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Salada Russa em Paris

(Okno V Parizh - França/Rússia, 1993 - 97 min. - de Youri Mamine)

Entretenimento com lirismo, música, poesia..."Salada Russa em Paris" magicamente nos conduz por caminhos reais e surrealistas(!).

É fantasia crítica, inteligente, criativa, a caricaturar contextos políticos e culturais.

A "janela" entre dois países mostra-se como um convite à convivência enriquecedora entre povos de visão/vivência diferentes... mas tão semelhantes em sua humanidade. Por que os "muros", por quê?!

Destaque para: roteiro, fotografia, trilha sonora, coreografia.

No elenco: Agnés Soral, Serguéi Dontsov.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Sanguinaires – A Ilha do Fim do Milênio

Dirigido e co-escrito por Laurent Cantet, "Sanguinaires – A Ilha do Fim do Milênio" (Les Sanguinaires – França, 1998 – 68 min. – cor – 35 mm –dolby) se destaca pelo roteiro (Gilles Marchand foi o co-roteirista), por seu tema e seus personagens, locações externas na Córsega (belas paisagens) e sua fotografia (de Pierre Milon). Outros destaques do filme, que integra a série "2000 visto por...": produção, direção, interpretação, apresentação dos créditos iniciais.

Lembramos que aquela proposta cinematográfica reuniu dez jovens cineastas de diferentes países que, com total liberdade e baixo orçamento, produziram obras sobre o dia 31 de dezembro de 1999.

Os principais nomes do elenco são: Frédéric Pierrot (François), Catherine Baugué (Catherine), Djallil Lespert ( Stéphane), Marc Adjadj, Nathalie Bensard e Vincent Simonelli.

Drama existencialista contemporâneo, a ser apreciado por adolescentes e adultos, tem uma trama de suspense psicológico que envolve um grupo de crianças e jovens, levados por seus pais a uma ilha afastada com o objetivo explícito das famílias fugirem da agitação de Paris, poucos dias antes do ano 2000.

Em 7 de dezembro de 1999, François constata que "Todos querem ir para Nova York" . Ele propõe aos amigos uma viagem diferente, para a qual sairiam no dia de Natal, ficando todos os preparativos sob a sua responsabilidade.

"Encontrei o Paraíso – só paz e ar puro – sem estresse , sem coisas extraordinárias, sem TV nem rádio, nem contagem regressiva, nem fogos de artifício."

Na ilha onde vão se isolar voluntariamente, não há telefone nem computador - e a combinação com François foi que as comodidades tecnológicas não seriam trazidas nem usadas pelos amigos.

Quando chega o jovem vigia, Stéphane, com cinco horas de atraso, para abrir as portas do local onde se instalariam, todos já se mostravam apreensivos.

"Não há calefação! Ele não disse? Em geral, as pessoas vêm no verão."

Enquanto os adultos aparentemente desejam escapar dos ruídos e problemas urbanos, os jovens, pelo contrário, desde o início se mostram entediados, pois gostariam de participar da agitação própria da época festiva...As crianças, todavia, estão bem à vontade, se comunicando sem dificuldade com o rapaz desconhecido.

Vivendo situações para as quais, talvez, não estivessem na verdade preparados, os adultos divergem quanto às regras sociais a serem observadas naquela circunstância de intimidade forçada. Tentando impor a sua vontade, François discute muitas vezes e se indispõe com os companheiros de feriado.

"(...) perde-se em suas idiossincrasias e se afasta de todos."(Christian Petermann)

Catherine, sua mulher, reage às suas demonstrações de ciúme com relação ao vigia local.

A história de "Sanguinaires – A Ilha do Fim do Milênio " demonstra que existe uma realidade estressante, dentro ou longe das cidades - o estresse permanente, criado/renovado/alimentado sem trégua pelas relações humanas.

Mesmo sem os relógios que Catherine recolheu, o grupo se alegra com a visão longínqua dos fogos de artifício da cidade mais próxima, anunciando com luzes coloridas e ruídos que o Ano Novo chegou. Festejam de imediato, se abraçam e se beijam carinhosamente.

Mas onde estariam François, Catherine e seu filho Bruno? E o burro que Stéphane procurou, tão preocupado - o que acontecera, de fato, com o animal? François estaria sofrendo por estar deprimido, além de atormentado pelo ciúme da esposa e até por não estar liderando – como gostaria – o grupo de amigos para os quais preparou uma viagem tão especial?

Perguntas por demais pungentes, que o filme tem o mérito de levantar...embora não se curve (acertadamente) a qualquer obrigação de respondê-las.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 29/04/03 )

 

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O Santo

Dirigido por Phillip Noyce, o protagonista de "O Santo" (The Saint -EUA, 1997 - 116 min.) assume várias faces e muitos disfarces, bem interpretados por Val Kilmer, o herói anti-herói, ambicioso, determinado a roubar para enriquecer, mesmo que deva enfrentar inúmeros obstáculos. Ação, suspense,violência.

