07/06/2010 16:12
Democracia se consolida no País com a ajuda da Imprensa com Liberdade de Expressão

Democracia se consolida no País com a ajuda da Imprensa. Esta foi uma das conclusões do III Fórum de Liberdade de Imprensa & Democracia realizado pelo Portal Imprensa, na Fiesp
SÃO PAULO [ ABN NEWS ] - "A Liberdade de Imprensa só se pode discutir quando a temos. Por isso, liberdade e democracia andam juntas." A afirmação do jornalista Sinval Itacarambi Leão traduz o espírito do evento patrocinado pela Revista e o Portal Imprensa, além de outros parceiros neste processo.
Se por um lado a revogação no ano passado da Lei de Imprensa, surgida no período de exceção, foi um avanço, por outro houve um retrocesso, agora, com a tentativa de se criar um Conselho Federal de Jornalismo, por parte do governo federal, e que não chegou a ser apreciada no Congresso Nacional.
O mediador Ricardo Viveiros, jornalista-chefe da Comunicação Corporativa da Fiesp, lembrou que a propaganda é um dos pilares da cultura, pois integra os hábitos de um povo ao tratar da comunicação comercial.
Eleno Mendonça, da DPZ Propaganda, concordou e analisou o convívio da propaganda com a notícia. Como jornalista, criticou a prática control c + control v (recurso de copiar e colar textos) no exercício de alguns profissionais, enfatizando a necessidade da boa formação.
Argentina, Bolívia, EUA e Irã
Na conferência de abertura, o jornalista Ariel Palácios, correspondente de O Estado de S. Paulo, em Buenos Aires, traçou um panorama da complexa política argentina e da relação entre a Imprensa e o casal Kirchner (Nestor, o ex-presidente da República, e Cristina, a atual), que silenciou e não deu sequer uma coletiva. A frase "estamos indo bem, agora não precisamos da imprensa", dá o tom do tenso relacionamento.
O jornal Clarín, que havia apoiado inicialmente o casal e acabou no campo oposto, é o exemplo mais claro da interferência governamental. Outras tentativas de cerceamento dizem respeito à Lei de Mídia enviada ao Congresso, bem como a restrição de área demográfica de atuação das emissoras de TV de sinal aberto e a cabo e, ainda, os piquetes organizados nas portas das fábricas a fim de impedir a saída de impressos da oposição.
"No governo [Carlos] Menem houve muitos processos contra a Imprensa. A novidade é a intensificação dessa censura por qualquer pequeno comentário", avaliou Palácios.
Já para Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S. Paulo, de volta ao País há dois meses após uma década no exterior, traçou um panorama dos governos Bush [pai e filho], a eleição de Barack Obama à presidência, além do "ufanismo" que tomou conta da imprensa norte-americana após o 11 de Setembro que desembocou no ataque ao Iraque, aposentando temporariamente o desejado exercício crítico da profissão, em sua avaliação.
Para o ex-presidente da Bolívia [2003-2005], Carlos Mesa Gisbert, hoje à frente da Fundación Comunidad, o atual mandatário Evo Morales promove a desestabilização dos meios de comunicação. "A democracia é um valor universal", sintetizou.
[Imagem:Divulgação]
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