Brasília    Buenos Aires    Frankfurt    Macau    Maputo    Milão    Moscou    Nova York    Lisboa    Los Angeles    Roma    Paris    Pequim    Washington
 
 

ABN News: A Mais Ampla e Completa Cobertura Jornalística com 49 Editorias cobrindo o Brasil e o Mundo 24 em Tempo Real

 
Brazilian News Agency - Since 1924 Articulistas      Cultura    Hotéis & Resorts
Informática      Cinema Viagem & Turismo
Automóveis      Imprensa Relações Exteriores
Fotojornalismo     Literatura Sociedade & Eventos
   

Desde 1924: Agência Brasileira de Notícias - Since 1924: Brazilian News Agency - ABN News

 

 
 

 

Empregos e Currículos

 

 

 

Cinema

Editoria de Cinema

Filmes, Comentários & Críticas

 

A B C D E F G H I J K L
M N O P Q R S T U V-W X-Y Z

 

Selecione clicando na primeira letra do título do filme sem os artigos A (s) e O (s). Exemplo: A Vida é Bela, clique na letra"V"

 

   T

 

 

 

Temporada Mortal

No gênero drama esportivo (individual, familiar e social), "Temporada Mortal " (The Deadliest Season - EUA, 1977- 98 min.) tem outro título: "Morte sobre o gelo".

Elenco: Meryl Streep, Michael Moriarty, Patrick O'Neal.

Merece ser visto e debatido, por sua atualidade de questionamento. Feito especialmente para a televisão, conta a história de um jogador de hóquei que perde o emprego porque, numa determinada partida, jogou corretamente, isto é, respeitando o adversário e sem recorrer à violência.

Por causa de sua atitude não-agressiva, ele e sua família são obrigados a enfrentar uma nova situação: mudança de cidade, atuação em outro time, com salário menor.

Mais tarde, o protagonista incidentalmente machuca (seriamente!) o jogador de outra equipe, seu amigo e de seus familiares. O esportista vem a falecer. Começa, então, uma batalha judicial, no esporte e na mídia, em torno da questão da responsabilidade pela violência.

Os bastidores esportivos, assim como o público, revelam-se incentivadores de atos agressivos precedidos de nenhuma ou pouca reflexão sobre as suas possíveis conseqüências.

À medida que os advogados expõem os seus argumentos, nós podemos vivenciar as questões éticas e morais presentes, inclusive, na prática do esporte.

Em 96 minutos, "Temporada Mortal" coloca diante de nós a temática da violência na sociedade e, em particular, nas partidas esportivas.

Um filme sério, competente e humano.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 19/09/02)

 

Subir

 

Tempos Modernos

Cercados de problemas sócio-econômicos e piscológicos, tanto individuais quanto coletivos, achamos de utilidade fazermos alguns comentários sobre uma obra-prima do cinema mudo. Charles Chaplin dirigiu e protagonizou "Tempos Modernos " (Modern Times - EUA,1936 - em preto e branco, 87 min.), cujo enredo foi ambientado nos anos da Depressão e, no estilo de parábola urbana contemporânea, teve o grande mérito de ressaltar as conseqüências nefastas da industrialização sem consideração pelo bem-estar da pessoa humana.

No filme, as máquinas são engrenagens que escravizam,. Atormentam e enlouquecem os operários "em nome" do progresso tecnológico e a serviço de lideranças gananciosas. Quando a obra foi lançada, deu prejuízo nos Estados Unidos; posteriormente, já etiquetada de "socialista", teve a sua apresentação proibida na Alemanha dirigida por Hitler e no governo fascista de Mussolini, na Itália.

Todos esses obstáculos políticos não impediram a permanência de sua mensagem, sempre citada como fábula sobre a sociedade ambiciosa em que vivemos (ou fingimos "viver")...

No papel de um trabalhador de uma grande indústria, Carlitos lidera o elenco, em que também se destacam Paulette Goddard (a jovem órfã por quem ele se apaixona), Henry Bergman, Chester Conklin, Allan Garcia, Stanley Sanford, Hank Mann.

A história denuncia as condições de vida inaceitáveis dos personagens deserdados, desamparados, explorados e, por isso mesmo, marginalizados pelo desenvolvimento de que são, tragicamente, a força do trabalho, mas não, os beneficiários.