Em seu caminho, há também uma heroína (interpretada por Elizabeth Shue) decidida a defender a ciência e a sua escolha sentimental.

Destaque para o personagem feminino principal.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Os Santos Inocentes

No gênero drama familiar, social e contemporâneo, "Os Santos Inocentes" (Los Santos Inocentes - de Mario Camus - Espanha, 1987) denuncia as injustiças cometidas por grandes proprietários rurais. As vítimas dessa crueldade que se manifesta no dia-a-dia, nas atividades e nos trabalhos das pessoas humildes e desamparadas que servem lealmente aos poderosos, não têm como se defender.

As tragédias se sucedem num ambiente de omissão e de insensibilidade.

E as dores são sofridas numa grande, dolorosa solidão.

Destaque para: a direção, a interpretação e o roteiro, que revela as conseqüências da alienação.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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 Se todos os homens do mundo

Co-produção franco-italiana de 1956, a aventura de solidariedade " Se todos os homens do mundo" (Si tous les gars du monde/If all the guys in the world - de Christian Jacque - 110 min. - em p/b) agrada ao público e aos críticos especializados, por suas qualidades de forma (produção, direção, interpretação, roteiro, fotografia, montagem) e conteúdo. Drama de ação, suspense e conflitos humanos.

O diretor também foi o co-autor do roteiro, interpretado com autenticidade por elenco protagonizado por Jean-Louis Trintignant, André Valmy ( o Capitão), Jean Gaven (Joos) e Hélène Perdrière.

Na filmografia de Christian Jacque, estão:

Un Revenant (1946); Carmen (1946); Fanfan la Tulipe (1952); Nathalie (1957); La Tulipe Noire (1964), Le Gentleman de Cocody (1965);Dead Run (1969); e La vie parisienne (1977).

"Se todos os Homens do Mundo" constitui um exemplo de película de mentalidade humanista, com um tema que representa, por si mesmo, uma unidade didática, estimulante e inspiradora para a juventude.

Adoecem os tripulantes de um pequeno barco pesqueiro. Somente um soro obtido no Instituto Pasteur poderia salvá-los.

Através de um circuito de radioamadores, mobilizam-se algumas pessoas que, aos poucos, vão ampliando o âmbito de ação. Apenas um dos tripulantes, o único que não provara o alimento envenenado, continua de pé. Era justamente o elemento desprezado pelos demais e que, afinal, se atira nas águas geladas do Mar do Norte para recolher a vacina...

A simplicidade, o realismo e o suspense imprimem intensidade dramática ao filme, ao mesmo tempo que por ele perpassa um grande sopro de solidariedade humana.Indivíduos de diferentes nacionalidades, importantes companhias de aviação, um jovem radioamador de Paris, um cego de guerra em Berlim, civis e militares, homens e mulheres, todos se movimentam a fim de salvar um punhado de vidas humanas - e o conseguem, após denodados esforços.

Efeitos especiais dão-lhe um tom de documentário elaborado, repleto de indícios sugestivos, realçados por uma simbologia eficaz.

Quantas lições para os adolescentes, que despertam para os problemas mundiais! "Se Todos os Homens do Mundo" focaliza o heroísmo anônimo, apagado, demonstrando o que poderia ser o panorama mundial, se houvesse um pouco mais de boa vontade entre os homens.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Seabiscuit – Alma de Herói

Indicado para melhor filme, fotografia, edição e roteiro adaptado, “ Seabiscuit – Alma de Herói “, apesar de todas as suas qualidades de forma e conteúdo, perdeu o Oscar nessas categorias não somente para “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei “. A fotografia de “ Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do mundo”, de Peter Weir, vencedora igualmente na categoria edição de som, foi premiada.

Na década de 30, o povo americano sofre com a queda da Bolsa e, em plena depressão econômica, o fantasma do desemprego se materializa e multiplica, provocando tragédias nas famílias, como a separação de seus membros, que se vêem obrigados a buscar, em outras cidades, a sobrevivência. Desde o início, “ Seabiscuit – Alma de Herói “ ( Seabiscuit- EUA, 2003 – de Gary Ross – 140 min.) nos comove pelo impacto da situação na vida de pessoas comuns, com enredo inserido na história americana, narrado com realismo e sensibilidade.

Inspirado em fatos e acontecimentos, essa história real tem personagens muito bem interpretados por seu elenco, destacando-se o trabalho eficiente de Tobey Maguire, Jeff Bridges e Chris Cooper. O filme mostra as vitórias de um cavalo especial... e a sua importância na vida de três pessoas, que enfrentaram inúmeros obstáculos, numa batalha diária de superação e aperfeiçoamento.

