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(Editada em 09/11/2007 às 22h42 e atualizada em 29/11/07 às 23h12)

9º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura terá como tema “Oportunidades e Riscos do Agronegócio”

Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e o ex-ministro Roberto Rodrigues, são presenças confirmadas na abertura do evento patrocinado pelo Sebrae-RJ que vai acontecer nos dias 4 e 5 de dezembro no Rio de Janeiro. 

Rio de Janeiro (ABN) - Embora se apresente como a principal força da economia brasileira, responsável por um em cada três reais gerados no país, o agronegócio ainda enfrenta uma série de dificuldades, entre elas, barreiras do mercado internacional, problemas de infra-estrutura, logística, defesa sanitária e a falta de um seguro rural. 

Ao mesmo tempo, anos de investimentos em desenvolvimento tecnológico, em mão-de-obra e capacidade de gestão, criaram condições para que o agribusiness brasileiro transformasse oportunidades em negócios no disputado mercado mundial.      

Durante os últimos meses, o Brasil presenciou grandes investimentos de capital estrangeiro, assim como aquisições de empresas nacionais. O campo, em franca modernização, vem atingindo produtividade recorde em várias culturas como a soja, o milho e o algodão. 

Este quadro de aspectos positivos e de obstáculos a superar norteiam o tema central do 9º Congresso de Abribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura - “Oportunidades e Riscos do Agronegócio”. O evento, que conta com o patrocínio do Sebrae-RJ, terá lugar nos dias 4 e 5 de dezembro, no auditório da Confederação Nacional do Comércio, no Centro do Rio de Janeiro. 

Com a participação de autoridades – entre elas, a do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do ex-ministro Roberto Rodrigues, presenças já confirmadas na abertura do evento –, além de produtores e representantes de diversos órgãos e instituições, o 9º Congresso de Agribusiness será composto por seis painéis, onde debatedores e palestrantes abordarão assuntos de interesse como: “Novos mercados”, “Agroenergia” e “O Agronegócio como Negócio de Risco”.  

No primeiro dia do evento, será realizada a cerimônia de entrega do prêmio Destaques “A Lavoura – SNA 110 anos”, conferido pela Academia Nacional de Agricultura.     

Responsável, hoje, por 33% do Produto Interno Bruno (PIB), 42% das exportações e 37% dos empregos gerados em solo nacional, o agronegócio, nos últimos dez anos, dobrou o faturamento do país com as vendas externas de produtos agropecuários e teve um crescimento superior a 100% no saldo comercial.

Sobre o evento

Com o tema “Oportunidades e Riscos do Agronegócio”, o 9º Congresso de Agribusiness da SNA será realizado nos dias 4 e 5 de dezembro, na Confederação Nacional do Comércio (CNC), no centro do Rio de Janeiro.

O evento contará com a presença dos ex-ministros Roberto Rodrigues e Pratini de Moraes e de representantes de diversas empresas, entre elas, Aracruz Celulose, Brenco, Vanguarda do Brasil, Grupo André Maggi, Bio Energy, Brasil Ecodiesel e JP Morgan.  

Os participantes debaterão  o futuro do agronegócio no Brasil, tendências como fusões, aquisições e abertura de capital; agroenergia; novos mercados e tecnologias, meio ambiente, entre outros assuntos de interesse.

Serviço:  

9º Congresso de Agribusiness da SNA

4 e 5 de dezembro de 2007 , a partir das 9h.

Auditório da Confederação Nacional do Comércio

Av. General Justo, 307 – 9º andar -  Centro - Rio de Janeiro

Informações: tels. (21) 3231-6350 - 2544-5045

www.sna.agr.br

 

9° Congresso de Agribusiness reúne os “pesos-pesados” do agronegócio                         

Com superávit de US$ 5,1 bilhões em outubro deste ano, a balança comercial do agronegócio continua a bater seus recordes. Investimentos é que não faltam. Recentemente, o governo federal liberou R$ 58 bilhões em créditos para o setor, referentes à safra 2007/2008 – um acréscimo de 16% em relação à safra anterior. 

