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Amazônia é tema das palestras de abertura do 13º ENAI
Belém do Pará (ABN News) - Nem
só de belezas naturais vive a Amazônia. Quando se fala na maior
floresta tropical do mundo, é importante lembrar os problemas
vividos pela região: biopirataria, excessos de demarcação de
terras indígenas, além das ameaças de internacionalização e de
guerrilha dos nacotraficantes que militam nas forças guerrilheiras
das Farc e causam conflitos nas fronteiras brasileira. E foi
discutindo essa problemática que iniciou na quinta-feira (29) o
13º Encontro Nacional das Associações de Imprensa (ENAI) e o 7º
Ciclo de Conferências da Imprensa Brasileira, evento realizado
pela Federação Nacional de Imprensa (Fenai/Faibra), na cidade de
Belém (PA). O encontro, que será até o dia 03 de outubro, no Hotel
Beira Rio, tem como tema “Soberania brasileira e o papel da
imprensa no desenvolvimento da Amazônia” e está reunindo nesta
capital representantes de 59 associações de imprensa e mais 248
jornalistas de outros estados além e 44 repórteres convidados de
oito países.
A palestra de abertura, “Amazônia: a visão do Exército e a
questão da soberania brasileira”, foi ministrada pelo
Comandante Militar da Amazônia, General Cláudio Barbosa de
Figueiredo, que traçou um aspecto histórico e geográfico da
região, sem deixar de falar dos principais problemas e da atuação
do Exército para resolvê-los. Figueiredo lembrou que a conquista
da Amazônia se deu durante a expedição de Pedro Teixeira
(1637-1639), que fez uma viagem de reconhecimento do rio
Amazonas e tomou posse da região em nome do rei de Portugal. Igual
importância, disse o general, também tiveram os tratados
internacionais, que definiram as fronteiras atuais.
As características da Amazônia demonstradas pelo Comandante são a
de uma imensidão de terras com baixa densidade demográfica e com a
maioria da população concentrada nas grandes cidades. Os maiores
patrimônios da região, segundo ele, são a água, os minerais (entre
eles nióbio, estanho e ferro), além das inúmeras espécies vegetais
e animais, riquezas que geram a cobiça internacional.
Através de noticias extraídas da mídia internacional, o general
demonstrou que de fato existe interesse de superpotências
mundiais, como Estados Unidos e Inglaterra, em internacionalizar a
Amazônia, idéia repudiada pelo palestrante “Os problemas da
Amazônia são problemas brasileiros e que os próprios brasileiros
devem resolver”, opinou.
Figueiredo destacou ainda o papel do exército mediante as ameaças
na região, defendendo as fronteiras, combatendo a guerrilha e o
tráfico e se fazendo presente nas áreas mais longínquas e de
difícil acesso, garantindo a presença do Estado na Amazônia. Além
dessas funções, assegurou o general, o exército realiza ainda um
trabalho social, prestando atendimento de saúde e de educação à
população local.
Imprensa e Amazônia – A segunda palestra de abertura do
ENAI foi proferida pelo deputado federal e diretor da Federação
Nacional de Imprensa, Nicias Ribeiro, que falou sobre “A
Amazônia e a atuação da imprensa”, chamando a atenção para o
fato de que vários projetos importantes, não só para a região como
para o país, entre eles a construção da usina hidrelétrica de Belo
Monte e as obras de asfaltamento da Transamazônia e da
Santarém-Cuiabá, continuam paralisados. Sobre a Santarém-Cuiabá,
também conhecida como BR-163, o deputado lembrou que com a
conclusão da obra, os produtores de soja do Mato Grosso e do Pará
encurtariam bastante o caminho que fazem hoje para escoar sua
produção, porque não precisariam mais ir até o porto de Paranaguá,
no Paraná, para de lá seguir rumo à foz do rio Amazonas.
Nicis Ribeiro denunciou o comportamento das Ongs
subsidiadas por grande volume de dinheiro oriundo do estrangeiro e
que, empunhando uma falsa bandeira de preservação do meio
ambiente, impedem o desenvolvimento da amazônia e com isso
favorecem os correntes comerciais do Brasil no exterior.
O deputado, que é presidente da Comissão de Minas e Energia da
câmara federal, não deixou de defender o potencial da Usina de
Belo Monte, que, segundo ele, gastaria apenas 1/3 do concreto
armado que foi usado na Usina de Tucuruí. “Belo Monte é o mais
belo e perfeito projeto do mundo, não porque um engenheiro
brasileiro o concebeu, mas porque Deus o fez, colocando ali uma
queda de água de 92 metros de altura”.