Outros destaques: produção, direção, fotografia, trilha sonora, montagem, reprodução de época, direção de arte, figurinos, maquiagem, locações externas.

“Seabiscuit - Alma de herói “ oferece ao público um drama emocionante em clima de aventura, ação espetacular e suspense; e, apesar de algumas cenas de violência (daí o filme ter a recomendação de faixa etária para 14 anos), deixa recordações sobre o amor e a amizade como sentimentos capazes de vencer todas as adversidades.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Segredo de Sangue

Dirigido por Jonathan Darby, é, no gênero Suspense/Romântico um filme de qualidade, valorizado, sobretudo, pela interpretação das duas protagonistas - Jessica Lange e Gwyneth Paltrow.

Com situações familiares verossímeis - e personagens também realistas - o drama evolui, com os momentos de perigo agravados por mentiras e tramas emocionais. Acompanhando os diálogos, sentindo o peso das atitudes de uma mãe possessiva, o público logo se identifica com as dificuldades enfrentadas pelo jovem casal, cuja única defesa está no amor que fundamenta sua união. Afinal, a verdade que liberta não é tão fácil de ser conhecida. Mas de sua revelação depende o futuro.

Destaque para: Jessica Lange ( já premiada duas vezes com o Oscar); direção, roteiro, fotografia e trilha sonora.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Seis dias, sete noites

Aventura romântica, humor, ação: "Seis Dias, Sete Noites" (Six days seven nights - EUA, 1998 - 101 min. - de Ivan Reitman) é uma obra que diverte o público, ao mesmo tempo que mostra belas paisagens da Ilha Kauai, no Havaí...cenários e obstáculos na história maliciosa, sensual sobre relacionamentos pessoais.

Harrison Ford e Anne Heche mostram a sua eficiência nos momentos cômicos, assim como nas cenas de romance e discussão.

Algumas situações são triviais; contudo, a temática sobre as diferenças como fatores de companheirismo e complementação agrada bastante à platéia, além de ser verossímil, com o seu potencial de levar a uma tolerância positiva na convivência diária.

Vale a pena, também, compreender as dificuldades para a identificação do sentimento do amor - uma busca que exige reflexão crítica.

Destaque para: a fotografia, trilha sonora; produção, direção; e a escolha das locações.

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser visto em vídeo (Abril Vídeo/Touchstone).

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Sempre amigos

Uma criança inteligente que sofre de doença degenerativa é o personagem principal de Sempre Amigos (The Mighty - EUA, 1997 - 100' - de Peter Chelsom).

Sharon Stone interpreta com emoção e sensibilidade a sua mãe, abandonada pelo pai de seu filho, logo após o nascimento do menino, quando o médico informou sobre a deficiência.

Estão no elenco, também: Elden Hansen, Kieran Culkin, Gwena Rowlands e Dean Stanton.

Rodado nas cidades de Toronto (Canadá) e Kentucky e Cincinnati (EUA), o roteiro do filme baseou-se no livro " Freak the Mighty", de Rodman Philbrick, lançado em 1996 e vencedor de vários prêmios.

Kevin tem a Síndrome de Morquio (o crescimento pára, aos seis anos de idade), entretanto, o garoto enfrenta as dificuldades com muita criatividade, como se fosse um Cavaleiro do Rei Artur da Távola Redonda, dedicado a defender e socorrer os mais fracos, agir com fidalguia e coragem.

Desenvolveu senso crítico aguçado, humor cativante.Ele faz uma sociedade com o musculoso Max Kane, que vive com os avós e, na escola, é ridicularizado pelos colegas devido às suas dificuldades de aprendizado. Assim, os dois se ajudam mutuamente, enriquecendo suas experiências com alegria e solidariedade. Seus familiares se aproximam, partilhando momentos festivos.

Destaque para a linguagem utilizada: ao mesmo tempo realista e mágica; a produção, direção, interpretação; o roteiro; a fotografia; e a trilha sonora.

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Paris/Lumière.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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O Sétimo Selo

Filme sueco, de 1956, dirigido por Ingmar Bergman; drama existencial, tem um belo "formato" medieval... para falar de temas universais no tempo e no espaço. Com Max Von Sydow e Gunnar Bjömstrand.

A presença visível da morte como personagem "inconveniente", a desafiar, com a sua segurança, quem gostaria de continuar a viver, com a determinação de mudar o seu destino pessoal.

A alegria viva, simples, dos que se amam; momentos poéticos, quase angelicais. A visão do sobrenatural!

