Theresa
Catharina Brasília DF
Fumar não tem desculpa!
Theresa Catharina de
Góes Campos (theca@abn.com.br), articulista da ABN
(www.abn.com.br) e Editora do Notícias Culturais (www.noticiasculturais.com),
é jornalista, escritora e professora universitária
As estatísticas nos assustam, revelando os sofrimentos e as
mortes de fumantes e até de não-fumantes, prejudicados pelo
vício de quem não respeita a própria saúde, vindo a causar,
também, prejuízos à sobrevivência do próximo.
Crianças – desde bebês, têm a respiração afetada por adultos.
Vão crescendo e, muito precocemente, adquirem a dependência do
cigarro. Os especialistas afirmam que, fumando mais jovens, as
pessoas enfrentam maiores dificuldades para abandonar o vício.
Em sociedade, no lar e no trabalho, indivíduos convivem em
ambientes que deveriam ser protegidos da fumaça letal. Os
problemas se agravam, a produtividade diminui. Em elevadores,
salas de aula, bibliotecas, teatros e cinemas, transportes
públicos e outros locais fechados, os não-fumantes exigem
atitudes disciplinares dos responsáveis pelos locais, inclusive
porque há legislação proibindo o fumo nesses espaços.
Racionalmente, fumar não tem desculpa! E a ética demanda
respeito pelo próximo. Quem fuma precisa procurar ajuda para se
livrar sem demora do vício. Pelo seu próprio bem, deve assumir
um programa de recuperação. Sua vida – e a de sua família, de
seus amigos e colegas – vai mudar para muito melhor, quando o
tabaco for abandonado.
Quem não fuma enfrenta situações em que a cortesia, a firmeza,
como instrumentos de aproximação e comunicação com o fumante,
precisam ser empregados como rotina, para criarem a disciplina
de respeito aos outros cidadãos, adeptos do tabaco. O nervosismo
do fumante pode levar a conflitos, discussões e atos violentos
entre as partes, caso a abordagem provoque exaltação ou
descontrole.
Como fumar em locais fechados não tem desculpa, o jeito é dar
bom exemplo, principalmente aos mais jovens. Afinal, pessoas
inteligentes e responsáveis sempre encontram atividades
interessantes, criativas, afastadas de vícios. Tabaco saiu de
moda há muito tempo!
Theresa Catharina de Góes Campos (ABN)
Matéria editada em
24/09/05 às 11h47





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