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Associação Riograndense de Imprensa promove Fórum Mundial das Águas em Porto Alegre

 

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Matéria editada em 12/10/2003 às 23h45:

Fórum Internacional das Águas: Carta de Porto Alegre é divulgada

Diretores da Associação Riograndense de Imprensa, entidade promotora do Fórum Internacional das Águas - A Vida em Debate - Foto: ABN News - Agência Brasileira de Notícias (Desde 1924) - Since 1924: Brazilian News Agency

Os diretores da Associação Riograndense de Imprensa, entidade promotora do Fórum Internacional das Águas - A Vida em Debate



Porto Alegre (ABN News) - A Associação Riograndense de Imprensa, uma das entidades promotora do Fórum Internacional das Águas - A Vida em Debate, encerrado dia 11 de outubro em Porto Alegre, e que teve a participação de estudiosos, comunicadores, autoridades e sociedade, divulgou o documento intitulado Carta de Porto Alegre. Confira a íntegra do manifesto:

"Foram necessárias realizações fantásticas como dominar a tecnologia, de conquistar o espaço, de conhecer profundamente alguns que eram considerados há poucas décadas verdadeiros mistérios da humanidade, para que os seres humanos voltassem a prestar atenção nas riquezas do planeta Terra.

Hoje, as condições dos recursos naturais dominam discussões globais, e isso não ocorre por acaso. O mundo atual, com seus quase 6 bilhões de habitantes, convive com as diferenças entre a abundância e a escassez, entre políticas reconhecidas e o descaso, entre a possibilidade de futuro sustentável e os desgovernos.

O Fórum Internacional das Águas é cenário orgulhoso de uma das discussões, talvez a mais importante; a que fala sobre o nosso bem mais precioso: a Água.

As declarações do Secretário Geral da ONU, Koffi Anan, publicadas em documento, ilustram bem o espírito que norteou nosso trabalho de estruturação temática e de conteúdo do evento. Ele disse: "é provável que a água se transforme numa fonte cada vez maior de tensão e competição entre as nações, a continuarem as tendências atuais; mas também poderá ser um catalisador para viabilizar a cooperação entre os países".

As entidades promotoras, os apoiadores e os milhares de participantes deste Fórum Internacional das Águas selaram o compromisso de possibilitar este momento de intensa troca entre diversas nações do mundo. Somos a partir de hoje, aqui, os avalistas de alternativas sustentáveis e dignas para um problema que não pode ser ignorado.

Efetivamente, o uso dos recursos hídricos, disponíveis no planeta nas suas mais diversas formas de utilização, e a busca dos recursos financeiros para a necessária expansão dos serviços de abastecimento de água e adequado tratamento dos esgotos, têm se desenvolvido internacionalmente através de modelos de gestão contraditórios em seu caráter: o público e o privado.

Já são inúmeros os exemplos de esgotamento de reservas naturais devido a gestões predatórias, calcadas na busca irresponsável de lucro financeiro transitório. Vários são os governos e comunidades organizadas que, constatando a ineficácia, revisaram e alteraram os processos de privatização.

Por outro lado, muitas são as alternativas de gestões públicas eficientes, sustentáveis e éticas. A partir deste evento, no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre, onde se desenvolvem exemplos dos mais bem sucedidos na gestão dos serviços de água, de esgotos e dos recursos hídricos, fortalecemos o repúdio às tentativas de privatização, reiterando a defesa do controle público dos recursos hídricos para o bem-estar de todos os homens e mulheres do planeta. Analisando as distintas experiências, não temos dúvidas de confirmar a maior eficácia daquelas que se sustentam nos princípios do caráter público, universal e socialmente controlado, daquelas que complementam a tendência da águas ser um catalisador de cooperação entre os países, não regulada pelas leis do mercado, mas única e simplesmente pelas leis do acesso universal: a água como um direito humano fundamental e inalienável.

É imprescindível assegurar o acesso à água a cada um dos cidadãos de todos os países, independentemente da condição sócio-econômica na qual se encontrem.

Para o desenvolvimento sustentado e a prosperidade dos povos, as gestões dos recursos hídricos e do saneamento ambiental necessitam estar integradas às demais políticas públicas, fortalecendo o poder local, as empresas públicas e os mecanismos de controle social dos serviços, reforçando a cooperação entre os entes federados e a participação da sociedade civil organizada. Para isto o planejamento e a gestão participativa com referência nas bacias hidrográficas, são fundamentais, bem como a revitalização e o reforço dos sistemas públicos de água para melhorar o nível de qualidade e eficiência.