A linha de montagem constitui o cenário no qual Carlitos encontra a perda da razão; em um cabaré, dança e canta palavras absurdas, desconexas, sem sentido, em cena de insanidade antológica; ao carregar uma bandeira vermelha, para proceder a um conserto em via pública, vê-se confundido com um grevista e transformado em líder por acaso.

Idealista em busca de sua razão para existir, Carlitos continua a nos fazer refletir criticamente sobre uma realidade sócio-econômica que diz respeito a todos nós, e não apenas aos dirigentes e empresários.

Autor da história, do roteiro e da música do filme (orquestrada por Alfred Newman), Charles Chaplin nos ofereceu, em 87 minutos, um valioso instrumento de questionamento.

Assim, os dramas individuais compõem o rosto de uma sociedade injusta, insensível, consumista, sem empatia por seus membros,considerados meramente como peças descartáveis e de baixo custo,numa engrenagem que repetidamente corrompe, avilta, massifica.

Atentos às imagens significativas de "Tempos Modernos", e dispostos, também, a analisar com responsabilidade e abrangência esta nossa realidade do dia-a-dia, como pensar e transformar os conflitos entre a máquina e o homem, com essa trilha sonora de alarmes,campainhas e ruídos diversos, discursos enganosos e sofismas?

Em nossa angústia, trazemos à mente as palavras redentoras do ator e músico brasileiro, Jorge Mautner: "A imaginação, a religião e a arte funcionam como o coração em um mundo sem coração."

Os sentimentos, portanto, os valores espirituais e suas manifestações artísticas e culturais parecem indicar o caminho para aquela situação em que o ser humano dispõe, controla, domina os recursos materiais, colocando-os a seu serviço, em um processo solidário de educação contínua e permanente.

Como Chaplin, recusamos os "Tempos Modernos" movidos a lucro,suor e dores íntimas; exigimos uma modernidade autêntica, que proporcione a todo cidadão a oportunidade de se educar, realizando o seu potencial, contribuindo positivamente ao crescimento da sociedade como um todo diversificado, dinâmico, em fluxo constante de superação dos desafios propostos por avanços tecnológico-científicos.

Assisti ao filme no cinema. Em vídeo: Continental.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

Subir

 

Testemunha Ocular

O drama policial "Testemunha ocular" ( The Public Eye - EUA, 1992 - 98 min. - de Howard Franklin), cujo protagonista é um fotógrafo especializado em registrar cenas de crime, aborda, também, alguns aspectos urbanos, existenciais e psicológicos. Para ele, as vítimas, fotografadas em seus cenários de morte, são os sujeitos de sua câmera, e não, os problemas a serem solucionados, pelos detetives da polícia local.

Na Nova York de 1942, Bernzy está entre os melhores do ramo. Como repórter fotográfico, entretanto, tem pontos em comum com os policiais: busca, supostamente, comportar-se com objetividade, numa atitude de frieza profissional, diante de cadáveres e tragédias.

Destaques: produção, direção, interpretação, roteiro; fotografia; tema principal e personagens; reconstituição de época (figurinos, adereços); o clima de romance policial "noir"; o amor numa perspectiva realista, naturalista, de atração física e afetiva, amadurecida na vivência do dia-a-dia.

O êxito do diretor revela-se, é claro, na eficiência do elenco: Joe Pesci, Barbara Hershey, Stanley Tucci.

Uma bela dona de boate pode comprometer a reputação profissional de Bernzy. Ela quer saber quem sãos os homens dispostos a tomar seu estabelecimento. Para isso, acredita que o fotógrafo deveria usar, para ajudá-la, as suas conexões...

Na interação com os detetives, em circunstâncias de sangue e deformidade dos corpos das vítimas, o fotógrafo se torna, igualmente, uma "testemunha ocular", embora o seu depoimento não seja o que os detetives procuram, de início, para montar as peças-chaves dos quebra-cabeças.

A protagonista se impõe como figura marcante de mulher - numa história em que os homens predominam como personagens sem sutilezas ou ambivalências (com exceção do fotógrafo). Ela oferece, todavia, uma ambigüidade própria, burilada pelas dificuldades vencidas com persistência, numa astúcia aperfeiçoada pelos desafios enfrentados.