Fazendo uma comparação da importância do rio Nilo para os egipcios,
civilização que fazia suas plantações em uma área fertilizada pelo
rio, Nicias Ribeiro destacou que nas várzeas do Marajó
também há período de cheias que fertilizam o solo, mas lamentou
que esse potencial não seja bem aproveitado e lembrou que ainda há
muito a ser explorado na Amazônia “É importante que os brasileiros
se perguntem o que querem da Amazônia e é importante que a
imprensa se pergunte o que quer da Amazônia”, enfatizou.
30/09/2005 -
Sexta - 12:53:37

Referendo popular é tema no 13º Enai: Alberto Fraga defende
preservação do direito de defesa
Parlamentar federal afirma que investimento em políticas
públicas são soluções para combater a violência
Belém do Pará (ABN News) - O
referendo que trata da comercialização de armas no Brasil, marcado
para o dia 23 de outubro, gera discussões entre grupos que são
contra e a favor. Se por um lado existem cidadãos que consideram o
desarmamento a melhor saída para diminuir a criminalidade no País,
por outro existem os que defendem o direito da população de ter
uma arma para se defender e não vêem no desarmamento a solução
para a violência.
É neste segundo caso que se enquadra o deputado federal Alberto
Braga (PFL- DF), que tratou do tema durante a palestra “O
estatuto do desarmamento: um estudo sob a óptica da realidade
brasileira”, proferida nesta sexta-feira (30), no 7º Ciclo de
Conferências da Imprensa Brasileira por ocasião do 13º Encontro
Nacional das Associações de Imprensa (ENAI), evento realizado pela
Federação Nacional de Imprensa (Fenai/Faibra), na cidade de Belém
(PA). O encontro, que será até o dia 03 de outubro, no Hotel Beira
Rio, tem como tema “Soberania brasileira e o papel da imprensa no
desenvolvimento da Amazônia” e está reunindo na capital paraense
representantes de 59 associações de imprensa e mais 248
jornalistas de outros estados, além de 44 repórteres convidados de
oito países.
Durante sua palestra, o deputado Alberto Fraga criticou a
pressa com que o Estatuto do Desarmamento foi aprovado, por
considerar que o assunto poderia ter sido um pouco mais discutido.
Ele também observou que apesar de ser realizado um referendo que
trata da comercialização de armas, o próprio Estatuto não retira
do cidadão o direito de comprar uma arma ou munição. Desta forma,
disse ele, o cidadão que quiser comprar armas vai acabar
importando o produto ou recorrendo ao mercado negro, o mesmo
mercado do tráfico de drogas.
Alberto Fraga criticou o fato da mídia não estar dando para
os que são a favor da venda de armas o mesmo espaço que está sendo
dado para os que são contra. O deputado apresentou dados de 2004,
que, segundo ele, não foram amplamente divulgados pela imprensa,
sobre o número de armas vendias em lojas: um total de 1.044 em
todo o Brasil. “Será que justifica-se gastos de R$ 564 milhões,
que é o custo do referendo, para impedir que mil armas sejam
vendidas legalmente para um cidadão de bem, que vai deixar na loja
o seu número de CPF?”, questionou, apresentando um documento da
Justiça Eleitoral onde estão registrados os gastos com o
referendo. Fraga acrescentou ainda que há dois anos não são
vendidas armas de fogo no Rio de Janeiro, estado que sempre
aparece como o mais violento nas manchetes dos jornais.
Com base nesses e em outros dados apresentados em sua palestra, o
deputado federal acredita que a saída para combater a
criminalidade não seria desarmar a sociedade e sim investir em
políticas públicas de educação e geração de emprego.
O 13º Enai conta com o apoio do Governo do Estado do Pará através
da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e das Organizações
Romulo Maiorana.
30/09/2005 -
Sexta - 16:02:43

13º ENAI discute o turismo e sua
abordagem na imprensa
Belém do Pará (ABN News) -
“Aspectos econômicos do turismo paraense e a atuação da imprensa”
foi o tema da palestra de Jacqueline Alves, diretora de
Marketing da Empresa Paraense de Turismo (Paratur), no 7º
Ciclo de Conferências da Imprensa Brasileira por ocasião do 13º
Encontro Nacional das Associações de Imprensa (ENAI), evento
realizado pela Federação Nacional de Imprensa (Fenai/Faibra),
na cidade de Belém (PA). O encontro, que será até o dia 03 de
outubro, no Hotel Beira Rio, tem como tema “Soberania
brasileira e o papel da imprensa no desenvolvimento da Amazônia”
e está reunindo na capital paraense representantes de 59
associações de imprensa e mais 248 jornalistas de outros estados,
além de 44 repórteres convidados de oito países.