Destaque para as perguntas dos diálogos: a produção, direção, fotografia; e para o roteiro criativo.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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O sexto sentido

Drama de suspense e terror, com ação e romantismo, "O Sexto Sentido" (The Sixth Sense - EUA, 1999 - 115 min. - de M. Night Shyamalan) tem um roteiro muito inteligente, que conduz o público em busca da chave dos mistérios, mergulha-o de forma envolvente na trama de emoções e sofrimentos, sem lhe revelar, antes dos instantes finais, o que o enredo contém de mais secreto.

Se refletirmos depois sobre como transcorreu a narrativa, ficaremos bastante surpresos com a nossa "quase cegueira", pois o maior segredo, na verdade, estava claramente visível...

Haley Joel Osment (numa interpretação surpreendente para um papel tão difícil), Bruce Willis e Toni Collette encabeçam o elenco dessa história sobre fenômenos paranormais, segundo os princípios doutrinários do espiritismo.

"Todo dom é uma bênção."

Há poucas e breves cenas românticas.Os sustos e o clima do filme - grande sucesso de bilheteria - podem perturbar crianças, adolescentes e até mesmo adultos impressionáveis.

Garoto de nove anos vive aterrorizado porque vê, a todo momento, pessoas mortas, ouve, conversa e toca em fantasmas. Sua vida em casa, na escola e nas atividades sociais tem características de comportamento que lhe causam vários problemas. A mãe mostra-se afetuosa, carinhosa, mas também enfrenta as dificuldades da separação do marido e da necessidade de trabalhar em dois empregos.

Sem amigos, o personagem Cole Sear encontra no psicólogo Malcolm Crowe o seu protetor e companheiro inseparável, compreensivo e paciente o suficiente para entender os seus traumas. E lhe dar um acompanhamento paternal.

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Buena Vista/Hollywood.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Shakespeare apaixonado

Autor de clássicos (tragédias e comédias) admirados mundialmente, em "Shakespeare Apaixonado" (Shakespeare in Love - EUA, 1998 - 123' de John Madden) o escritor protagoniza uma história romântica, levando o público a vivenciar o século XVI segundo os costumes e valores cultuados em Londres. O drama do artista com problemas de inspiração; os preconceitos da época; as dificuldades financeiras do teatro...são temas narrados com humor irreverente, leveza, malícia e sensualidade. O amor surge como solução de vida, criatividade, entusiasmo, embora esteja fora dos padrões, das conveniências, dos interesses que tudo parecem dominar.

Destaques: produção, direção, interpretação, roteiro, direção de arte, reconstituição de época, fotografia, trilha sonora; figurinos, adereços e maquiagem.

No elenco, brilham: Gwyneth Paltrow, Joseph Fiennes, Judi Dench e Geoffrey Rush.

Filme com 13 indicações para o Oscar, e vencedor de três Prêmios Globo de Ouro, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz (Gwyneth Paltrow).

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Shine - Brilhante

História verídica pungente, humana, sensível (Shine - Austrália, 1996) o drama e a reabilitação para o convívio em sociedade do pianista australiano David Helfgott (atualmente concertista de sucesso), interpretado na tela com brilhantismo por Geoffrey Rush ( Oscar de melhor ator por esse papel).

Dirigido por Scott Hicks, desde a apresentação dos créditos principais e as suas cenas iniciais, o filme nos encanta e comove profundamente. Impossível não repetir uma obra como essa, que aborda as relações familiares e sociais, além de oferecer um testemunho romântico.

Não trata apenas de arte, mas de lições de vida!

Destaque para: direção, interpretação, roteiro, fotografia e trilha sonora.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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O Show de Truman

Com o seu "O Show de Truman - o show da vida" (The Truman Show - EUA, 1998 - 103'), o diretor australiano Peter Weir nos oferece uma obra importante em seu objetivo de mostrar a onipresença e a onipotência dos meios de comunicação, especialmente a televisão, com a publicidade constante e o desrespeito, não apenas à individualidade, como à liberdade da pessoa humana. Comédia dramática, com Jim Carrey e Ed Harris liderando o elenco, conta a história de um homem que, desde a infância, tem sua vida transmitida (e praticamente decidida/ conduzida!) 24 horas por dia. Uma sátira bem-vinda, inteligente nos seus diálogos e com potencial para leituras/interpretações diversas (até mais profundas...como, por exemplo, as relações entre criatura e seu Criador, tema também abordado em "Blade Runner").

Em texto de Eduardo Galeno, intitulado "O direito de sonhar", podemos encontrar; "As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão olhadas pelo aparelho de TV. O aparelho de TV deixará de ser o membro mais importante da família, e será tratado como o ferro de passar ou a máquina de lavar roupas.".

