28/07/2010 21:18
CBF aprova ritmo das obras do Mineirão com chance de sediar abertura da Copa 2014

Ricardo Teixeira vistoriou as obras do estádio que seguem rigorosamente os prazos estabelecidos pela Fifa
BELO HORIZONTE [ ABN NEWS ] - O governador Antonio Anastasia vistoriou, nesta quarta-feira (28/07), o andamento das obras do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, acompanhado do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Durante a visita, o governador explicou ao presidente da CBF como estão os processos de preparação do Mineirão para a Copa de 2014, que seguem, rigorosamente, todos os cronogramas estabelecidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Satisfeito com os resultados vistos, Ricardo Teixeira parabenizou Belo Horizonte por ser a sede mais avançada em relação às obras de seu estádio, o que coloca a capital mineira na frente da disputa pela abertura dos jogos de 2014.
“A obra do Mineirão é o grande esforço que Estado e Prefeitura têm feito pra mostrar que queremos ser, não mais uma sede, mas, de fato, a melhor sede da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, aqui em Belo Horizonte e pleiteando, naturalmente, os grandes jogos”, ressaltou o governador, em entrevista. Antonio Anastasia também explicou ao presidente da CBF que, hoje, o Mineirão se encontra em sua segunda etapa de obras e, já em agosto, ocorrerá a entrega de propostas da licitação para a terceira etapa.
Conforme explicou o governador, a segunda etapa, que inclui o rebaixamento do gramado, ficará concluída até final do ano e, a partir de então, o estádio começará sua “grande obra, que vimos ali (na maquete e no vídeo ilustrativo exibido no início da visita das obras). Portanto, está tudo dentro do cronograma e espero que o acompanhamento feito pela CBF e pela Fifa seja sempre permanente, até para mostrarmos o que estamos fazendo”.
Ricardo Teixeira, que está visitando todos os estádios selecionados para a Copa de 2014, disse que as obras do Mineirão são as mais adiantadas entre todos os estádios que sediarão a próxima Copa do Mundo e, por isso, Belo Horizonte já se apresenta com vantagens para sediar a abertura dos jogos. “Efetivamente estou muito feliz de saber que Belo Horizonte é, inegavelmente, a sede que está mais avançada em relação às obras de reforma de seu estádio. A expectativa é exatamente essa, que a participação do Mineirão seja bastante importante no contexto da Copa do Mundo de 2014”, disse.
O presidente da CBF também agradeceu ao governador Anastasia que, desde o início, comandou o processo administrativo em relação à sede de Minas Gerais para a Copa de 2014. “Antonio Anastasia sempre nos atendeu – a nós, da Fifa e a nós, da CBF –, no comitê organizador, muito bem. Quero parabenizá-lo porque efetivamente isso demonstra a sua capacidade de gestão”, ressaltou.
O prefeito Marcio Lacerda destacou o trabalho que está sendo feito para que a capital possa concorrer à abertura da Copa de 2014. “Belo Horizonte está na frente e pode concorrer à abertura da Copa, mas esta é uma decisão da Fifa, que será tomada mais adiante. Temos aqui um Governo Estadual que funciona muito bem, dá bons exemplos de gestão para o país, em perfeita sintonia com a prefeitura. Temos um plano estratégico já com 54 projetos e ações em fase de detalhamento. Tenho certeza que vamos brilhar nesta Copa”, afirmou.
Ele também ressaltou a importância do projeto de mobilidade urbana, a exemplo do início de obras de melhoria do acesso ao Mineirão. “Belo Horizonte foi a única cidade que assinou o contrato de financiamento com a Caixa para o PAC da Mobilidade, no final de junho. Já começamos efetivamente obras como, por exemplo, o viaduto de acesso ao Mineirão, na interseção da Abrahão Caram com a Antônio Carlos. Estamos otimistas”, falou o prefeito de Belo Horizonte.
os presidentes dos três grandes clubes de Belo Horizonte (América, Atlético e Cruzeiro) também acompanharam a visita às obras do Mineirão.
Retirada do gramado
Todos ainda presenciaram, nesta quarta-feira, o início da retirada do gramado do Mineirão, que faz parte da segunda etapa das obras de modernização do estádio, iniciada no dia 26 de junho. A retirada do gramado será feita em placas de aproximadamente 40 cm X 60 cm.
Esse procedimento permite melhor aproveitamento do gramado para replantio, que será feito em diversos projetos do Governo de Minas. Uma vez removida, em operação que irá durar sete dias e contará com equipamentos especiais, a grama passará por um processo de hidratação e deverá ser replantada em até 48 horas.
Após a retirada do gramado do Mineirão, serão realizados os serviços de escavação, que permitirão o rebaixamento do campo em 3,4 metros para que a visibilidade do torcedor seja garantida em qualquer ponto do estádio. Nessa etapa das obras, que será concluída em dezembro deste ano, o Governo de Minas está investindo R$ 3 milhões.
A terra removida para o rebaixamento do gramado será utilizada nas obras de ampliação do Boulevard Arrudas e nas obras de duplicação da BR-040. Considerada resíduo sólido, a terra teve sua destinação aprovada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. As duas obras têm licença ambiental.
Também durante a visita, autoridades e imprensa conheceram o processo, já em andamento, de demolição de parte das arquibancadas inferiores e da geral. O concreto recolhido da demolição passará por um processo de reciclagem, sendo triturado em uma máquina britadeira e reaproveitado na composição de uma das camadas das rampas de acesso às cadeiras.
1ª e 3ª etapas
Na primeira etapa das obras, realizada de janeiro a junho deste ano, com investimentos de R$ 8,2 milhões, foram feitas correções na estrutura do estádio, intervenção necessária à realização das duas etapas seguintes.
Na terceira etapa, prevista para ser iniciada em janeiro de 2011 e concluída em dezembro de 2012, serão instaladas bilheterias, equipamentos, câmeras, cobertura (para retirar a incidência de luz solar do gramado), estacionamento e passarela ligando o Mineirão ao Mineirinho. O valor estimado é de R$ 654,5 milhões, dos quais R$ 400 milhões poderão ser financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante pela empresa ou consórcio que ganhar a licitação.
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