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O Oitavo Dia
Para todas as idades, "O OITAVO DIA " (Le huitième
jour - França, 1995) é um filme para se ver mais de uma vez. Dirigido por Jaco Van
Dormael, deu o prêmio de Melhor Ator (Palma de Ouro do Festival de Cannes 1996) aos dois
intérpretes principais de sua história humana, comovente, atual.
Daniel Auteil e Pascal Duquenne dão vida aos personagens e às situações realistas
que se alternam aos momentos mágicos de humor e fantasia.
Pungente...em sua atualidade!
"Borboletas são flores...que aprenderam a voar".
Destaque para: produção, direção, interpretação, roteiro, montagem, fotografia e
trilha sonora.
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária

8 mm - Oito
Milímetros
Recomendo também para adolescentes - e não somente
para adultos, como foi indicado para exibição nos cinemas brasileiros - este thriller
produzido e dirigido por Joel Schumacher e protagonizado por Nicolas Cage.
"8 mm" (8mm - Eight Millimeter - EUA, 1999 - 123') tem no elenco, ainda:
Joaquin Phoenix, James Gandolfini, Peter Stormare, Anthony Heald, Chris Bauer e,
interpretando a esposa do detetive particular Tom Welles (Nicolas Cage), Catherine Keener.
Sem apelação, mas com realismo e denunciando a crueldade do submundo, aborda o
trágico desaparecimento de crianças e jovens que, em sua maioria, vão cair na
prostituição, nos filmes pornográficos...ao invés de realizarem os seus sonhos de
estrelato em Hollywood (Los Angeles).
Esse é o contexto da trama, uma história policial envolvendo pessoas de todos os
níveis sócio-econômicos.
A investigação objetiva encontrar a verdade sobre um daqueles filmes em que o
sadomasoquismo inclui a morte de suas vítimas indefesas ("snuff movies").
Suspense, ação; clima de tensão do começo ao fim; violência em um ambiente
contemporâneo, "controvertido e constrangedor".
Destaques: tema, direção, interpretação, roteiro; importância da cena familiar,
íntima, no início e nos momentos finais do filme; a consciência, a coragem e o senso de
responsabilidade do personagem de Nicolas Cage.
"...um pequeno rolo de filme de aparência inócua transforma sua vida, fazendo-o
ingressar em um sórdido caminho até os recantos mais obscuros da sociedade". (...)
"em sua busca incansável através de uma bizarra e perturbadora trilha de
evidências, tentando descobrir o destino de uma completa estranha: uma garota que começa
a perturbar sua consciência e imaginação".
Nicolas Cage disse ao diretor, segundo informações da produção, que pretendia
"fazer um trabalho minimalista na tela e ao mesmo tempo transmitir tensão e
sentimento. Acho que para Joel era importante que o filme fosse muito pessoal. Ele queria
fazer um filme determinado e
audaz. E acho que conseguiu. Oito Milímetros é um filme corajoso no qual Joel se
arriscou muito".
Schumacher comentou: "Joaquin Phoenix é único, um desses jovens surpreendentes,
com talento e habilidade extraordinários, mas que por trás desse talento há um
coração e uma alma. Existe pureza em Joaquin".
"Catherine Keener é um dos segredos mais bem guardados de Hollywood há muito
tempo, e ela não aceita qualquer projeto. Quando ela veio trabalhar conosco, eu fiquei
realmente entusiasmado porque queria que Amy Welles fosse uma mulher inteligente, íntegra
e forte. Catherine é uma pessoa formidável, com uma alma muito generosa."
"Oito Milímetros é uma aventura, uma descida ao inferno, com a diferença de que
não estamos na selva", observa Cage. "Estamos em nosso próprio ambiente. Tudo
acontece ao nosso redor, a qualquer hora, a poucas milhas de distância. Se você pega uma
rocha e olha por baixo, vai encontrar larvas, coisas de que não se gosta."
"Tom Welles é como um símbolo da consciência coletiva dos Estados Unidos",
continua Cage. "Acabou de ser pai de uma menina e quer um mundo melhor. Quer que a
comunidade seja um bom lugar, mas o mundo onde trabalha o faz revelar o lado obscuro que
tem dentro de si. É como Nietzsche disse: ao matar monstros tome cuidado para não se
tornar um
também. (...) Por definição, atores são detetives. Você tenta obter o máximo de
informações possíveis e depois conta a história. Fico aliviado que Oito Milímetros
só tenha levado quatro meses para ser feito, pois se tivesse levado dois anos, teria sido
muito difícil."
"Em Oito Milímetros, a questão do submundo do sexo é crucial para contar a
história de como o instinto sobrepuja a bondade e a civilidade na vida."
"Todavia, foi importante para Joel Schumacher e Nicolas Cage que Oito Milímetros
polemizasse vários assuntos complicados dos EUA de hoje.
"Pode-se dizer que a pornografia é um mundo asqueroso", diz o diretor,
"e é, mas quem apóia essa indústria? Só neste país, bilhões de dólares são
gastos a cada ano no ramo da pornografia, algo como novecentos milhões de dólares só no
telesexo. Existem clubes de sexo, revistas e jornais com centenas de anúncios e fotos de
pessoas que alimentam esse mundo, lojas especializadas em todas as grandes cidades, com
roupas e acessórios de tortura e submissão, sem mencionar as casas de massagem, clubes
de estriptease. É um segredo sujo, mas há muitas pessoas participando disso e ao mesmo
tempo fingindo que só os outros participam."
"Mas o que Oito Milímetros destaca", enfatiza Schumacher , "é o
aspecto vulnerável e mortal da indústria que explora menores. O que é realmente
trágico é a quantidade de pornografia infantil que existe, como a rede é grande e como
as pessoas estão determinadas a perpetuar isso. Há um grande contingente de jovens que
chegam a Los Angeles achando que talvez
sejam os próximos astros da televisão ou do cinema e acabam atraídos para a
pornografia, por pessoas desse meio. Isso parece que está crescendo. O número de
crianças envolvidas vem aumentando devido à desestruturação familiar e problemas
econômicos. É horrível. "
As filmagens tiveram locações em três estados. Foi criado "um visual de estilo
próprio de maneira que o filme atraísse pelo perigo e obscuridade." (...)
"Tom Welles inicia sua história em um mundo normal e depois é sugado para as
profundezas do submundo."(...) "Você não imagina até onde a verdade pode te
levar."(...)
"Tom Welles sente o peso desse mundo sobre seus ombros , de maneira que, em cada
quarto de hotel, em cada cidade que vai à procura de respostas para o mistério central,
os tetos ficam cada vez mais baixos e os cenários cada vez mais ricos, profundos e
texturizados, até que chega a um tipo de inferno. "(...)
"Acendendo uma vela...amaldiçoando a escuridão."(...) "...os temas
sombrios de Oito Milímetros estavam sempre presentes durante a produção,
particularmente nos dias e noites de filmagem em Hollywood e no centro de Los Angeles,
onde a equipe de produção encontrava nas ruas garotos e garotas degradados pela
vida." (...)
Chris Bauer, que interpreta Machine, comentou: "Espero que o público saia do
cinema acreditando que esta história pode acontecer e que realmente acontece. Espero que
deixem a imaginação fluir até que possam identificar as situações em seus familiares,
no casamento, na escola ou neles mesmos e avaliem o quanto são sensíveis, amorosos e
atenciosos com a sociedade."
"Se você lê uma parábola ou um conto, de repente começa a pensar em sua
própria vida. Pensa no que faria numa situação semelhante", continua ele.
"Espero que o público imagine o que faria se fosse Tom Welles. Nós não damos
instruções de como, ao enfrentar o mal que algumas vezes encontramos, se pode proteger a
própria família e o próprio coração."
Um filme perturbador, sobretudo porque se refere a temas infelizmente bem atuais.
Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Columbia Tristar.
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária

Olhos de Serpente
Drama de ação dirigido por Brian de
Palma, "Olhos de Serpente" (Snake Eyes - EUA, 1998 - 98') proporciona momentos
de surpresa, intrigas e violência.
Nicolas Cage e Gary Sinise lideram o elenco.
Assassinato de Ministro da Defesa durante luta de boxe evidencia uma rede de
corrupção, envolvendo policiais, seguranças e funcionários públicos, empresários de
lutas e outras autoridades.
O que parece, não é... Como julgar pessoas e circunstâncias? Como agir diante do
inesperado?
Que sentimentos são realmente profundos? O que diz a intuição deve ser acreditado?
Ou conta mais a experiência profissional, ou a convivência?
O trabalho frenético das câmeras contribui para o suspense contínuo. Os personagens
-inúmeros e diversificados, inclusive jornalistas - estão inseridos em cenários
criativamente filmados, o que os torna mais interessantes do que seriam.
Voltando às perguntas que, apesar de aparentemente simples, são perturbadoras, e por
isso relevantes...Ser leal, amigo, vale para todas as ocasiões, inclusive os momentos de
perigo de vida?
E o amor que talvez esteja começando também exige lealdade, mesmo nos momentos
extremos?
Vejam o filme!
Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo (Buena Vista).
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária

Onze
homens e um segredo
Produção bem comercial do cinema americano, "Onze homens e um
segredo"(Ocean's Eleven - EUA, 2001 - 116 min.), de Steven Soderbergh (Oscar por
"Traffic" e diretor de "Erin Brockovich - uma mulher de talento",
"Sexo, mentiras e videotape" e "Kafka"), oferece "diversão"
fácil, amparada em roteiro de ação, suspense, violência, humor e romance, assim como
em seu elenco liderado por astros famosos, que garantem bilheteria para qualquer
filme: George Clooney, Julia Roberts, Brad Pitt, Andy Garcia, Matt Damon, Elliot Gould.
Como faz o seu personagem, George Clooney procurou cada um dos atores principais para
convencê-los a tomar parte no projeto, ganhando cachês simbólicos. Nenhum deles recusou
a oportunidade.
Conforme a divulgação, trata-se de uma versão atualizada, rejuvenescida de um
clássico protagonizado por Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford e
Joey Bishop, em 1960.
"... um esforço coletivo de grandes estrelas para trazer às telas a história de
um grande golpe, que como o filme, é ambicioso e pode render milhões."
O golpista Danny Ocean (George Clooney) sai da penitenciária de New Jersey em
liberdade condicional, mas começa a reunir especialistas do crime, planejando roubar
três dos maiores cassinos de Las Vegas, de propriedade de Terry Benedict (Andy Garcia),
namorado de Tess Ocean (Julia Roberts), ex-mulher de Danny. Seria uma coincidência esse
plano de ação?
Tess é curadora de museu e, ao rever o ex-marido, demonstra toda a mágoa que sente,
por não gostar nem um pouquinho dos seus golpes, responsáveis por suas lágrimas,
recordações tristes e pelo fim de seu relacionamento. Ela se diz disposta a ter uma nova
chance, com alguém estável, trabalhador, enfim, uma pessoa como o empresário de
sucesso, proprietário dos três cassinos.
No grupo, as habilidades são diversificadas. Rusty Ryan (Brad Pitt) vive trapaceando
em rodas de pôquer com jovens atores de Hollywood. O quase-aposentado Saul Bloom (Carl
Reiner) junta-se ao jovem batedor de carteiras Linus Caldwell (Matt Damon), aos
aficcionados por carro Virgil e Turk Malloy (Casey Affleck e Scott Caan), ao perito em
explosivos Basher
Tarr (Don Cheadle), ao crupiê infiltrado Frank Catton (Bernie Mac), ao especialista em
eletrônica Livingston Dell (Eddie Jamison), ao acrobata chinês Yen (Shaobo Qin). Para
completar essa equipe mal-intencionada, há o milionário Reuben Tishkoff (Elliot Gould).
Unem-se para o mesmo crime, todavia, estarão movidos, igualmente, por sentimentos,
emoções e objetivos semelhantes?
Destaques: direção, interpretação, fotografia (lente anamórfica, com projeção
35mm= 70mm); montagem; trilha sonora; o prólogo; apresentação dos créditos iniciais;
alguns diálogos; os personagens de George Clooney e Julia Roberts; o charme comprovado
dos artistas principais; e as cenas finais.
Seria uma história interessante se não nos preocupássemos tanto com a
superficialidade com que se trata o planejamento e a realização de crimes. São ladrões
charmosos, capazes até de fazer com que o público fique do lado deles, torcendo pelo seu
êxito.
Enquanto "Trapaceiros" (de Woody Allen) diverte com inteligência e valores
positivos, mostrando o crime como pouco inteligente, repetitivo e cansativo, educando para
a vida, "Onze homens e um segredo" busca nos atrair tornando charmosas as
ações criminosas, fruto da ambição ilimitada. A impunidade torna-se atraente e
possível. Os criminosos estariam justificados porque, afinal, "ladrão que rouba
ladrão tem cem anos de perdão." Convenhamos, isso não é nada animador para os
educadores e todos aqueles que se sentem responsáveis no contexto da comunidade.
(Atenção: se não gostar de saber como o filme termina, encerre a leitura do
texto aqui.)