Voltando ao "Show de Truman", o filme denuncia as mentiras divulgadas por motivos financeiros. Apesar de tudo, sempre é possível acordar do pesadelo para exercer o livre arbítrio.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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O Silêncio

O diretor Mohsen Makhmalbaf definiu "O Silêncio" (Soukut -Tadjiquistão/Irã/França - 1998) como o seu "Gabbeh do som ", ao retratar com lirismo de imagem, palavras e ruídos, o cotidiano de um menino cego (interpretado pela garota Tahine Normatova) que trabalha como afinador de instrumentos. A criança está atenta aos sons da cidade barulhenta, interferindo poeticamente no silêncio. Encantado com a "sinfonia" da vida, o menino chega sempre atrasado ao trabalho.

Singelo, magistral, utilizando-se de não-atores, o cineasta tem um roteiro simples de ficção-documentário que traduz (registra, recorda) a infância como fábula. Destaque para a produção, direção, interpretação; a fotografia; o roteiro; e a trilha sonora.

A menina, que acompanha o garoto cego em seu trajeto diário para afinar instrumentos musicais, expressa solidariedade, amizade contínuas, assim como manifesta uma feminilidade de amadurecimento precoce.

O público, mais uma vez, se deixa atrair pelas cores, por todos os sons e pelos intérpretes da visão artística de Makhmalbaf - diretor iraniano de estética apurada, riquíssimo na observação da realidade e utilização de símbolos e metáforas.

(Ver outros filmes iranianos, como "Gabbeh", "O jarro", "A maçã", etc.)

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Simples como amar

Comédia dramática urbana, contemporânea, sobre temas referentes à convivência social e familiar de jovens com deficiência mental, "Simples como Amar" (The other sister – EUA, 1999 –131’) é também uma comovente história de amor, dirigida por Garry Marshall.

No elenco, destacam-se: Juliette Lewis, Giovanni Ribisi, Diane Keaton, Tom Skerritt e Hector Elizondo.

Roteiro, direção e interpretação de qualidade.

O roteiro denuncia preconceitos e revela o potencial de independência de pessoas com dificuldades de aprendizado, acentuando a importância da motivação, do carinho e do incentivo para o crescimento dos seres humanos, inclusive, e sobretudo, daqueles que são rotulados como muito diferentes e até incapazes.

Mostra, ainda, como as atitudes e palavras de compreensão solucionam problemas...no casamento, na sociedade e na família.

Assisti ao filme no cinema. Encontrado em vídeo: Buena Vista/Touchstone.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 16/08/03)

 

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Simples Desejo

Terceiro longa-metragem do diretor Hal Hartley, "Simples Desejo" (Simple Men - EUA, 1992 - 104 min.) é tipicamente uma obra existencialista sobre as relações familiares e afetivas na sociedade contemporânea. Com: Robert Burke, William Sage, Martin Donovan.

Personagens confusos, desiludidos, fogem de/e buscam novas situações. O amor que não revelam surge como um sentimento pleno de emoção e ansiedade que, apesar de contidas, vão se manifestar, expressando a identidade verdadeira de cada um.

A ausência do pai, as dúvidas sobre a sua condição de criminoso; a falta de comunicação com a mãe; o comportamento de irmãos aparentemente separados por diferenças e indiferenças... são elementos de um quadro humano em que as primeiras impressões despertam uma interpretação falsa.

As reações inesperadas mantêm o clima de surpresa, cujo final pode transmitir uma ternura melancólica, talvez difícil de ser pressentida pelo público.

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo (Transvídeo/HVC)

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Simplesmente irresistível

Alguns podem considerar "Simplesmente irresistível" (Simply irresistible - EUA, 1999 - 95'- de Mark Tarlov) um filme romântico sem grandes qualidades, quase tolo... Penso diferente: achei encantador, agradável, enfim, uma produção que alcança o que objetivou - falar de amor, da magia que envolve a experiência de apaixonar-se e seus efeitos no dia-a-dia. Uma jóia de comédia dramática.

Com Sarah Michelle Gellar e Sean Patrick Flanery, conta a história de um executivo de sucesso que tenta não se apaixonar por uma jovem, dona de pequeno restaurante. Ele acredita estar sendo "vítima" dos poderes mágicos da moça.

Na verdade, o filme pode ser considerado uma fábula sobre o entusiasmo de quem ama e decide fazer o melhor, com a motivação que faltava para crescer como pessoa e profissional.

Destaque: a trilha sonora.

"Diga-lhe que, melhor que estar apaixonado, é amar."

Cinema para nos fazer rir, sentir e cantar com o coração.

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Fox Home Entertainment.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Sobrou para você

Abordando temas muito atuais, de forma acessível, com sensibilidade, romantismo e humor, "Sobrou para você" ( The next best thing - EUA, 1999- de John Schlesinger - 110 min. ) é uma história dramática sobre relacionamentos afetivos e sexuais, paternidade e maternidade.