Jacqueline destacou o papel importante da imprensa na divulgação
do turismo, porém ressaltou a necessidade de que a mídia enfoque o
assunto amplamente, tratando o turismo como negócios. Como
justificativa, Jacqueline demonstrou que o turismo representa 10%
do Produto Interno Bruto (PIB) global, é maior do que setores
tradicionais, como petróleo e energia, além de apresentar um
crescimento de 4% ao ano, enquanto o resto da economia cresce
apenas 2%.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
também apontam que o turismo movimenta outros setores da economia,
de serviços gráficos à construção naval, passando pela construção
civil e indústria eletrônica. Jacqueline lembrou que, para o
turismo obter todo esse crescimento e movimentar outras áreas
econômicas, muitas vezes não é nem necessário fazer investimentos
pesados. “Desde que haja qualificação e equipamentos, o turista
vai se sentir satisfeito. O turista que vem para a região tem uma
visão de conservação da natureza, então ele não vai exigir uma
estrutura imensa”, explicou.
A diretora de marketing da Paratur também apresentou aos
participantes do 13º ENAI a “Política Estadual de Turismo”, que
tem, entre seus objetivos, dar qualidade ao produto e diversificar
a oferta, ampliar e qualificar o mercado de trabalho, aumentar o
gasto médio do visitante e garantir a permanência média do turista
na região, entre outros.
O 13º ENAI conta com o apoio do Governo do Estado do Pará através
da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e das Organizações
Romulo Maiorana.
30/09/2005 -
Sexta - 16:05:23

Ciclo de Conferências da Imprensa debateu vários temas em Belém do
Pará
Ciclo de Conferências da Imprensa debateu vários temas em Belém
do Pará e convidados estrangeiros ficaram encantados com os
atrativos da região. Jornalista mostra visão da imprensa italiana
com relação à Amazônia
Belém do Pará (ABN News) - Uma
vasta floresta intacta e pouco explorada. Essa é a principal
imagem que o italiano tem da Amazônia, segundo afirma o jornalista
Paolo Carlucci, representante da Associação de Imprensa
Italiana no Brasil, que proferiu palestra na manhã deste sábado
(01) aos participantes do 7º Ciclo de Conferências da Imprensa
Brasileira, por ocasião do 13º Encontro Nacional das Associações
de Imprensa (ENAI). O evento é promovido pela Federação Nacional
de Imprensa (Fenai/Faibra), em Belém do Pará.
Carlucci explica que a imprensa italiana não se interessa muito
por notícias estrangeiras ou da Amazônia e, nas poucas vezes em
que é feita alguma matéria sobre a região, o destaque maior é para
a natureza, deixando em segundo plano, ou até mesmo de fora, os
problemas sociais. Isso acaba se refletindo no imaginário da
população. “O que não é mostrado parece com o que não existe, como
se esse lugar fosse feito só de natureza e não de homem e
natureza”, explica. E quando o assunto nas matérias é a pobreza no
Brasil, relata o jornalista, a Amazônia também fica de fora, sendo
geralmente abordadas as favelas do Rio de Janeiro.
Com relação ao Brasil, os assuntos que com freqüência vêm à cabeça
dos italianos são Rio de Janeiro, Carnaval, mulheres lindas,
praias ensolaradas e samba. Um grupo menor de italianos também
pensa na Amazônia ou no Pantanal quando se fala do Brasil, mas, na
opinião de Paolo, é uma visão extremamente limitada para a
realidade brasileira. Segundo ele, isso acontece devido à
preocupação dos jornalistas em só divulgar assuntos que geram
audiência ou quando o assunto, como a própria suposta destruição
da floresta, atinge o estrangeiro. “A preocupação é com seu
próprio bem estar, e não com o dos outros”, opina.
Debatendo o tema, o jornalista J.H. de Oliveira Júnior,
presidente da Federação Nacional da Imprensa e diretor de redação
da ABN Agência Brasileira de Notícias, frisou que os jornalistas
brasileiros devem evitar o péssimo costume de somente pautar nas
manchetes acontecimentos negativos e trágicos, com isso pautando a
imprensa estrangeira que repercutindo tais notícias mancham a
imagem do Brasil no exterior e afastam os turistas do nosso país.