O roteiro difere de outros enredos policiais ao focalizar o fotógrafo como foco principal, em nuanças de sombras e luz, numa homenagem implícita aos caçadores de imagens... em metáfora/símbolo que, por si só, remete ao cinema e seus fotogramas que registram criativamente. O repórter, como profissional, tem mais espaço para a sua individualidade, exercendo, portanto, maior liberdade que a polícia. Daí a importância do fotógrafo no plano da comunicação com o público. Seu testemunho ocular não se expressa por meio de palavras. Mas nem por isso deixa de ser valioso.

Na observação que o público é incentivado a fazer - numa outra forma de testemunho ocular - a reflexão deve incluir as questões éticas que envolvem as ações, atitudes e decisões por parte da polícia e do fotógrafo.

Agindo a princípio como adversários, vão compreendendo, depois, os limites do trabalho investigativo. Ângulos, planos e perspectivas do repórter fotográfico também despertam o público para a realidade. Uma visão mais profunda, além da violência e das simples aparências: um enigma pessoal e coletivo.

Assisti ao filme no cinema, mas também pode ser encontrado em vídeo CIC.

(Fazer uma comparação e análise do assassino profissional e fotógrafo, personagem interpretado por Jude Law, em outro filme para adultos, com temática de violência, "Estrada para Perdição". protagonizado por Tom Hanks e Paul Newman).

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 21/09/02)

 

Subir

 

Titanic

O cinema volta a reconstituir, com muita emoção e competência, uma tragédia...que poderia ter sido evitada! "Titanic" (EUA, 1997 - 194 min.), filme dirigido por James Cameron (roteirista, produtor, e também fotografou), é reconstituição de fatos, além de romance, ficção, paixão, crítica de costumes.

Elenco: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, Kathy Bates, Francês Fisher, Gloria Stuart, Bill Paxton, Suzy Amis, David Warner.

O público entende, logo nas primeiras cenas - contemporâneas-, estar diante de uma obra bastante elaborada, difícil de ser realizada, criativa. Sabemos o que vai acontecer com o navio chamado antes de "infundável", mas compreendemos que o roteiro nos conduzirá ao coração dos personagens principais, divididos por sua classe social.

Quanto aos números, são impressionantes: das 2.327 pessoas que estariam no Titanic, somente 705 sobreviveram, enquanto 1.522 encontrarama morte. O índice de sobrevivência, portanto, foi de apenas 32% (passageiros e tripulantes). A maioria das mulheres que morreram não foram salvas porque escolheram ficar ao lado de seus maridos.

Cumprindo-se o princípio humanístico "mulheres e crianças têm preferência para o resgate", 74% das mulheres e 52% das crianças a bordo conseguiram sobreviver. Lamentavelmente, vários botes salva-vidas foram lançados ao mar com um número mínimo de pessoas (abaixo de sua capacidade!).

A trama une o passado à atualidade...,em nome do amor que salva, de muitas formas, os seres humanos, apesar dos momentos de desespero. Inclusive na memória fiel da pessoa que ama com paixão, e tem certeza de que é amada também.

Destaque para: a produção, a direção, a interpretação; o roteiro, a fotografia, os efeitos especiais; a reconstituição de época (são quatro dias no Titanic: de 10 a 14 de abril de 1912); a trilha sonora de James Horner.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 19/09/02)

 

Subir

 

Tigrão - O filme

Inspirado nos livros do dramaturgo inglês A . A . Milne (1882-1956 ), cujos direitos autorais a Disney Enterprises detém, "Tigrão - o Filme" (The Tiger Movie - EUA/ Japão, 2000 -de Jun Falkenstein - 77 min. ) é um desenho animado com base nas aventuras do Ursinho Pooh.

Solitário, ansioso por encontrar animais de sua espécie, Tigrão deixa a companhia de seus amigos e conhecidos - todos brinquedos do menino Christopher - e sai em busca de sua família.

Destaques: produção, fotografia, efeitos visuais com ótima finalização, trilha sonora; o tema principal - a importância da família, dos amigos e conhecidos.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

Subir

 

O Tigre e o Dragão

tigre (1).jpg (4426 bytes)

O Tigre e o Dragão (Crouching Tiger, Hidden Dragon, EUA, 2000, 120min.). Direção de Ang Lee. Com Chow Yun-Fat, Michelle Yeoh, Chang Chen e Zhang Zi Yi.