Abbie (Madonna) e Robert ( Rupert Everett) são mostrados, nas cenas que apresentam os créditos iniciais, como pessoas trabalhadoras e amigas, enfrentando momentos difíceis de desilusão amorosa.

"Exigiu pouco, teve pouco."

Ambos se lamentam por não encontrarem o companheiro certo, apesar dos sacrifícios que aceitariam fazer.

"Rastejando por amor e afeição"...

Para os dois, continua a busca do parceiro ideal.

"Não sinto falta de ficar em segundo lugar."

Como beber, fumar e brincar de amor não solucionam seus problemas, tudo o que fazem de forma leviana transforma-se em situações perigosas, inesperadas. As brincadeiras tornam-se ações arriscadas.

"Você está muito só e nós bebemos demais."

( ...) "_ Foi só uma vez!

- É o suficiente para uma gravidez."

Realista, analisando as circunstâncias sob as perspectivas diversas dos personagens, o filme ajuda na compreensão e no debate dessa questão fundamental para a sociedade: a formação e manutenção da família, integrando os seus membros (sexo, personalidade, faixa etária e características diferentes) da maneira mais respeitosa possível.

"Meu Deus, onde estiver, poderia arranjar alguém para mim? "

Destaques: a interpretação dos protagonistas; o roteiro que conduz a uma reflexão crítica abrangente sobre a complexidade e a responsabilidade das relações familiares, sociais e sentimentais; bem como a questão das intenções de caráter efêmero em contraposição a uma atitude séria nos relacionamentos sexuais; a importância da comunicação entre as pessoas, mais eficiente que o recurso aos tribunais e às legislações; as características físicas, emocionais e profissionais do personagem - surpresa (amadurecido, objetivo, determinado e conciliador ).

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Sonho de uma noite de verão

Comédia dramática e romântica, uma das mais famosas peças do teatro de Shakespeare, "Sonho de uma noite de verão" (William Shakespeare's a Midsummer Night's Dream - EUA, 1999 - de Michael Hoffman - 100 min.) tem beleza de forma, conteúdo e sons.

Versão ambientada no século dezenove, em cidade italiana (com bicicletas e gramofone), os personagens humanos estão envolvidos emocionalmente em tramas afetivas. Está próximo o casamento de Teseu e a amazona Hipólita, quando Egeu vem se queixar da desobediência de sua filha Hérmia, prometida a Demétrio, mas apaixonada, e correspondida, por Lisandro. Vemos, então, como a mulher ainda era considerada
propriedade do pai e, depois de casada, propriedade do marido. À jovem enamorada e rebelde, o pai ameaça com a morte ou condenação à vida em um convento. Ela tem a coragem de afirmar que tais penas lhe seriam menos difíceis de enfrentar do que entregar sua virgindade a quem não deu o seu amor. Helena também se mostra angustiada porque se apaixonou por Demétrio, que sente desprezo por ela.

"Deus, como são idiotas esses mortais! "

Todo esse cenário sentimental do amor humano vai sofrer a intervenção de uma "força superior".

Quando Hérmia chora, Lisandro a consola dizendo que ele jamais conheceu amor verdadeiro que tivesse um curso tranqüilo.

" O amor não vê com os olhos, mas com a mente. Por isso Cupido é alado e cego."

Para a festa de casamento, organiza-se um concurso teatral. E um pequeno grupo de artesãos locais se reúne para ensaiar o texto que vão apresentar: a história trágica do amor de Píramo e Tisbe (lenda em que Shakespeare se inspirou para escrever a tragédia de Romeu e Julieta).

Os jovens amantes da Antigüidade enfrentavam a oposição de suas famílias. Para conversar, utilizavam o buraco no muro que separava suas casas. Combinam um encontro na floresta. Tisbe chega antes de Píramo; atacada por um leão, consegue fugir, mas deixa seu véu com o animal. Píramo, aparecendo logo depois, não mais encontra sua amada Tisbe, e vendo o Leão com o tecido ensangüentado, em desespero se mata. Tisbe retorna ao local combinado, deparando-se com o rapaz morto... Apaixonada, também se mata.

Antes de começarem a apresentação, os atores da Commedia dell'Arte rezam, juntos, em latim, a Ave Maria. Estão unidos na ansiedade, com uma amizade fundamentada no amor à sua arte improvisada, em suas preocupações comuns.

Destaques: apresentação dos créditos iniciais (prólogo do filme ); produção, direção, interpretação; elenco: Kevin Kline, Michelle Pffeiffer, Ruper Everett, Calista Flockhart, Stanley Tucci, Christian Bale e Sophie Marceau; fotografia; efeitos especiais; trilha sonora (árias de óperas famosas, como "Una lacrima furtiva", "Brindisi", "Celeste Aída", entre outras); execução da Orquestra Sinfônica de Berlim; direção de arte, reconstituição de época, cenografia, figurinos, adereços; maquiagem (principalmente a maquiagem de rosto e corpo dos personagens mitológicos).