Oliveira Júnior também chamou a atenção para a atuação da ongs que
inventam mentiras sobre a destruição de florestas e índios com o
único propósito de angariar mais dinheiros no exterior para
custear suas mordomias, mesmo colocando em risco a soberania do
país, pois suas iniciativas fortalecem na opinião pública mundial
a falsa idéia de que o Brasil não tem capacidade para administrar
a sua Amazônia.
03/10/2005 - Segunda - 01:38:27

Jornalista destaca a importância do rádio para a comunicação
Belém do Pará (ABN News) - O
jornalista Luiz Solano, que tem mais de 49 anos de
atividades, especialmente cobrindo assuntos relativos à
Presidência da República e ao Congresso Nacional em Brasília, foi
o segundo palestrante deste sábado (01) no 7º Ciclo de
Conferências da Imprensa Brasileira, que está sendo realizado em
Belém (PA) dentro da programação do 13º Encontro Nacional das
Associações de Imprensa (ENAI). Solano, paraense radicado em
Brasília, voltou à terra natal para compartilhar um pouco das
experiências vividas por ele nesses quase 50 anos de jornalismo.
Ele alertou aos colegas sobre o destaque que deve ser dado ao
veículo rádio. “A televisão atinge um grande público, mas ainda há
muita gente no Pará que não tem televisão e o jornal também não
chega”, explica o jornalista, que é correspondente em Brasília da
Rádio Marajoara AM de Belém. De acordo com ele, uma
emissora de rádio é capaz de atingir no estado um público de
aproximadamente 300 mil pessoas. O jornalista pôde inclusive
sentir de perto a popularidade que conquistou através do rádio.
Mesmo morando em Brasília há 46 anos, tornou-se muito conhecido da
população que mora nas ilhas do município paraense de Abaetetuba,
onde foi recebido com festa durante uma visita.
Sobre sua experiência em assessoria de imprensa, Luiz Solano
citou a mais recente, na Secretaria de Transportes de Brasília,
onde procura-se ter não só um bom relacionamento com a imprensa,
como também com o usuário do metrô. “Se sai uma carta do leitor em
um jornal, a gente entra em contato com o autor da carta e depois
chama a imprensa”, conta.
03/10/2005 - Segunda - 01:50:22

13º ENAI debate a
crise política
Os escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores e o
presidente Lula também não ficaram de fora dos debates no 7º Ciclo
de Conferências da Imprensa Brasileira.
Belém do Pará (ABN News) - O
painel “O Panorama político atual e a atuação da imprensa”,
realizado neste sábado (01), teve como debatedores os jornalistas
Nonato Dourado, da Associação de Imprensa de Marabá (PA);
Paulo Tadeu, vice-presidente da Associação Cearense de
Imprensa; Luiz Solano, diretor da Associação da Imprensa do
Distrito Federal e Dorgival Gerônimo da Silva, segundo
vice-presidente da Fenai/Faibra.
O escândalo do mensalão foi um dos temas mais polêmicos,
suscitando um amplo debate com participação não só dos quatro
jornalistas, como também da platéia. Na opinião de Luiz Solano,
o presidente Lula vai terminar o mandato, mas apenas para não dar
muita dor de cabeça à oposição nas próximas eleições. “Se o Lula
sai, que assume é o Alencar, que vai baixar os juros, ganha o
crédito da população e vai ser candidato à reeleição, dando dor de
cabeça para a oposição. Então é melhor deixar nas mãos do Lula,
para ele continuar fazendo burrada”, opina.
Paulo Tadeu lembrou de um episódio nas últimas eleições para
prefeito envolvendo o PT em Fortaleza, onde o partido não apoiou a
candidata de sua própria legenda, Luizianne Lins, para poder
apoiar o PC do B. Mas, mesmo sem o apoio, ela acabou saindo
vitoriosa no segundo turno. “O PT passou a vida toda dizendo que
era o melhor e hoje a decepção é grande. O povo vai acreditar em
quem?”, questionou.
Nonato Dourado alertou que o escândalo da arbitragem, no
qual juizes de futebol aceitavam dinheiro para interferir em
resultados de jogos cotados em bolsas de apostas, surgiu para
colocar panos quentes na situação do PT. “Os próprios deputados
dizem que a pizza está no formo e já vai ser cortada”,
acrescentou. Na opinião de Nonato, casos como o do mensalão de
Brasília devem acontecer também em municípios e estados
administrados pelo PT, porém, acredita ele, o destaque da imprensa
foi maior porque aconteceu justamente em Brasília.