A água deve ser totalmente excluída das negociações da OMC -Organização Mundial do Comércio, da ALCA e dos Tratados de Livre Comércio e não deve ser considerada como matéria de bens, serviços ou investimentos em nenhum acordo internacional, regional ou bilateral. Também rejeitamos os condicionamentos que impõem os organismos financeiros internacionais para liberação de empréstimos dirigidos à gestão de água, violando a soberania de nossos povos.

"É preciso dar às pessoas o direito de beber água limpa, o direito de ter acesso à saúde, o direito de comer três vezes ao dia. Isso não custa muito caro". Estas palavras do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, traduzem o pensamento das instituições e organismos e participantes reunidos no Fórum Internacional das Águas - A Vida em Debate".

O Fórum Internacional das Águas foi promovido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI) em conjunto com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, DMAE, CORSAN, ABES, SOPS e Prefeitura de Porto Alegre, teve o patrocínio da Petrobrás, Eletrobrás, Furnas Centrais Elétricas S.A., Itaipu Binacional, CGTEE - Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, Correios, Caixa e Aracruz.


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Matéria editada em 08/10/2003 às 20h42:

Ministra do Meio Ambiente abre Fórum Mundial das Águas em Porto Alegre

Evento acontece em Porto Alegre, tendo o presidente da Internacional Water Association, Michael Rouse, como uma das atrações

 

O jornalista Ercy Pereira Torma, presidente da Associação Riograndense de Imprensa e a ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva no Fórum Internacional das Águas - A Vida em Debate - Foto: ABN News - Agência Brasileira de Notícias (Desde 1924) - Since 1924: Brazilian News Agency

O jornalista Ercy Pereira Torma, presidente da Associação Riograndense de Imprensa e a ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva, no Fórum Internacional das Águas - A Vida em Debate.


Porto Alegre (ABN News) - A ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi a estrela durante a abertura solene do Fórum Internacional das Águas – evento promovido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI) - que prossegue até sábado no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Ela, que na solenidade representou o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, fez um discurso emocionado e foi aplaudida de pé pela platéia que lotou o teatro da Fiergs. O ministro do meio ambiente do Paraguai Menandro Grisete também participou da solenidade junto com o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto. No evento foi lançado um carimbo alusivo ao evento e que será adotado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) até o dia 28, com a proposta de divulgar a iniciativa do Fórum, bastante elogiada por todos os participantes do primeiro dia.

Em seu discurso a ministra reiterou a necessidade do compromisso individual com a preservação. Também defendeu que haja um acordo social para que os países que tenham dinheiro e tecnologia remunerem os que têm áreas naturais e evocou a cosmovisão para descrever a água como um elemento social, econômico, espiritual e filosófico. Marina Silva também pediu que houvesse cuidado para que o consenso da preservação não fosse banalizado, destacando que o Brasil é uma potencia hídrica mundial. Ao mesmo tempo em que apelou pela conscientização, a ministra pediu que cada cidadão seja um “fiscal de si mesmo, em seu ambiente”.

O secretário-geral do Comitê Internacional para o Contrato Mundial das Águas, Ricardo Petrella, também esteve no Fórum onde falou sobre o projeto que defende e que consiste na criação de uma autoridade mundial para garantir a transparência no gerenciamento dos recursos hídricos e evitar a ameaça de escassez do líquido num futuro próximo, conforme garantem autoridades ambientais. Ricardo Petrella também desafiou o Fórum a se tornar o espaço onde seja declarada a ilegalidade da pobreza. “Se os discursos que ouvi até agora são verdadeiros, creio que a conclusão deste fórum será pela declaração da ilegalidade da pobreza”, reiterou. Ele garante que os 55 milhões de pessoas que não têm acesso à água potável no Brasil estão nesta condição não devido à escassez do produto: “mas porque são pobres”. Também destacou que se houver redução do desperdício, pode-se ampliar em muito a sobrevida do produto.

O Fórum Internacional das Águas está promovido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI) em conjunto com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, DMAE, CORSAN, ABES, SOPS e Prefeitura de Porto Alegre, com o patrocínio da Petrobrás, Eletrobrás, Furnas Centrais Elétricas S.A., Itaipu Binacional, CGTEE - Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, Correios, Caixa e Aracruz.


 

 

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