No mágico mundo da natureza, aparecem duendes, fadas, sátiros, faunos, a Medusa, as duas faces de Jano (deus que deu origem ao mês de janeiro, com dois rostos - um deles, olhando para o passado, o ano que terminou, o outro, olhando o ano que se inicia, o hoje, o futuro, o amanhã).

O rei dos Duendes, Oberon, e sua esposa, a Rainha Titânia, brigam ...para depois fazer as pazes, redescobrindo a sua paixão.

Quando os casais humanos vão se recolher a seus quartos, fala-se da "hora mágica das fadas", com a bênção aos casais e à sua prole.

O varredor noturno das ruas da cidade - um disfarce para o duende Puck, nos convida:

"Juntemos as mãos e seremos amigos."

Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Fox Home Entertainment.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

(Matéria Editada em 25/09/02 )

 

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Star Wars -Episódio I : - A Ameaça Fantasma

Ficção científica que continua a saga dos personagens principais e alguns dos temas básicos da primeira trilogia, que causou impacto no público e na indústria, " Star Wars Episódio I - A Ameaça Fantasma" (Star Wars Episode I - The Phantom Menace, EUA, 1999 - 136 min.), de George Lucas, tem como intérpretes principais: Liam Neeson , Ewan McGregor, Natalie Portman , Terence Stamp e Samuel L. Jackson.

Ação e aventura com suspense, ritmo, humor e muitos efeitos especiais; barulhento e com misticismo, falta-lhe, todavia, o romantismo da série anterior.

O simpático "desajeitado" Jar Jar Brinks é um monstrinho que termina sendo nomeado general, após algumas trapalhadas. Mesmo depois de promovido, continua desajeitado, entretanto, acerta errando, grita, reclama...

Observa-se uma diversidade de influências, tanto nos personagens como nos cenários e nos artefatos de guerra. Em muitas cenas, alguns objetos coloridos movimentam-se de modo fascinante, atraente, saindo artisticamente da uniformidade ou da discrição de tons e matizes do grande conjunto.

A Rainha Amidala (Natalie Portman) e seu povo enfrentam um embargo comercial, precisando da ajuda de dois Cavaleiros Jedis (Neeson e McGregor). Um garoto especial de apenas 9 anos, Anakin, é encontrado por ambos, ao lutar contra os inimigos de Amidala. O menino será o pai de Luke Skywalker, mas não sabe de seu futuro como Senhor das Trevas.

Enquanto as condições políticas na galáctica em crise estão confusas e difíceis, o Cavaleiro e Mestre Jedi Qui-Gon Jinn transmite as tradições de coragem e paciência a seu discípulo Obi-Wan Kenobi., num ambiente espacial, terrestre e lacustre de paisagens fantásticas.

A nova história também conta com personagens conhecidos da trilogia anterior, Guerra nas Estrelas: Yoda, R2-D2, C-3PO e Jabba the Hutt.

Há violência e diversos monstros, desde os mais primitivos aos robôs de alta tecnologia; explosões; tiros e mais tiros.

Amidala é uma líder articulada respeitada; estrategista inteligente, consciente de seu cargo e de sua função. Faz-se obedecer de imediato. A Rainha usa roupas e adereços de inspiração japonesa; sua maquiagem também revela influências da cultura oriental (inclusive seus penteados e adornos de cabeça). Seu look mostra-se trágico, imponente e melancólico. Ela é solidária e sensível. Ousada, exótica, ainda que meiga em alguns
momentos. Saudada e elogiada por sua coragem. Unida a seu povo. Amidala e o seu coro apresentam-se com vestes bem femininas. Ela participa das lutas com eficiência e iniciativa, atirando com pontaria. Luta em pé de igualdade, ao lado de seus súditos, dirigentes políticos e chefes militares. Eles parecem não ter qualquer preconceito contra a sua liderança. Mesmo quando ela ordena que se rendam.

"Larguem as armas. Fomos derrotados nesta rodada."

Observa-se, contudo, que as mulheres são realmente minoria. E sobre esse fato nenhuma explicação é dada.

A tradução para o português de My Lord como Meu Lorde não me agradou, pois o melhor seria traduzir como Meu Senhor.

Destaques: produção, efeitos especiais, fotografia, trilha sonora de John Williams; figurinos e adereços; direção de arte e cenografia; iluminação. A beleza das verdes paisagens e da cidade escondida, no fundo do lago. A coreografia e a estética do ambiente nos momentos em que os Jedis combatem. O interessante modelo branco-pérola da Rainha, lembrando um vestido de noiva exoticamente deslumbrante, abrilhantando a Festa da Paz.

O filme passa rápido!

