Theresa
Catharina Brasília DF
A Poesia nos Contrastes da Vida
Theresa Catharina de
Góes Campos (theca@abn.com.br), articulista da ABN
(www.abn.com.br) e Editora do Notícias Culturais (www.noticiasculturais.com),
é jornalista, escritora e professora universitária
Mais uma vez, Elvira Werneck oferece a seus amigos e ao público em
geral os seus dons especiais de poetisa, sensíveis, espontâneos.
Sentimental, educadora, colaboradora de jornais e revistas,
participante de antologias e encontros de trovadores, ela
registra em versos as suas experiências de pessoa, cidadã cristã
e observadora da sociedade. Assim, interessam-lhe não apenas as
paisagens, mas também, a vida nas cidades, as recordações, os
fatos e os acontecimentos da comunidade. Fiel à vocação poética,
enxerga o que os outros parecem ignorar; encontra os vocábulos
que rimam; transmite sensações, anseios; interpreta os suspiros
da vida.
Elvira Werneck mostra sinceridade e coragem de profetizar; não
se omitindo diante do consumismo, fruto do desapego às
preocupações espirituais. Enxerga além, interpreta, questiona,
escreve os poemas. Em sua linguagem poética, tem uma proposta
acessível, pois emite suas opiniões e sentimentos com o objetivo
de compartilhar, e não, de exibir uma suposta intelectualidade,
inacessível à maioria dos leitores.
Como poetisa, escolheu expressar, manifestar os seus reflexos;
que esteja homenageando cidades, ou, entusiasmada, relembrando
personalidades, Elvira Werneck vai encadeando naturalmente as
suas frases, adornadas de rimas, repletas de coloridos, como um
imenso (e permanente) arco-íris nas páginas de um álbum
sentimental.
O passado se faz presente; o presente se reveste de uma
aparência nova e prepara o que há de vir. São tonalidades vivas,
pintando os versos como o coração da poetisa prefere. Contrastes
por ela criados, num relato pessoal; detalhes por ela narrados
com ternura e carinho de quem se dispõe a tecer uma obra
literária individualizada, neste mundo vigiado e revelado pela
comunicação de massa.
“ Contrastes da vida ” é ofertado aos amigos, aos anjos que
sabemos caminhar a nosso lado, às crianças já desiludidas, aos
jovens prontos a lutar e morrer, mas despreparados para sonhar e
viver os seus sonhos. Com sua sabedoria de vida, a poetisa nos
pede um momento de silêncio, convidando-nos à leitura. Mesmo que
seja noite escura, enxergamos as cores, os sentimentos da
poesia, a nos guiar pelo labirinto que não parece ter fim.
Coloquemos nossos olhos em cada um dos versos, para sentir e
compartilhar. Estamos salvos! Não estamos mais sozinhos...
Matéria editada em
22/10/05 às 13h58





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