Aproveitando o bom momento do agronegócio brasileiro, empresas com diferentes campos de atuação - desde o segmento sucro-alcooleiro até a indústria têxtil, passando pelo complexo soja - além de cooperativas, produtores rurais e bancos como o JP Morgan e UBS Pactual, realizam, em escala crescente, operações para captar recursos do exterior, tendo em vista o elevado grau de liquidez (investimentos sem perdas) dos mercados financeiros globais. 

Dados do Banco Central indicam que o volume de operações de financiamento externo passou de US$ 169 bilhões, em 2006, para US$ 177 bilhões, entre janeiro e agosto de 2007. 

A procura de empresas brasileiras por investidores estrangeiros também é uma realidade, em virtude do aquecimento do mercado, da percepção de riscos reduzidos para aplicações e da estabilidade da moeda brasileira. 

Outro fator que se torna cada vez mais forte no agronegócio é a busca por novas tecnologias e mercados (Ásia, Oriente Médio, Europa Oriental e América Latina). As aquisições e fusões de empresas (tanto em âmbito nacional ou envolvendo grupos nacionais e multinacionais), bem como a abertura de capital também são exemplos de tendências - visíveis desde a década de 90. 

Segundo informações da PriceWaterhouseCoopers, o número de fusões e aquisições no Brasil cresceu 32% no primeiro semestre de 2007, ultrapassando 330 negociações concluídas, sendo que 67% dessas operações foram lideradas por grupos nacionais. 

As empresas do agronegócio também começam a ingressar no chamado “novo mercado”, operando suas ações na Bolsa de Valores, a fim de facilitar o acesso às instituições financeiras internacionais, como é o caso da gaúcha SLC Agrícola. É a única empresa, a nível mundial, com capital aberto, que tem como atividade principal a agricultura, e será a primeira do setor a obter, até 2008, recursos do Bird (Banco Mundial), no valor de US$ 40 milhões. 

Mesmo com todos estes aspectos positivos de crescimento, com anos de investimentos em desenvolvimento tecnológico, em mão-de-obra, capacidade de gestão e, mais recentemente, em agroenergia (setor que atualmente recebe aportes de US$ 17 bilhões), o agronegócio ainda esbarra em dificuldades. 

Gargalos como diferença cambial, barreiras no mercado mundial e problemas de logística somam-se a riscos como o déficit na infra-estrutura, defesa biológica e inovação tecnológica. Este quadro de “Oportunidades e Riscos do Agronegócio” constitui o tema do 9° Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura, que será realizado nos dias 4 e 5 de dezembro, na Confederação Nacional do Comércio, no Centro do Rio de Janeiro, com o patrocínio do Sebrae-RJ. 

O evento vai reunir, em seis painéis, mais de 30 especialistas - verdadeiros “pesos-pesados” do setor. Participam da abertura do Congresso (04/12), o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes e o ex-ministro Roberto Rodrigues, que falará sobre o “Panorama Internacional do Agronegócio”. No dia seguinte, o ex-ministro Pratini de Moraes será o primeiro orador do painel inaugural, “Novos Mercados e Novos Produtos”. 

Destaques dos painéis: 

Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (ABIEC): Presidida pelo ex-ministro da Agricultura Marcus Vinicius Pratini de Moraes, grande incentivador do comércio exterior brasileiro. Além de defender os interesses dos associados e estimular o desenvolvimento técnico, profissional e social das empresas, a ABIEC tem trabalhado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na regulamentação do setor, na elaboração e execução dos programas sanitários, como o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, nos quais tem investido recursos humanos e financeiros, e nas negociações internacionais para a abertura de mercados. Integra o terceiro painel, “Novos Mercados e Novos Produtos”. 

Brasil Ecodiesel: É líder na produção de biodiesel no Brasil, sendo a maior pioneira e maior produtora do setor. Desenvolve suas atividades observando a integração de processos industriais e logísticos eficientes a um modelo de busca de matérias primas inovador e diversificado, que contempla negociações diretas no mercado de óleos vegetais, o desenvolvimento de novas cadeias de produção agrícola intensiva e o incentivo à agricultura familiar, tendo em vista a promoção do desenvolvimento humano e social. Seu Conselho de Administração é presidido por Jório Dauster. Atualmente, conta com três centros em operação: em Crateús, no Ceará; em Iraquara, na Bahia, e em Floriano, no Piauí.  Além disso, implementa a abertura de novas unidades. Participa do quinto painel, “Agroenergia”. 

