Theresa
Catharina Brasília DF
A vida em pensamentos
Theresa Catharina de
Góes Campos (theca@abn.com.br), articulista da ABN
(www.abn.com.br) e Editora do Notícias Culturais (www.noticiasculturais.com),
é jornalista, escritora e professora universitária
Celebrar o amor é celebrar a vida, nos seus desafios, encontros
e desencontros.
Comemorar o encontro do amor renova a existência, propõe metas a
dois, realiza sonhos.
Homenagear a coragem de se viver o amor que se conquista é
reconhecer que no amor a vida se transforma , recriando-se num
caminho de colaboração, amizade e ternura.
A cada nascer do sol, pedimos a coragem para viver. A cada
entardecer, sonhamos com a bênção de uma paz interior que nos
permita o descanso.
E tudo recomeça, se a vida continua.
Os disfarces dos sonhos também escondem a esperança de SER.
De nada vale o choro que não termina em coragem. Bem-vindas as
lágrimas que purificam, que fazem renascer.
No espírito, o corpo caminha no tempo para SER o que Deus sonhou
para a sua criatura.
Na dicotomia corpo e alma, reflete-se o espelho da vida.
Por que tantos enlouquecem, todos os dias, numa corrida
desnecessária para "ganhar" minutos, perdendo o tempo de SER, o
tempo do encontro e do amor?
Correr para o amor, sim! Mas correr num processo enlouquecedor
de desencontros, não!
Surpreende-me constatar que vivo numa "sociedade" de apressados
crônicos! Correm para entrar e sair, acostumam-se a exigir
pressa dos outros.
Contudo, não têm pressa para SER, nem para viver.
Parecem ter pressa para encontrar a morte...
Correr para os braços de alguém é maravilhoso.
Correr para somente adquirir bens materiais, ou correr de
exigências fundamentais da vida, é morrer em vida.
O corpo deve estar sob controle. O espírito, não - para ser ,
viver e se aperfeiçoar, necessita de espaços sem limites.
Silenciar para refletir, sim! Calar-se por covardia, não!
Quando as pessoas exercem a sua vocação profissional - sejam
escritores, jornalistas, professores, etc. - podem decidir
trabalhar até o fim de seus dias. Com entusiasmo e dedicação, só
param quando seu coração pára.
Um minuto de atenção faz brotar... e florescer, no deserto, flor
de beleza rara.
Apenas um minuto de qualidade humana tem o dom de milagre.
Sobre a "comunicação por telefone", minha opinião é de que deve
ser utilizada quando não há outras opções. Trata-se de uma
comunicação que pode não dar bons resultados, dependendo do
ruído do ambiente, por exemplo. Pode ocorrer até um sério
mal-entendido.
Quanto à comunicação por e-mail, sendo uma comunicação por
escrito, é a minha preferida: na verdade, é um documento, um
comunicação de responsabilidade, de compromisso - o que se
escreve, está escrito, evita aquelas dúvidas, como "não foi isso
que eu entendi", "não, você falou", "sim, você disse", etc.
Recentemente, fui merecedora de um prêmio , concedido pela
Federação das Associações de Imprensa do Brasil, para homenagear
a minha atuação profissional na área de jornalismo, "atuação em
prol do progresso, desenvolvimento e aprimoramento do ser humano
e da humanidade". Uma premiação que muito me honra!
Penso que se conhece melhor uma pessoa por suas obras (as
árvores que dão frutos, como Jesus ensinou em Suas parábolas) e
suas atitudes - isso nem sempre transparece ou se revela num
único encontro pessoal.
A qualidade interior foi negligenciada pela aparência de
superficialidades. Porque nem mesmo se deseja a excelência -
contenta-se a maioria com o banal, o mínimo, com o brilho falso.
E nada mais. Urge aprendermos a exigir, de nós mesmos, o
melhor...em pensamento e ação.
O espírito almeja o crescimento. A realidade espiritual pode ser
descrita como um caminho para o aperfeiçoamento. Por isso o
corpo não deve dispensar a sua dimensão espiritual.
No mais íntimo de seu ser, vá ao encontro das pessoas, ainda que
essa atitude de disponibilidade humana signifique algumas perdas
ou um repúdio à acumulação de bens materiais.
Ter o necessário, o suficiente... desejar o máximo de
espiritualidade.
A criatividade como objetivo da rotina diária representa um
valor individual, uma qualidade pessoal... de rejeição às
repetições superficiais.
A escolha do amor é um abraço completo, o sim consciente à vida.
O mais importante é ter saúde espiritual, física e mental. Temos
que ser nossos próprios amigos, não nos prejudicarmos.
Matéria editada em
26/11/05 às 15h05





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