para repovoar a costa e preservar a colonização. Também para garantir a posse da llha, durante a colonização os portugueses construíram várias fortificações. Entre elas destaca-se Anhatomirim, a maior e melhor preservada. Foi construída em uma pequena ilha, à 5 milhas da cidade, em 1744.

Hoje faz parte do patrimônio histórico de Santa Catarina. No local encontra-se um centro de pesquisa marinha, um museu e um aquário marítimo (ABN News).

 

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Histórico da ocupação humana da Ilha de Santa Catarina

Seus primeiros habitantes foram os índios tupis guaranis, que lhe deram as primeiras denominações: Miembipe e Jurerê Mirim. O primeiro a aportar nela foi o navegador espanhol Cabeza de Vaca em 1541. Os bandeirantes chegaram mais de um século depois com Francisco Dias Velho, que fundou a povoação de Nossa Senhora do Desterro. Para mantê-la, o governo português enviou para ela, de 1748 à 1756, cerca de 5 mil colonos saídos das ilhas dos Açores e Madeira.

A constatação de presença humana na Ilha de Santa Catarina pode ser considerada recente quando comparada à antiga civilização ameríndia, que têm ossadas datando de 30 mil anos, aproximadamente. Assim, como em todo litoral catarinense, os vestígios humanos mais antigos encontrados e catalogados na Ilha remontam para 5 mil anos de ocupação, sempre diretamente ligados com a cultura de sambaquis.

Também conhecido como casqueiro, concheiro e berbigueiro, entre outros nomes, trata-se de um sítio arqueológico que em sua origem guarani significa monte de conchas. Durante centenas ou milhares de anos os primitivos habitantes, que eram naturalmente dependentes da coleta de frutos do mar, iam acumulando em locais apropriados, os restos e cascas de moluscos. Estes montes cresciam tanto a cada geração que passaram a ser um local bastante apropriado para suas habitações. Além da proximidade do mar, os sambaquis eram locais secos e seguros.

Até o ano de 1989 haviam sido registrados 120 sambaquis só na Ilha de Santa Catarina em pesquisas arqueológicas realizadas em 20% dos sítios existentes. Porém sabe-se que muitos deles foram destruídos pela ocupação histórica que se sucedeu. Transformaram-se em matéria-prima para o fabrico de cal. Suspeita-se que nas partes mais elevadas dos sambaquis tenha havido a presença de um novo grupo humano, os itararés, que apresentavam hábitos diferentes dos primeiros habitantes dos sambaquis, revelados em vestígios cerâmicos e uma suposta prática agrícola. Houve, neste segundo grupo que ocupou a Ilha, uma sensível diminuição no consumo de moluscos em sua dieta alimentar. Supõe-se também que estes povos não tiveram contato entre si, habitando a Ilha em momentos que se sucederam historicamente.

O terceiro grupo indígena que migrou para a Ilha, no século XIV, foi o dos carijós, da família linguística tupi-guarani, tradicional no litoral sul do Brasil. Instalaram-se aproximadamente dois séculos antes da chegada dos primeiros europeus. Suas aldeias variaram de 30 a 80 habitações, o que imprimiu uma maior e mais densa ocupação efetiva da Ilha de Santa Catarina. Os primeiros contatos entre os carijós e estrangeiros ocorreu por volta de 1556, quando expedições deixavam na Ilha náufragos ou desertores. Desde o princípio, este convívio deu-se de forma pacífica. Por um lado, os amistosos carijós abasteciam os visitantes espanhóis de alimentos e forneciam seguras informações acerca de caminhos que os levassem a rios como Iguaçú e Itapocú, para alcançarem o Paraguai; por outro, os estrangeiros regalavam os índios com muitos presentes.

Entretanto, esse convívio durou menos de um século pois tornou-se prejudicial a cultura dos carijós, que migravam continente adentro.

Suspeita-se que já em 1600 não haviam tribos na Ilha de Santa Catarina. A fuga dos carijós do lugar onde estavam e que chamavam Meiembipe, que traduzido do tupi significa "montanha ao longo do canal", não implica em rompimento mas simplesmente como uma ação defensiva. Os nativos passaram a sentir-se muito vulneráveis na medida em que as necessidades dos visitantes, cada vez mais numerosos, exigiam maior produção de alimentos, o que alterava profundamente seus hábitos, crenças e até mesmo a liberdade física.

Até meados do século XVIII, embora o Tratado de Tordesilhas, em 1494, garantisse legalmente a posse das terras da Ilha de Santa Catarina à coroa portuguesa, Portugal não havia tomado nenhuma medida efetiva de povoamento. Percebia-se apenas a ação espanhola. Depois de algumas ocupações instáveis e de várias disputas pela posse das terras, vai caber a Francisco Dias Velho, nobre de São Vicente, fixar-se na Ilha. É provável que o assentamento tenha se dado por volta de 1675, uma vez que três anos após essa data Dias Velho irá requerer do governo da capitania paulista duas léguas em quadro na Ilha, justificando ter instalado uma igreja em devoção a Nossa Senhora do Desterro, benfeitorias e culturas na referida área.

Cresce a importância estratégica da Ilha de Santa Catarina, exigindo que fosse melhor defendida e ocupada de modo mais contundente. Desta forma, em 1726, Desterro é elevada à categoria de vila e iniciam-se projetos militares de fortificações na Ilha, estabelecendo-se a colonização definitiva, feita por açorianos.

No dia 6 de janeiro de 1748 desembarcaram na Ilha de Santa Catarina 461 pessoas provenientes da ilha de Açores. Até 1756, cerca de 6 mil açorianos e madeirenses já estavam instalados na Ilha, mesmo que precariamente. Foram distribuídas às famílias colonizadoras sementes, armas e ferramentas, cavalos e touros para o arado, o que dificultou ainda mais a adaptação dos colonos. Além disso sua cultura de trigo não se adequou ao clima da região, o que os obrigou a produzir culturas herdadas dos índios.

Assim, a mandioca tornou-se a base da alimentação açoriana e em pouco tempo (cerca de 30 anos) já existiam 300 pequenos engenhos, sendo alguns de cana-de-açúcar). Muitos colonos abandonaram suas terras e passaram a se dedicar a ofícios urbanos e à pesca artesanal. Outros tantos eram recrutados para treinamentos militares, o que de certa forma serviu de entrave e comprometeu o desenvolvimento da pequena produção mercantil na promissora Desterro. Na virada do século XVIII para o século XIX já se podia perceber um início de êxodo rural motivado pelo recrutamento, ofícios da pesca e trabalhos urbanos que, além de aumentar o núcleo da cidade permitia a formação dos primeiros latifúndios [ ABN NEWS ].

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