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Xanadu

Dirigido por Robert Greenwald, "Xanadu" é um filme musical para os que apreciam temas românticos, apresentados em linha de narrativa poética e, sendo assim, com a liberdade líica de, com ingenuidade e magicamente, trazerem a mitologia grega aos cenários para interferir/coexistir em situações de personagens modernos.

Os intérpretes principais - a cantora australiana Olívia Newton-John, Michael Beck, Gene Kelly (de "Cantando na Chuva"; e "A Lenda dos Beijos Perdidos", com Cyd Charisse) e Sandahl Bergman - nos proporcionam momentos de diversão leve, destacando-se a trilha sonora, os efeitos de iluminação e a fotografia.

Os números musicais e as coreografias, assim como os diálogos e as circunstâncias descritas no roteiro, agradam aos que aceitam tudo, nos sonhos. Sim, porque neste filme de dança, as divindades mitológicas deixam o Olimpo temporariamente para vir à terra ajudar os seres humanos a concretizarem os seus desejos, apesar dos obstáculos, não importando as dificuldades que precisarem ser vencidas. Afinal, em um sonho, tudo pode acontecer!

Quatro décadas antes, Kira, deusa da dança, já tinha auxiliado um artista a transformar seus projetos em realidade. Sua intervenção bondosa se faz de novo necessária para ajudar um jovem e um antigo dançarino a materializarem o sonho de abrir uma discoteca muito especial para eles.

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em CIC Vídeo e DVD.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 19/09/02)

 

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Yol

Palma de Ouro em Cannes, "Yol" (Yol - Suíça/Turquia - 1982 - de Serif Goren - 111 min.) é um filme inesquecível, pungente, de "tirar lágrimas das pedras". A palavra-título significa "liberdade" em turco.

Excelente na forma e no conteúdo. Realista, mas com momentos de lirismo. Clima de suspense devido ao clima de tragédia permanente.

Impressionante, inclusive, porque Serif Goren dirigiu o filme quando estava na prisão...e conseguiu realizá-lo com eficiência, vigor e sensibilidade, enviando suas instruções para o exterior, orientando sua equipe e seus atores, até mesmo em cenários que apresentam dificuldades. Como pôde? Parece inacreditável, não? Deve ter sido a força maravilhosa da arte, vivenciada no sofrimento diário, guiada por ideais humanísticos.

Destaques: produção, direção, interpretação, roteiro, fotografia (belíssima) e trilha sonora; temas e personagens atuais; locações externas.

Intérpretes principais: Tarik Akan e Serif Sezer.

Em dramatização documental, "Yol" retrata homens e mulheres que tentam sobreviver apesar do país quase destruído, atormentado sob uma ditadura militar.Uma existência de prisões diversas.

Um ex-prisioneiro político busca se adaptar, na família e junto aos companheiros. Nada é fácil, sobretudo porque os preconceitos culturais, sociais e religiosos são inúmeros, principalmente no que se refere às mulheres.

Negligenciadas, humilhadas e abandonadas, elas também sofrem com vários tipos de violência física. Nem mesmo como esposas e mães são respeitadas. A elas não se dá amor, nem liberdade. A elas se nega a vida!

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Poletel.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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