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Editoria de Sociedade & Eventos

 

Editada em 11/04/2007 às 00h12
 
Nova diretoria da Fenapro é empossada em Brasília

BRASÍLIA [ ABN NEWS ] A nova diretoria da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) tomou posse nesta terça-feira (10) em cerimônia realizada na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília. O evento também contou com a apresentação de blocos da peça teatral "Notícias Populares" em performance da Cia. de Comédia os Melhores do Mundo e  foi coroada com festivo jantar de confraternização.

A nova diretoria da Fenapro é formada por Ricardo Nabhan de Barros (MS), presidente; Saint-Clair de Vasconcelos (SP), vice-presidente; César Paim (RS), diretor de Assuntos Éticos; Ricardo Pereira (DF), diretor de Relações Governamentais; Juarez Beltrão (SC), diretor de Planejamento; José Maria Vargas (MG), diretor-secretário; Fernando Manhães (ES), diretor de Assuntos Interassociativos; e Aías dos Santos Lopes (3-RJ), diretor-tesoureiro.

Também foram empossados seis vice-presidentes regionais: Oswaldo Mendes Filho, para o Norte; Alexandre Luiz G. Araújo e Oliveira, para o Nordeste; Eduardo Crivellente Neto, para o Centro-Oeste; Airton José da Rocha, para o Sul; Esdras José Maciel, para o Sudeste (SP/MG); e Glaucio Binder, para o Sudeste (RJ/ES)..

O conselho fiscal ficou composto por Luiz Gonzaga Rodrigues Junior (MT), Ailton Marques de Lima (GO), José Adilson Lourenço (ES), Antonio Sarmento de Menezes (CE), Osvaldo Freitas Junior (PA) e Renata Carolina de Campos (PR).


Discurso - Leia a íntegra do discurso de posse do publicitário Ricardo Nabhan:

"Em primeiro lugar quero destacar a grande honra que sinto ao assumir a presidência da Fenapro, a entidade que representa um setor de inegável relevância em nosso país.

Junto com a presidência, estou assumindo a responsabilidade de continuar lutando pelas causas e pelos interesses legítimos deste setor. Desafio este que foi muito bem conduzido na última gestão pelo nosso presidente Calazans, a quem agradecemos o seu apoio e contribuição em defesa do setor.

Não tenho dúvida de que os desafios são grandes. Mas, eles não são maiores que a nossa coragem de enfrentá-los e de vencê-los. A Fenapro congrega os 20 sindicatos estaduais de agências de propaganda existentes no país. Nos poucos estados que ainda não possuem sindicatos, a própria Fenapro atua localmente, desempenhando esse papel agregador e indutor.

Os sindicatos filiados à Fenapro são presididos por empresários do setor da propaganda (pequenos, médios e grandes), que atuam como verdadeiros termômetros do mercado, sentindo na própria pele as demandas e carências dos anunciantes e das agências filiadas; identificando as vocações regionais e as oportunidades de fortalecimento do negócio da propaganda em cada praça.

Dessa ampla presença nacional e de sua grande capilaridade decorre à força da Fenapro e sua representatividade. São, portanto, esses atributos de força e representatividade que nos propomos a preservar, cultivar e ampliar, através de uma união ainda mais efetiva e perene entre todos os elos da nossa cadeia de mercado.

Agências, veículos, anunciantes e tantos outros parceiros que agregam valor ao produto publicitário precisam se unir na luta pelo fortalecimento do negócio da propaganda.

Existe um significado para o fato de estarmos esta noite na sede da CNI. A indústria da propaganda despontou de fato no Brasil paralelamente à instalação das grandes indústrias no País na década de 60. Nesta época eram poucas agências, poucos profissionais, mas talentosos e grandes anunciantes, quase todos concentrados no eixo RIO-SP. A propaganda viveu então sua fase áurea nas décadas de 60,70 e 80 conquistando prêmios internacionais e transbordando glamour.