03/10/2005 - Segunda - 02:18:21

Colunista social encerra ciclo de palestras do 13º ENAI
Belém do Pará (ABN News) - A
última palestra do 7º Ciclo de Conferências da Imprensa
Brasileira, realizado dentro da programação do 13º Encontro
Nacional das Associações de Imprensa (ENAI), no Hotel Beira Rio,
em Belém (PA), levou os participantes a discutir o tema “O
colunista social e a ética na imprensa”. Para tratar do assunto,
foi convidado o colunista social Fernando Soares,
presidente da Associação da Imprensa do Mato Grosso do Sul e
colunista do jornal Folha do Povo.
Segundo Fernando, ao cursar a faculdade o jornalista aprende sobre
ética, porém, quando vai trabalhar em uma redação de jornal, a
realidade é outra. “Quando o jornalista vai para a empresa colocar
em prática o que ele aprendeu na faculdade parece que a ética fica
muito difícil de ser um parâmetro no exercício da profissão. Fica
sempre em evidência a questão dos interesses do profissional de
jornalismo, sobretudo se ele for afiliado a um partido político ou
a um movimento sindical, o que coloca em cheque a sua
imparcialidade”, critica.
E no que diz respeito aos colunistas sociais, a situação é mais
grave ainda. O jornalista chamou a atenção da platéia para a
proliferação dos colunistas no País, muito deles sem a mínima
noção do jornalismo, e em alguns casos cabeleireiros ou “madames”,
que querem a todo custo ter uma coluna no jornal. Para Fernando, o
bom colunista é aquele que lê muito e tem como missão o
jornalismo. E, por mais que não tenha formação em jornalismo, deve
ter pelo menos um curso superior, para poder ter uma base que vai
lhe auxiliar na escrita. Segundo Soares, o Mato Grosso do Sul é o
primeiro estado do Brasil a criar um projeto de lei para tentar
coibir a atuação de colunistas sociais que não tenham uma formação
cultura sólida que a profissão requer.
03/10/2005 - Segunda - 02:28:21

Jornalistas
estrangeiros conheceram o Pará
Belém do Pará (ABN News) -
Dentre as delegações de oito países que participaram do XIII Enai,
a representante da Associação da Imprensa Francesa, a jornalista
Marie Cristine Albertine, destacou que sua vinda ao Brasil para
participar do Enai foi de grande valia por ajudá-la a conhecer uma
outra realidade sobre a amazônia brasileira. A repórter francesa
destacou que a imagem que os franceses têm da Amazônia é
completamente distorcida e que agora ela poderá escrever, daqui
por diante, com mais propriedade sobre o assunto.
Já o presidente da Associação Japonesa de Repórteres de Turismo,
Takashi Kumazua, salientou que sua participação no evento
contribuiu para obter uma outra visão mais acurada sobre os
problemas da Amazônia e que entende como sendo válida a
preocupação dos brasileiros quando o assunto é a possibilidade de
ameaça da internacionalização da amaznia brasileira.
O inglês Peter Dransk da Associação Britânica de Jornalistas
Independentes disse que foi oportuno o convite da Fenai/Faibra
para participar de um encontro de jornalistas no Pará, um
importante estado da amazônia brasileira, e que estará retornando
ao seu país com uma outra visão mais realista e menos distorcida
da amazônia.
O repórter russo Isaac Justiniev, da Associação da Imprensa de
Moscou, afirmou que sua experiência em participar do encontro
promovido pela Fenai/Faibra em Belém do Pará para debater a
Amazônia Brasileira do ponto de vista jornalístico muito
contribuir para eliminar idéias errôneas sobre a amazônia e que
espera que mais jornalistas da europa e de outros continentes
sejam também convidados oportunamente para conhecer de perto a
amazônia brasileira.
O 13º ENAI, será encerrado nesta segunda-feira (3), no Hotel Beira
Rio, com a elaboração e divulgação do documento Carta de Belém. O
evento que contou com o tema central “Soberania brasileira e o
papel da imprensa no desenvolvimento da Amazônia” reuniu na
capital paraense representantes de 59 associações de imprensa e
mais 248 jornalistas de outros estados, além de 44 repórteres de
oito países que foram convidados pela Fenai/Faibra. O encontro
contou com o apoio do Governo do Estado do Pará através da
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, das Organizações
Romulo Maiorana e da ABN Agência Brasileira de Notícias.
03/10/2005 - Segunda - 02:49:44
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