BRASÍLIA (ABN) - Ao receber a responsabilidade de uma pauta, o jornalista assume,
também, um compromisso maior: buscar a informação...para divulgá-la. Com esse intuito,
igualmente se conscientiza do princípio maior, fundamental: a veracidade. Daí o seu
encargo eminente/iminente: apurar os rumores, as declarações.
A rapidez com que se precisa da notícia jamais poderá justificar qualquer
negligência em seu trabalho (o que deve ser meticuloso) de apuração. Afinal, o presente
e o futuro de pessoas e suas famílias, os seus empregos, a sua dignidade...estão em
jogo. Curiosidade, ser original, chegar à frente são motivações não apenas
importantes como válidas.
O perigo da falta de ética se concretiza quando o jornalista decide
"esquecer" sua própria condição de pessoa humana e cidadão, ignorando ao
mesmo tempo sua posição na comunidade. Resolve que os direitos do próximo seriam
secundários, na sua busca frenética da notícia. Permite-se tudo, mesmo consciente dos
possíveis prejuízos a vítimas inocentes.
Observa-se, ainda, que atos de violência contra profissionais de imprensa costumam ser
divulgados, quando o são, unicamente nos periódicos em que os jornalistas trabalham: os
outros silenciam. Por quê? Eticamente, tal atitude não se justifica, é inaceitável.