Vanguarda do Brasil: Presidida pelo deputado estadual do Mato Grosso, Otaviano Pivetta . Um dos maiores produtores rurais do País, Pivetta cultiva 180 mil hectares de soja, algodão, milho e arroz em onze fazendas de seu estado. Sua empresa fatura US$ 197 milhões ao ano. Produz sementes, planta, industrializa e transporta soja e algodão até o porto de Paranaguá. A produção de milho abastece a criação de 80 mil suínos, que são abatidos por uma cooperativa e exportados. Integra o primeiro painel, “O Agronegócio como Negócio de Risco”. 

DZ Negócios com Energia: Empresa de desenvolvimento de oportunidades, focada na indústria brasileira de eletricidade, petróleo e gás natural. Sua equipe é liderada por David Zylbersztajn, ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, que agrega grande conhecimento do setor energético e de seu ambiente regulatório com credibilidade e experiência gerencial. A DZ assessora investidores e empresas interessados no setor energético brasileiro nas áreas de fusões e aquisições, desenvolvimento de projetos, novos negócios e estratégias. Estará presente ao segundo painel, “A Expansão do Agronegócio Brasileiro”. 

Brenco – Companhia Brasileira de Energia Renovável: Esta empresa está construindo um dos maiores projetos de etanol do mundo, envolvendo o plantio, o cultivo e a colheita da cana-de-açúcar, bem como a produção, o transporte e a comercialização do etanol no Brasil e no exterior. Além disso, implementa no País dez usinas com capacidade de produção de 3,8 bilhões de litros (1 bilhão de galões) de etanol por ano. A empresa também será uma grande geradora de energia elétrica a partir do bagaço de cana. Seu diretor de novos negócios é Carlos Rodrigo Ópice Leão, que integra o segundo painel, “A Expansão do Agronegócio Brasileiro”. 

ÚNICA – União da Agroindústria Canavieira de São Paulo: Dedica-se à expansão dos mercados de álcool e açúcar em diversas frentes. Tem apoiado as iniciativas governamentais pela derrubada das barreiras protecionistas no exterior. Também defende a universalização da produção e do uso do álcool combustível, para que este se torne uma ´commodity´ ambiental, como oxigenante da gasolina ou como combustível principal em veículos de tecnologia avançada (flex-fuel, células de hidrogênio, entre outras). A ÚNICA apóia ainda a mistura de álcool no óleo diesel e políticas de expansão do uso da biomassa na matriz energética brasileira. Seu diretor técnico, Antônio de Pádua Rodrigues, participa do quinto painel, “Agroenergia”. 

Ethanol Trading: O objetivo da empresa é representar o maior número possível de destilarias do País. Sua meta é atingir, nos próximos anos, o posto de quinta maior empresa brasileira em exportação, com estoque de 1 a 2,5 bilhões de litros de álcool, a fim de garantir o fornecimento do produto aos países interessados. O principal desafio da Ethanol Trading, presidida por Roberto Giannetti da Fonseca, é investir em logística para a distribuição do álcool. Estará presente ao quinto painel, “Agroenergia”. 

Infinity Bio Energy: Empresa do setor de etanol, que atua na produção e distribuição de álcool e de outros combustíveis renováveis. Seu fundador e principal executivo, Sérgio Thompson-Flores, aposta no desenvolvimento do etanol como combustível alternativo. No momento, a Infinity investe na aquisição de oito usinas e na construção de outras cinco. Em maio do ano passado, a companhia, que trabalha de forma sustentável, abriu seu capital na bolsa de Londres para grupos emergentes. Até março de 2007, investiu mais de US$ 300 milhões nos setores onde atua. Integra o quinto painel, “Agroenergia”. 

