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 Cidades/Macaé

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03/08/2009 11:10

Capital Inicial reúne 30 mil pessoas no Parque de Exposições de Macaé

MACAÉ [ ABN NEWS ] - “Essa noite foi inesquecível”. Com essas palavras, o vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, definiu para as 30 mil pessoas que lotaram o Parque de Exposições Latiff Mussi Rocha, o show realizado em Macaé na madrugada de sábado para domingo, em comemoração aos 196 anos de emancipação político-administrativa da cidade.

O show, com recursos visuais semelhantes ao último DVD da banda, Multishow ao Vivo, gravado em Brasília, apresentou sucessos como “Mais”, “O mundo”, “Independência”, “A vida é minha”, “Fogo”, “Natasha” – quando uma boneca inflável foi erguida na frente do palco – entre outras, como a releitura de “Mulher de Fases”, do Raimundos e a clássica “Fátima”. Mostrando simpatia e total interação com o público, Dinho, que usou durante boa parte do show uma blusa da banda de rock AC/DC, voltou ao palco para dois bis: na primeira vez, sozinho e depois com os outros músicos.

O prefeito Riverton Mussi, acompanhado da primeira-dama, Márcia Moraes, assistiu ao show e destacou que a Exposição Agropecuária foi preparada para levar lazer à família macaense com segurança e variedade. “Tivemos shows para todos os gostos e a participação da população foi fundamental para engrandecer o evento”, disse.

Antes do show, Dinho Ouro Preto concedeu uma entrevista na qual analisou o rock na cultura nacional. “Nós sempre achamos que o rock devia ser popular. Mesmo em Brasília, quando éramos adolescentes, acreditávamos que era possível escrever bem o português, vendo muito o exemplo do Renato. A gente sempre quis que fosse algo popular”, disse, se referindo a Renato Russo, da Legião Urbana.

Questionado sobre a cultura de massa que dita as normas da indústria fonográfica, Dinho opinou que não é necessário preconceito. “O Brasil é imenso e sua cultura também é diversa, tanto quanto o tamanho do país, e é algo a ser celebrado. O que a gente queria quando a gente começou era que você não pudesse falar de cultura brasileira, sem falar do rock brasileiro. E nesse sentido a gente conseguiu o que queria”, afirmou.

Dinho também comentou sobre a temática contemporânea abordada por bandas, ao ser questionado sobre a escassa existência de bandas de rock que trabalham com a crítica social, como é o caso do Capital. “O que a gente vê com as bandas de rock é uma opção por evitar alguns temas. Mas isso não os faz melhores ou piores. No caso do Capital, nós crescemos com a redemocratização do Brasil, onde havia uma urgência e necessidade da juventude falar. Nós tínhamos vivido com os militares, sabíamos o que era repressão, as musicas do Aborto Elétrico – com Renato Russo – eram chamadas ao Ministério da Cultura com freqüência, a gente cresceu na ditadura. Mas hoje há espaço sim para a crítica social, no entanto, a garotada cresceu em outro momento do país”, disse.

 
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