BRASÍLIA (ABN) - Ver e rever uma obra-prima como " O Tigre e o Dragão" de Ang Lee é uma experiência emocionante. Vencedor de três Oscar: Melhor Filme Estrangeiro, Fotografia e Trilha Sonora.

Pouco antes, já tinha sido premiado com o Globo de Ouro de "Melhor Filme Estrangeiro", de acordo com a votação dos jornalistas estrangeiros, nos EUA.

Nos principais papéis, os atores: Chow Yun-Fat, Michelle Yeoh, Zhang Ziyi e Chang Chen.

O filme tem espiritualidade, ação, histórias de amor, lendas da cultura oriental e violência. Inspira-se em romance épico de cinco volumes, escrito por Wang Du Lu, fazendo uma reconstituição da China, lírica e fiel, no início do século XIX. A obra foi publicada em quatro volumes, no início do século XX, época em que as mudanças sociais, determinadas com severidade e rapidez, fizeram com que o povo chinês almejasse a volta dos valores do taoísmo. Surgiu, então, um interesse crescente por um gênero literário popular, o wuxia - narrativa de aventuras com heróis e heroínas das artes marciais, reafirmando a simplicidade dos tempos antigos.

A coreografia das lutas marciais (kung fu), a beleza da fotografia, da direção de arte e a execução da trilha sonora pela Orquestra Sinfônica de Shangai são destaques. Como também, a produção, direção, interpretação, os figurinos, a maquiagem e os adereços.

Comoveram-me, as palavras inesquecíveis de "O Tigre e o Dragão": "O que tocamos não tem permanência". (...) "Um coração determinado faz os desejos se realizarem". (...) "Prefiro ser um fantasma, vagando a seu lado, a entrar no céu sem você. Por causa de seu amor, eu nunca serei um espírito solitário".

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

Subir

 

Thomas Crown

Fui assistir ao filme com bastante má vontade, devido ao título em português - "Thomas Crown - a Arte do Crime", quando o título original é apenas O Caso Thomas Crown (The Thomas Crown Affair, EUA, 1999 - de John McTiernan - 113 min.).

Contudo, do início ao fim, gostei da forma e do conteúdo, apreciando personagens principais e coadjuvantes. Trata-se de uma história para adultos, com temas psicológicos interessantes, além de romantismo, suspense, ação, erotismo nas cenas de sexo, realismo e sem violência.

Destaques: produção, direção, interpretação; roteiro, diálogos; fotografia, trilha sonora; cenários interiores e locações externas; figurinos e maquiagem.

Os intérpretes principais - Pierce Brosnan e René Russo - esbanjam charme e capacidade para sedução!

Refilmagem de "Crown, o Magnífico", de Norman Jewison, esta nova versão conta em seu elenco, também, com: Denis Leary, Bem Gazara, Fritz Weaver e Faye Dunaway.

Assisti ao filme no cinema, mais de uma vez. Pode ser encontrado em vídeo Fox/MGM.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 25/07/02)

 

Subir

 

Um Tiro de Misericórdia

Drama policial (psicológico, existencial) urbano, "Um Tiro de Misericórdia" (State of Grace - de Phil Joanou) é um filme para adultos e jovens amadurecidos, pois focaliza a violência das gangues e a sua ambição e crueldade, a destruírem tragicamente vidas humanas, bem como laços de família e sentimentos de amizade, amor e solidariedade.

No protagonista, a reflexão crítica constitui um tormento de lucidez. Em Kathleen, concentra-se a dignidade e o auto-respeito de escolhas conscientes.

Destaque para: direção, interpretação, roteiro, montagem, fotografia e trilha sonora.

Aventura dramática para todas as idades, em desenho animado com os mais modernos recursos da tecnologia cinematográfica, "Tarzan" (Tarzan- EUA, 1999- de Kevin Lima e Chris Buck), tem versão legendada e dublada, ambas com a qualidade da Walt Disney Pictures.

Ação, suspense, romantismo e humor, no roteiro movimentado, inspirado pelo romance de Edgar Rice Burroghs( Tarzan, King of the Apes - Tarzan, o Rei dos Macacos).