SLC Agrícola: É uma das maiores empresas brasileiras de agribusiness. Possui oito fazendas distribuídas em cinco estados brasileiros (Centro-Oeste), atuando no plantio de algodão, soja, milho e café. Atende ao mercado interno e de exportação. Ao longo de 30 anos de história, se especializou na aquisição de terras em regiões agrícolas - processo que prioriza a análise do potencial de desenvolvimento logístico das áreas para garantir sua futura valorização. Presidida por Arlindo Moura, a empresa estuda seu ingresso no mercado de biocombustíveis, mantendo áreas experimentais com cana-de-açúcar em cinco fazendas. Participa do terceiro painel, “Novos Mercados e Novos Produtos”. 

Amaggi: É a empresa líder do Grupo André Maggi. Importa e comercializa fertilizantes e também é responsável pela produção de sementes de soja de qualidade. Atua nos estados de Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, e detém uma estrutura para comercializar, armazenar, processar, transportar e fomentar a produção de soja no Mato Grosso, através de recursos ou insumos. A matriz do grupo em Rondonópolis (MT) faz ligação direta com os principais centros de comercialização de soja em todo o mundo. Assim, a soja, o farelo e o óleo produzidos são exportados para a Austrália e países da Europa e Ásia. O grupo integra o primeiro painel, “O Agronegócio como Negócio de Risco”.

 (Matéria Editada em 24/11/07 às 18h25)

 

Sustentabilidade: o desafio da agropecuária

O grande desafio da agropecuária nacional será a produção de modo sustentável, seguindo os moldes de uma agenda ambiental. Para se adaptar aos novos tempos, os agricultores da atualidade deverão também assumir o papel de ecologistas.

A idéia será defendida pelo Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, durante o 9º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura. 

De acordo com o secretário, num futuro próximo deverão ser eliminadas as diferenças existentes entre o ecologista e o agricultor, bem como o dilema entre produzir e preservar, por meio da incorporação de variáveis ambientais no modo de produção rural. 

Graziano participará do sexto e último painel do congresso, “O Agronegócio e o Meio Ambiente”.

 (Matéria Editada em 26/11/07 às 19h11)

  

Otaviano Pivetta, presidente do Grupo Vanguarda do Brasil, participa do 9º Congresso de Agribusiness da SNA

O deputado estadual de Mato Grosso e presidente do Grupo Vanguarda do Brasil, Otaviano Pivetta, será um dos palestrantes do 9º Congresso de Agribusiness, que a Sociedade Nacional de Agricultura realiza, com o patrocínio do Sebrae-RJ, nos dias 4 e 5 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Entre outros assuntos, Otaviano Pivetta falará sobre a temática do primeiro painel, “Agricultura como negócio de risco, o custo-Brasil, a competitividade brasileira e as legislações agrária e ambiental”. 

O deputado também irá abordar as condições de produção em Mato Grosso – o estado onde atua – destacando as inovações que vem implementando no setor agropecuário, que o ajudou a driblar a crise do agronegócio e lucrar nos anos em que a maioria dos produtores perdeu. Uma das saídas, segundo Pivetta, foi a verticalização da produção, ou seja, a ampliação e o incremento dos meios produtivos, como forma de potencialização. 

Outras iniciativas tomadas pelo Grupo Vanguarda do Brasil foram o selo EUREPGAP-GLOBALGAP de qualidade no campo e a preservação de áreas ambientais. 

Como empresário rural e político atuante, Otaviano Pivetta se preocupa com a responsabilidade social e ambiental. “O estado de Mato Grosso precisa assumir suas vocações, e nós as nossas responsabilidades. Há muito tempo constatamos que produzir matérias-primas de baixo valor agregado, no sistema de monocultura, não seria sustentável. Por isso, nos organizamos com uma receita econômica diferenciada e hoje a Vanguarda do Brasil é a empresa mais diversificada e verticalizada do Centro-oeste”, explica Otaviano. 

Segundo ele, os riscos podem ser prevenidos, mas as incertezas não. Dentro desse conceito, Otaviano vai abordar como uma empresa de agronegócio no Brasil deve se comportar para que, de forma competitiva, possa alcançar novos cenários e mercados cada vez mais exigentes. “Um quadro de incertezas se descortina sobre a produção agrícola brasileira, mais precisamente em Mato Grosso”, diz ele. “Fatores como falta de logística e custos de transporte aos portos de exportação da produção agrícola asfixiam os produtores”.  