Mas a nossa propaganda foi ainda mais longe: ingressou rapidamente num período de profundas transformações. Se tivermos que estabelecer um marco para o início dessas transformações, sugiro aqui o boom universitário. Com a profusão dos cursos pelo País uma nova realidade se impôs.

A comunicação social já é o segundo entre os cursos mais procurados pelos estudantes. Atualmente existem mais de 390 cursos em todo o território nacionall, com cerca de 150 mil jovens estudando comunicação e 15 mil novos profissionais formados a cada ano.

São mais de 4 mil agências de propaganda espalhadas por todo o Brasil, atendendo às necessidades de milhares de anunciantes; alimentando todo o nosso grandioso complexo de mais de 8 mil veículos de comunicação; e prestando um serviço relevante a milhões de pessoas, receptivas à informação publicitária, que facilita suas decisões de compra e estimula sua inclusão no mercado consumidor de bens e serviços.

Nestas últimas décadas mudou-se a distribuição geográfica dos profissionais de propaganda sem mudar a distribuição das verbas publicitárias, isto tanto no setor privado, como no publico. Precisamos desenvolver ações para uma melhor distribuição das verbas a fim de oferecer oportunidades de desenvolvimento para os estudantes, profissionais e empresários que existem nesse nosso imenso País.

Portanto, o grande desafio de nossa administração é sem duvida o desenvolvimento, o crescimento e a valorização do mercado da publicidade regional, onde existem agências e profissionais extremamente talentosos e que fazem uma comunicação de excelente qualidade. Muitos anunciantes estão abrindo ou até mesmo deslocando suas empresas para o interior do País, atraídos pelos incentivos fiscais e pelas vocações regionais, mas que estranhamente não prestigiam as agências locais.

É preciso que todos entendam que o Brasil só avança se os Estados também crescerem, não só com a abertura de novas empresas, mas também fazendo com que essas empresas passem a utilizar a capacidade profissional das agências de propaganda dos mercados onde atuam, mesmo que essa oportunidade se dê através de acordos operacionais com as grandes agências localizadas nos grandes centros. Afinal, são as agências regionais que conhecem, como ninguém, as características de cada praça.

Vamos também discutir junto à esfera federal a regionalização das verbas publicitárias do governo e de suas estatais. O atual critério de seleção acaba alijando um imenso numero de agências do processo licitatório da publicidade federal.

São muitas as batalhas que teremos que travar.

A segunda delas, pela valorização do nosso trabalho, da nossa imagem, e pela preservação da ética no nosso setor. Não podemos aceitar mais que sejamos todos colocados no banco dos réus, com nossa profissão sendo humilhada, com declarações repletas de adjetivos ásperos, por fatos isolados de alguns, que usaram a atividade para a prática de negócios escusos, deixando rastro de vergonha que prejudica todo o setor.

A propaganda brasileira já alcançou sua maturidade como negócio e como atividade, e, além de gerar prêmios e reconhecimento internacional, revela um grande potencial para gerar também empregos, arrecadação e desenvolvimento. O setor movimentou em 2006 nada menos que R$ 23,9 bilhões em mídia e produção, dando a dimensão e a importância da indústria da Propaganda.

Temos que lutar pela nossa viabilidade econômica enquanto empresa, por condições de remuneração mais justas e condignas, não nos submetendo a produzir cada vez mais por menos dinheiro.

Vamos lutar também por uma educação mais consistente e efetivamente formadora de jovens profissionais preparados e competentes, porque serão eles os herdeiros dos nossos desafios e os responsáveis pela continuidade da nossa obra.  Ao mesmo tempo em que nos preocupamos com os jovens, temos que incentivar a atualização e aprimoramento dos profissionais que já estão atuando no mercado. Nesse sentido, cabe aos sindicatos estaduais que compõem a Fenapro ampliar ainda mais as oportunidades de formação e qualificação de pessoal, através da realização de cursos, seminários, palestras e workshops.