Destaques: a trilha sonora (Mark Mancina, com música-tema composta e interpretada por Phil Collins) e os efeitos especiais, conferindo aos fotogramas um dinamismo impressionante expresso em ritmo quase alucinante. Interação e presença constantes da natureza. Criatividade, também, na iluminação, nos sons e nas cores.

Emocionantes e ternas são as cenas em que Tarzan, ao juntar sua mão à mão de Jane, reconhece sua igualdade, sua semelhança, enfim, sua identidade afetiva com o ser humano.

A dramatização da violência humana e no reino animal constitui ainda outra boa oportunidade para uma conversa e reflexão crítica sobre esse problema que preocupa a humanidade. Os atos de crueldade cometidos por caçadores, com suas armas e armadilhas guiadas por ganância que parece sem limites.

O caçador Clayton provoca Tarzan, dizendo-lhe:

- Seja um homem, Tarzan.

Ao que ele retruca sem demora:

- Não um homem como você!

A morte do gorila chefe do grupo é uma boa ocasião para os pais e responsáveis falarem às crianças sobre a morte, um tema às vezes difícil de se comentar (até entre os adultos...).

(...) "Eu peço perdão por não entender que você foi sempre um de nós."

"Tenha fé no que você acredita", diz a canção logo no início, tendo por estribilho a mensagem "Confie no seu coração". (...) "Ponha fé no que você mais acredita.

(...) "Tome a minha mão/ eu lhe darei toda a proteção/ Eu estarei aqui, não precisa chorar - você vai estar no meu coração/ de agora para sempre/ sempre/ sempre." (...)

(...) "Nada pode ser mais triste que as lágrimas de uma mãe." (...)

(...) "Por que sou diferente?"

(...) "Feche os olhos./ Esqueça o que vê./ O que você sente? / O seu coração./ E aí somos iguais."

(...) "Nesta sua jornada/ as respostas você vai procurar."

(...) "Com fé e compreensão, / o rapaz se torna homem."

(...) "Aprendendo, você ensinará/ Ensinando, você aprenderá."

(...) "Eleve e liberte o seu espírito."

(...) "Por que quem é diferente o ameaça?"

(...) "Quero aprender sobre esses estranhos como eu./ Há algo familiar sobre esses estranhos como eu." (Banido do seu grupo dos gorilas, Tarzan sente-se muito solitário e afirma estar bastante confuso.)

(...) "Eu só quero que você seja feliz, decida o que decidir."

(...) "E você vai sempre estar no meu coração."

(...) "Chega das suas macaquices emocionais."

(...) "Cuide deles."

(...) "Dois mundos são uma família."

(Comparar com outros filmes sobre Tarzan, produzidos em épocas diferentes.)

(Ver também o filme "O garoto selvagem", de François Truffaut.)

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 19/09/02)

 

Subir

 

O toque do oboé

Com ótima trilha sonora, "O toque do oboé" (Brasil/Paraguai - 119 min. - 1997 - de Cláudio Mc Dowell) tem como personagem principal um músico brasileiro (interpretado por Paulo Betti) que sofre de doença incurável e decide passar seus últimos dias num povoado paraguaio decadente.

A maioria dos habitantes já deixou o lugar. O coveiro tem pelo menos um morto para enterrar todos os dias. Ele era o projecionista do cinema que perdeu o público por não haver músico para acompanhar os filmes mudos.

Falada em espanhol e português, a história conta com fotografia de qualidade. No elenco, estão também: Letícia Vota e Mario Lozano.

Destaques: a magia do tema, que ressalta a importância da arte como expressão de vida e instrumento de socialização; o romantismo do cinema, transmitido aos espectadores como mensagem individual; a força motivadora, vivificadora, da imagem e da música.

Drama existencialista, romântico, sentimental, narrado em linguagem de fábula.

Assisti ao filme no cinema, mas também pode ser encontrado em vídeo Warner.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 31/07/02)

 

Subir

 

A trapaça

Dirigido e com roteiro de David Mamet, "A Trapaça" (The Spanish Prisoner - EUA, 1998 - 110') agrada como um ótimo thriller, do início ao fim, ao narrar a história de um jovem inventor, interpretado por Campbell Scott.