Para Pivetta, a indefinição da legislação ambiental e a pressão internacional contra o desmatamento da Amazônia demandam respostas modernas, como a produção com sustentabilidade e a busca por certificações internacionais de boas práticas agrícolas. Assim, a Vanguarda do Brasil foi a primeira empresa do mundo a receber a certificação EUREPGAP-GLOBALGAP para a produção de soja e milho convencional em uma de suas unidades. 

A certificação internacional é um protocolo de boas práticas agrícolas, responsabilidade social e ambiental, o qual agrega valor à produção de soja e milho formando uma espécie de blindagem e um convite para futuros investidores e parceiros produzirem com sustentabilidade. 

As exportações mato-grossenses registraram crescimento de 2% entre janeiro e abril de 2007, em relação o mesmo período do ano passado. Esse aumento resultou em um valor acumulado de US$ 1,44 bilhão, cerca de US$ 29,3 milhões a mais do que o valor acumulado no mesmo período de 2006. Com esse resultado, Mato Grosso continua entre os dez maiores exportadores do país. Na região Centro-Oeste, as exportações mato-grossenses lideram a participação, sendo responsáveis por 54,52% do total exportado. 

A Vanguarda do Brasil contribui com esses números, sendo uma das empresas de maior produção de soja do país, com unidades distribuídas na região Médio-Norte mato-grossense. A empresa é gestora de produção agrícola de soja, milho, algodão, arroz, nos segmentos de pecuária bovina e suína, usina de óleo, farelo, beneficiamento de algodão e fábrica de ração.

 (Matéria Editada em 27/11/07 às 22h30)

 

Café com certificação é resultado das demandas do consumidor moderno 

É fato que, a cada ano que passa, o consumidor torna-se mais exigente em relação ao que compra. Prefere produtos mais saudáveis e naturais, quer ter a certeza da qualidade, da origem e até da aparência daquilo que irá consumir. 

Esta tendência reflete em vários setores, e na cafeicultura brasileira não poderia ser diferente, principalmente por ser o Brasil o maior produtor e o maior exportador de café do mundo. 

A crescente exigência em relação à compra de produtos, principalmente por parte dos consumidores de países desenvolvidos, está fazendo com que o setor cafeeiro no Brasil aumente a cobrança quanto à certificação de propriedades produtoras. 

Este assunto será apresentado por Marco Antonio Suplicy, da Suplicy Cafés Especiais, durante o 9º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura. Participante do quarto painel (“Agregando valor aos produtos: novas tecnologias e novos nichos de mercado”), Suplicy vai mostrar que é cada vez mais comum a presença de auditores de firmas certificadoras independentes, pagos pelo próprio produtor, para orientá-lo em relação às técnicas mais indicadas em sua propriedade. 

 

Petrobrás tem plano estratégico para comercializar etanol 

A Petrobrás vai divulgar, no 9º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura, seu Plano Estratégico 2020 para a comercialização do etanol e o refino da biomassa (derivados de organismos vivos utilizados na produção de combustível)

A iniciativa foi motivada pela forte demanda global dos biocombustíveis nos últimos anos e sua ampliação na matriz energética mundial. Atualmente, o Brasil se destaca como segundo maior produtor e maior exportador mundial de etanol.

No âmbito do Plano Estratégico 2020, ganham destaque dois projetos: Alcoolduto Senador Canedo – São Sebastião, centrado em logística e comercialização, a fim de expandir a produção de etanol, tendo em vista os mercados internacionais; e Tecnologia de Processo HBIO, com foco na produção de diesel com conteúdo renovável, por meio do co-processamento de óleo vegetal nas refinarias da Petrobrás.

Durante o 9º Congresso de Agribusiness serão mostrados os estágios de desenvolvimento do Plano, dados sobre investimentos e perspectivas. Representada por seu Gerente de Desenvolvimento de Novos Projetos, Gilberto Ribeiro de Carvalho, a Petrobrás participa do quinto painel, “Agroenergia”.

 (Matéria Editada em 29/11/07 às 23h10)


 

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