Quanto aos empresários e dirigentes das agências, pretendemos incentivar fortemente a adoção de modelos mais modernos e eficientes de gestão, especialmente para as pequenas e médias agências, que constituem a grande maioria deste mercado, visando ampliar sua agilidade, sua produtividade e sua qualidade técnica.

Mas, as nossas tarefas não param por aí. É preciso cerrar fileiras para exigir do poder constituído uma política tributária específica e realista. Uma carga tributária que não sobrecarregue os empreendedores do setor, como acontece hoje, a ponto de sufocá-los com impostos e obrigações, que chegam a comprometer sua sobrevivência. Senhoras e senhores nossos desafios são imensos.

Por fim, é vital que a indústria da propaganda, que sempre contribuiu e continuará contribuindo para a preservação da liberdade de imprensa e da livre expressão de idéias, não continue a ser injustamente vitimada por leis que restringem a liberdade de anunciar. O que se observa hoje é que, a cada dia, mais e mais produtos são condenados ao silêncio na mídia, por decisão de órgãos oficiais que se arrogam o papel de censores. Com critérios questionáveis, abusam do direito de decidir, por si, quais os produtos que podem e quais os que não podem fazer propaganda. Essa postura nos parece incoerente e antidemocrática, pois, se um produto é considerado inadequado para a nossa sociedade, antes de proibir sua divulgação, que proíbam a sua produção!

Entendemos que só o mercado e a própria consciência do consumidor podem ter esse poder de vida e morte sobre produtos oferecidos à sociedade.

Enfim, meus amigos, são esses os desafios e oportunidades da nova diretoria da Fenapro.

Temos ao nosso lado os dirigentes dos 20 sindicatos estaduais, um grupo coeso, idealista e atuante, que vai nos apoiar nesta missão. Contamos também, em nossas fileiras, com os empresários do setor, que compartilham as nossas idéias e o nosso objetivo de fazer com que o negócio da propaganda se fortaleça ainda mais no Brasil.

Estaremos cada vez mais próximos das entidades que se aliam a nós na busca de novas conquistas para o setor, como o Cenp - Conselho Executivo das Normas Padrão, a Abap -Associação Brasileira das Agências de Publicidade, o Conar - Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária e tantas outras valorosas entidades.

A Fenapro agradece a CNI que cedeu esta casa para a posse da diretoria de nossa Federação e a Rede Globo pelo apoio a este evento. E para homenagear esta Entidade cito uma frase de um ícone da indústria mundial, Henry Ford, que diz: "Reunir-se é um começo. Manter-se unido é um progresso. Trabalhar unido é um sucesso".

Com tudo isso, podemos afirmar o nosso entusiasmo, a nossa certeza de sucesso à frente da Fenapro, e mais que isso, a mais forte convicção de que com propaganda, o País avança!

Muito obrigado". 
 

 

Foto: Divulgação/Fenapro
Ricardo Nabhan afirmou em seu discurso que assume a responsabilidade de continuar lutando pelas causas e pelos interesses legítimos do setor publicitário.
 
Foto: Agência Brasileira de Notícias / Brazilian News Agency (ABN)
Os publicitários Aias dos Santos Lopes, Clóvis Speroni (Agência 3), Luciana Vasconi (Agência 3) e a jornalista Cláudia Penteado (Jornal do Brasil)
 
Foto: Agência Brasileira de Notícias / Brazilian News Agency (ABN)
Os publicitários Petrônio Corrêa, Márcio Erliche e Aias dos Santos Lopes
 
Foto: Agência Brasileira de Notícias / Brazilian News Agency (ABN)
Avenir Angelo Rosa, Jose Antonio Calazans (Conteporanea) e o advogado João Luiz Farias Netto.
 
Foto: Agência Brasileira de Notícias / Brazilian News Agency (ABN)
O ex-presidente da Fenapro, José Antonio Calazans, Avenir Angelo Rosa e Ricardo Nabhan de Barros, novo presidente empossado da Federação Nacional das Agências de Propaganda.

 

Editada em 11/04/2007 às 00h12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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