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Matéria Editada em
23/11/2003
Bancada
paraense perde oportunidade de captar investimentos para o
Estado
J. H. de
Oliveira Júnior
Um dos
principais instrumentos de garantia de aporte de recursos
federais para os Estados, as emendas parlamentares ao Plano
Plurianual de Investimentos – PPA, não foi bem explorado pelos
parlamentares paraenses. A Bancada do Estado formada por 3
Senadores e 17 Deputados Federais poderia ter o máximo de 400
emendas, uma vez que são permitidas a cada congressista o máximo
de 20, independente da população do Estado ou da
desproporcionalidade do número de Deputados nas Representações
das Unidades Federadas. Mas foram apresentadas apenas 104
emendas para o PPA 2004/2007.
Com isso o Pará
perdeu a perspectiva de receber mais investimentos destinados
pela União através do PPA e que são da ordem de R$ 1,8 trilhão,
já que só serão contemplados os Estados cujas ações estejam
estabelecidas no Plano Plurianual, as quais poderiam ser
incluídas pelos Senadores e Deputados, através de emendas. Essa
condição de estabelecer metas de investimentos nos Estados,
através de emendas ao PPA, é vista como umas das principais
atividades dos Senadores e dos Deputados Federais, tanto quanto
legislar e fiscalizar as atividades do Poder Executivo.
O fato de
poucas emendas terem sido apresentadas causou surpresa aos que
acompanham mais de perto as atividades dos membros das bancadas
paraenses. Somente os deputados Nicias Ribeiro, Ann Pontes, José
Priante e Zequinha Marinho apresentaram o máximo de 20 emendas
cada um. Anivaldo Vale, Raimundo Santos e Paulo Rocha
apresentaram duas emendas cada. Josué Bengston, Zé Lima e Jader
Barbalho apresentaram apenas uma emenda. Sem apresentar nenhuma
emenda ao PPA, para o quadriênio 2004/2007, estão Asdrúbal
Bentes, Babá, Nilson Pinto, Vic Pires Franco, Wladimir Costa, Zé
Geraldo e Zenaldo Coutinho. Dos Senadores, Luiz Otávio não
apresentou nenhuma emenda. Ana Júlia Carepa apresentou sete e
Duciomar Costa, oito emendas.
Essas emendas
ao PPA são necessárias para que se possa incluir recursos nas
leis orçamentárias, o que só pode ocorrer se a meta estiver
estabelecida no Plano Plurianual. Se não estiverem previstas as
ações ou metas, as emendas orçamentárias serão rejeitadas. Com
isso, evidencia-se a importância de se configurar essas metas no
PPA, pra que posteriormente sejam garantidos recursos
orçamentários. Por estas razões, esperava-se que todos os
parlamentares das bancadas paraenses na Câmara dos Deputados e
no Senado apresentassem as 20 emendas a que têm direito, uma
forma de se garantir os recursos orçamentários para a realização
de ações que possam ser convertidas em desenvolvimento do
Estado.
Como se
justificar, então, o fato de um ex-governador (Dep Jader
Barbalho) ter apresentado apenas 1 emenda, ao PPA para o
quadriênio 2004/2007? Terá sido por descrença na eficácia dessa
lei?
E qual a razão
do deputado Zé Geraldo (PT) não ter apresentado nenhuma emenda
ao PPA? Será que a Transamazônica não merecia uma melhor atenção
desse parlamentar? E os deputados Asdrúbal Bentes, Babá, Nilson
Pinto, Vic Pires Franco, Wladimir Costa e Zenaldo Coutinho, que
também não apresentaram nenhuma emenda ao PPA? Será que o Pará
não tem carências que justificassem pelo menos uma emenda ao
plano de metas do Governo Federal, para o quadriênio 2004/2007?
Seja como for,
é lamentável que 7 Deputados Federais e 1 Senador tenham perdido
a oportunidade de, verdadeiramente, contribuir para o progresso
do Estado. Porém, deve-se elogiar a dedicação da deputada Ann
Pontes (PMDB) e dos deputados José Priante (PMDB), Nicias
Ribeiro (PSDB) e Zequinha Marinho (PSC), que apresentaram o
total de 20 emendas, ao PPA, a que tinham direito e nas quais
constam ações da maior importância para o Estado do Pará, tais
como: conclusão das Eclusas de Tucuruí, pavimentação da
Transamazônica, construção de aeroportos, implantação da
Hidrovia do Marajó, construção de hidrelétricas, implantação de
um sistema de transmissão de energia elétrica atravessando o rio
Amazonas, implantação do Linhão do Marajó, além de outras.
É importante
ressaltar que num mandato parlamentar de Deputado Federal, só há
uma única oportunidade de apresentar emendas ao PPA. A próxima,
só ocorrerá no próximo mandato, obviamente, para aqueles que se
reelegerem.
J.H. de Oliveira
Junior é empresário de
comunicação, presidente da Associação Brasiliense de Imprensa (ABI-DF),
da Federação das Associações de Imprensa do Brasil / Federação
Nacional da Imprensa (Faibra-Fenai) e da Agência Brasileira de
Notícias (ABN)
Matéria Editada em
23/11/2003

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