Para mim, as características românticas dos personagens de George Clooney e Julia
Roberts salvaram o filme. Ela não aceitava a vida criminosa de Danny Ocean, nem conhecia
a personalidade verdadeira de seu novo namorado, o dono dos cassinos, interpretado por
Andy Garcia. O seu ex-marido oferece devolver o dinheiro roubado, se ele se afastasse de
Tess. A proposta é aceita imediatamente. De longe, ela vê e ouve tal reação
inesperada, como planejara Danny, desde o início. Para ele, todo o plano mirabolante para
roubar as três luxuosas casas de jogo teve um único motivo: reconquistar a esposa.
As últimas cenas demonstram a força do sentimento do amor, concluindo a história
como um romance duradouro, talvez o único segredo, ou a maior conspiração, a aventura
maior, inspiradora de todas aquelas ações lideradas por Danny Ocean, que seriam
aparentemente motivadas pelo vil metal.
Como eu também acredito no amor e na felicidade que traz, bem superior a quaisquer
objetivos financeiros, confesso que meu coração saiu alegre com o desfecho do filme.
Concluindo: Entretenimento para adultos, devido à temática e aos personagens.
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária

Operação Cupido
Walt Disney Pictures produziu
"Operação Cupido" (The parent trap - EUA, 1998 - 127'), comédia dramática de
Nancy Meyers, com Dennis Quaid, Natasha Richardson e Lindsay Lohan em papel duplo.
Gêmeas de onze anos de idade vivem separadas (uma com a mãe, a outra com o pai), sem
saber que são irmãs e que seus pais fizeram um acordo sobre essa situação. As garotas
decidem unir o casal mas, antes, "trocam" de identidade para conviver com o pai
ou a mãe que não conheciam.
Destaque para o tema: a facilidade com que os casais se apaixonam, casam, têm filhos e
decidem terminar o relacionamento quando surgem as primeiras dificuldades de
convivência...sem refletir sobre a importância de manter uma vida a dois, com paciência
e amor.
A felicidade que rejeitam, para si mesmos e os filhos, vale a pena ser procurada.
Destaque, também, para a interpretação de Lindsay Lohan; e para a trilha sonora.
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária

O ouro de
Ulisses
Com ótima interpretação, no melhor papel de sua
carreira, Peter Fonda protagoniza " O Ouro de Ulisses" (Ulee's Gold - EUA, 1997,
de Victor Nuñez - 111 min.).
Ex-veterano da guerra do Vietnã, trabalha como apicultor e cuida de sua família; essa
rotina se altera dramaticamente quando a vida de seus netos é ameaçada por bando de
criminosos.
Destaque para: a produção, direção, fotografia, roteiro e trilha sonora.
Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo (PlayArte).
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária

A outra história americana
Com excelente interpretação de
Edward Norton, "A outra história americana" (American History X - EUA, 1998 -
117' - de Tony Kaye) é um drama de ação, violência e suspense sobre um jovem ativista
neonazista e as conseqüências de suas ações sobre ele e sua família.
"O ódio é uma carga muito pesada". (...)
"Eu também estou nesta prisão com você" (diz a mãe para ele, quando o
visita) (...)
"Não somos inimigos. Somos todos amigos."
Com linguagem chula e algumas cenas cruas e cruéis, o filme vale por sua mensagem de
conscientização e denúncia de situações infelizmente atuais.
Destaques: direção, interpretação, roteiro, fotografia, trilha sonora; o personagem
do professor; o amadurecimento do protagonista, após seu retorno da prisão, demonstrando
uma profunda preocupação e responsabilidade para com a mãe e os irmãos.
Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Warner.
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária

O outro lado da nobreza
Drama histórico, existencial e romântico, para adultos, " O outro lado da
nobreza" (Restoration - EUA, 1995 - 113 min.) teve direção de Michael Hoffman.
Premiado com 2 (dois) Oscar, por direção de arte e figurinos, destacou-se, também, pela
fotografia e pelos cenários externos.
Protagonizado por Robert Downey Jr., Meg Ryan, Sam Neill e Hugh Grant, também integram o
elenco: Polly Walker, David Thewlis e Ian McKellen.
Em 1660, na Inglaterra, sobe ao trono o rei Carlos II, depois dos anos de terror durante o
governo de Oliver Cromwell. Nessa época chamada de Restauração, um jovem estudante de
medicina vivencia uma grande mudança em sua vida. E nos seus amores. Isso por motivo de
ter aceito convite para viver na corte.
Filme realista, com algumas cenas de erotismo; há, igualmente, momentos de amor e
romance, assim como uma bela mensagem sobre a missão do médico, neste mundo onde o
sofrimento se faz presente, muitas vezes com dores que podem ser atendidas, assistidas por
aqueles que têm a vocação e o conhecimento para aliviar e curar.
Vi este filme no cinema. Disponível, também, em vídeo Cannes.
Theresa Catharina de
Góes Campos, colaboradora da ABN, é articulista, escritora e
professora universitária |