Lendo os créditos finais, comprovamos que, ao contrário de outras áreas na atualidade, com desemprego alarmante, o cinema oferece cada vez mais um grande número de postos criativos de trabalho, mostrando contribuições as mais diversas, proporcionadas pela tecnologia no campo da arte.

(...) " - Concentre-se no agora.

- Mas o Mestre Yoda nos ensinou a se concentrar no futuro.

- Mas não em detrimento do presente. "

(...) "Não irei tolerar uma ação que nos leve à guerra."

(...) "O que acontece a um, afeta o outro."

(...) "Há sempre um peixe maior."

(...) "O sol acaba com a pele."

(...) " - Você é um anjo? Dizem que são as criaturas mais lindas do universo.

(...) "Você deu esperança aos que nada têm."

(...) " - Quero que nada mude. (Anakin)

- Não pode impedir mudanças. Como não pode impedir o pôr-do-sol. (mãe de Anakin)"

(...) "Seremos pacientes."

(...) "Os burocratas comandam."

(...) "...aquele que trará equilíbrio à Força."

(...) "Atenção aos sentimentos."

(...) "O medo leva ao lado negro. O medo leva à raiva. A ira leva ao sofrimento."

(...) "A Força esteja com você,"

(...) "O seu foco determina a realidade."

(...) "Ele é o escolhido. Vai trazer o equilíbrio.

Com a estréia de Star Wars - Episódio II : Ataque dos Clones (Star Wars - Episode II : Attack of the Clones), seria interessante, para o público, fazer uma revisão, quero dizer, assistir novamente, nem que seja em vídeo, ao Episódio I.

Assisti no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Fox Home Entertainment.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

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Stigmata

Drama (para adultos) de suspense, terror, ação e temas místicos, humano-religiosos, "Stigmata" (Stigmata - EUA, 1999 - 102 min.), dirigido por Rupert Wainright, tem como intérpretes principais: Gabriel Byrne, Patricia Arquette e Jonathan Price.

"Somos como cegos numa caverna procurando uma luz há 2 mil anos."

Perturbador - e barulhento até demais, em momentos de suspense que não precisariam ser acentuados por acordes altíssimos -, às vezes amedrontador, também transmite espiritualidade nas cenas assinaladas por uma trilha sonora bem suave, envolvente e delicada.

Visões, alucinações, enigmas, mistérios indecifráveis.

A dedicação de uma amiga realmente solidária. As dúvidas que fazem sofrer. A religião organizada, presa a uma férrea disciplina, versus o contexto científico. As contradições da hierarquia e até mesmo das teorias científicas, cujas falhas, segundo o Padre Andrew Kiernam (Gabriel Byrne), levaram-no a escolher a vida sacerdotal.

"Eu não nasci padre. Mas fiz uma escolha."

O que a ciência não explica, foi preenchido espiritualmente. O grandemistério da luta constante entre o bem e o mal.

A questão da tradução e interpretação dos Evangelhos.

"O aramaico - um dialeto falado na Galiléia, na época de Jesus".

(...) " Um dialeto que não é falado há mais de l900 anos."

A presença terrível das forças do mal, atingindo as pessoas contra a sua vontade. Como exorcizá-las? Como expulsá-las? Como fazer o bem vencer?

O personagem do padre-cientista, encarregado de investigar para esclarecer muitas fraudes, explica à jovem aterrorizada e sofredora que viu as chagas de Cristo afligindo o Padre Pio, desde os 23 anos.

"São Francisco, no século XIII, foi o primeiro a receber essas chagas."

As autoridades do Vaticano exigem objetividade de seu sacerdote pesquisador. Não seria isso uma contradição?

Destaques: temas; produção, direção, interpretação, fotografia, cenas externas, maquiagem.

"Deus está dentro de cada um de nós ".

Em alguns momentos, há cenários e um clima semelhantes aos de "Blade Runner, o Caçador de Andróides" (obra seminal!).

"Parta um pedaço de madeira e eu estarei lá. Levante uma pedra e ali me encontrarás."

(...) "O Reino de Deus está dentro de você e à sua volta. E não em prédios de madeira ou mansões." (...)" Pois Jesus está conosco e com o Espírito Santo para todo o sempre.

(...) Deus não precisa de igrejas nem de instituições. É apenas Ele e o Homem."

Como católica apostólica romana, acredito na Igreja, na importância dos templos e das comunidades cristãs, sem desconhecer, porém, que as instituições humanas sofrem com os erros dos homens, uma realidade da qual não podemos fugir.

Muito lindas, humanas e sensíveis, as cenas do padre e da moça entre as flores, conversando de pessoa a pessoa, desarmados e cativantes.

Theresa Catharina de Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e professora universitária

 

Editoria de Cinema em Tempo Real

 

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