Ben Gazzara faz o dono da empresa que está negociando a fórmula no mercado, ao mesmo tempo que deixa o autor da descoberta aguardando a sua devida recompensa financeira. Steven Martin também integra o elenco, num papel bem atual. A principal intérprete feminina é Rebecca Pidgeon.

Filmado em apenas 38 dias, "A Trapaça", quinto longa-metragem escrito e dirigido por David Mamet, foi exibido pela primeira vez em janeiro de 1998, no Festival de Sundance (EUA).

Destaques: a trama, os diálogos e os personagens, realisticamente inseridos em contexto atual, onde as aparências enganam, tornando a vida difícil e perigosa até mesmo para uma pessoa inteligente e moderna.

Ação e suspense num filme sem qualquer tipo de "apelação" (de sexo ou violência).

Considero a escolha do título em português um erro, pois o título original, The Spanish Prisoner ( O Prisioneiro Espanhol), tem a vantagem de manter os mistérios do roteiro, ao invés de, antes mesmo do filme ser iniciado, deixar o público esperando uma trapaça acontecer.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 19/09/02)

 

Subir

 

A trégua

Sob a direção de Francesco Rosi e com elenco de competência liderado pelo excelente John Turturo, "A Trégua" (França/Itália/Suíça, 1997 - 109') é um filme pacifista. Mostra a tragédia da Segunda Guerra Mundial sem que a temática principal sejam os combates, e sim, a sofrida volta para casa de prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz.

Libertados pelos russos, os sobreviventes enfrentam inúmeras e grandes dificuldades, em sua confusa peregrinação para reencontrar a família.

Traumatizados, carentes de tudo, eles passam pelos mercados negros de Cracóvia e pelos campos de reassentamento de Katowice, acompanhando os movimentos dos comboios do Exército Vermelho.

São de origens diversas: italianos, poloneses, alemães, tchecos, franceses, gregos, judeus e não-judeus. Heróis e traidores, fazendeiros e ladrões, intelectuais e ciganos reunidos pelo drama da guerra, atravessam a Europa Central, "redescobrindo o mundo e a vida, fazendo o necessário para sobreviver".

Inspirado em história real, já contada em livro autobiográfico por Primo Levi, o filme comove do início ao fim; destacam-se, além da direção, interpretação, produção, o roteiro, a fotografia e a trilha sonora.

Jovem químico italiano, o escritor pouco a pouco vai semeando de amizade as suas lembranças dolorosas do campo de concentração. Os pequenos atos cotidianos permitem o renascimento da esperança, capaz de realizar os pequenos "milagres" da vida.

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser visto em vídeo (Europa Filmes).

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

Subir

 

Três é demais

Comédia dramática romântica, urbana, contemporânea, não-previsível, de aparente superficialidade, mas profunda e de complexidade psicológica, "Três é demais" (Rushmore - EUA, 1999 - de Wes Anderson) apresenta-se como caricatural, satírica e às vezes cáustica.

No elenco: Jason Schwartzman, Bill Murray e Olivia Williams.

O roteiro surpreende do início ao fim. Em algumas cenas, há linguagem chula.

O personagem Max diz ao ricaço Herman Blume (interpretado por Bill Murray):

"Não sei como você enriqueceu, pois não é persistente."

Outras citações:

"Toda glória é passageira." (Sêneca)

"Se você leva uma vida extraordinária, partilhe-a com outros." (Jacques-Yves Cousteau)

Destaques: direção, interpretação, roteiro; o bom relacionamento do barbeiro, viúvo, pai do jovem Max, com o seu filho. O pai é trabalhador, sempre de bom humor, dá bons conselhos ao filho, mas não se mostra dominador, intransigente. O tema da guerra e as tragédias que provoca. A mensagem de paz. O final intrigante, surpreendente.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 19/09/02)

 

Editoria de Cinema em Tempo Real

 

Subir

 

Visite o site "Arte & Cultura News" de Theresa Catharina

 

 

 

 

 

Celg D: Distribuindo a melhor energia para Goiás !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Expediente | Como Contratar os Serviços Noticiosos da ABN | Fale ConoscoCaixa Postal

Agência Brasileira de Notícias - Desde 1924: A Primeira Agência de Notícias do Brasil
P. O. Box n° 8816 - Agência SHS - Quadra 2 - Bloco B - 70312-970 - Brasília - DF - Tel.: (61) 8531-9011