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Heitor Reis
é articulista, engenheiro civil, palestrante,
membro do Conselho Consultor
da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida. É
membro afiliado da Fenai - Federação Nacional da Imprensa
[ www.fenai.org.br ] e
da ABI-DF - Associação Brasiliense de Imprensa [
www.imprensa.org.br
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O processo evolutivo no âmbito
gerencial
Tudo de bom e de ruim em uma
empresa, geralmente é fruto da reação das pessoas que a
compõem, às atitudes daqueles que as lideram.
No atual momento, a maioria das
organizações tem gerado predominantemente uma cultura mais
reativa que ativa. No entanto, há bons autores que documentam o
processo de mudança que ocorre, ainda isoladamente, onde os
administradores descobrem as benesses de atuar no intangível,
como forma de maximizar, não apenas seus lucros materiais, como
também perenizá-los.
Desta forma, buscam concretizar a visão de que seus funcionários
são mais que mera mercadoria descartável, elevando-os á
condição real de parceiros, colaboradores ou sócios
intelectuais. Vão além da mera, insípida, estéril e hipócrita
retórica. Reconhecem o valor do capital humano, como fundamental
para multiplicar o capital materialista.
Em "Artes Gerenciais Japonesas", Richard Tanner Pascale
e Anthony G. Athos enfocam os valores "espirituais" das
empresas de sucesso. Trata-se da ética nos relacionamentos e dos
princípios que orientam suas atividades diárias, tanto interna,
quanto externamente à corporação.
Uma das formas mais simples e barata de promover uma elevação e,
simultaneamente, uma concentração alinhada de esforços para o
alvo desejado pela alta administração, é patrocinando a leitura
de bons livros e revistas sobre o tema.
Deve-se reconhecer que não precisamos reinventar a roda e que é
possível aprender com erros e acertos dos outros. Uma boa
biblioteca empresarial contem, pelo menos, um livro para cada
funcionário. Mensalmente, a promoção de um seminário, onde um
deles, a começar pelos de nível hierárquico mais elevado,
palestra à respeito do que leu, multiplica o conhecimento
adquirido, dissemina a experiência alheia dentro do corpo
organizacional e cria uma sinergia com toda a equipe, ao buscar
uma aplicação estas novas luzes no ambiente de trabalho.
"O homem é o que come", diz o provérbio popular,
enfocando a relação entre saúde física e a boa alimentação.
A empresa, analogamente, não sobrevive por muito tempo, enfocando
tão somente o lucro monetário. É imprescindível reconhecer que
ele será tão prolongado, quanto mais sensível for o
reconhecimento de que há valores muito sutis por detrás do
sucesso gerencial duradouro. Da mesma forma que apenas arroz com
feijão não sustenta nossa biologia, o lucro também é
insuficiente para manter a vida de uma estrutura empresarial por
longo tempo.
A busca da otimização contínua do maior patrimônio de uma
instituição, promove, não somente a satisfação do
capitalista, como a realização profissional dos que contribuem
mais discretamente para que os objetivos da estrutura sejam
alcançados. Escala de valores
de Maslow nos assegura que o objetivo maior de um trabalhador é a
auto-realização.
(<http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/maslow.htm>)
Feliz o empresário que descobre e pratica tal princípio!
Todos devem sair ganhando, como reza a regra básica de um bom
negócio: acionistas, empregados, fornecedores, clientes, a
comunidade e o governo. Somente a democratização e
socialização dos benefícios (lucros, incluindo também seu
sentido mais amplo e abstrato possível) fornecerá o dinamismo
necessário, a vida imprescindível, sem a qual um empreendimento
pode vir a falecer antes mesmo que seus idealizadores.
O mundo competitivo atual, abalado pela globalização e por uma
verdadeira selvageria de mercado, exige, cada vez mais, uma maior
capacidade de mutação das empresas e indivíduos. O exemplo
sadio dos líderes e sua capacidade de clonar o gene da mudança
nas mentes das células que compõem o corpo administrativo que
dirigem, fará a grande diferença entre uma organização fria ou
apática, e outra, lúcida, motivada e comprometida com o futuro
de um organismo vivente e dinâmico, do qual fazem parte.
(Matéria Editada em
13/11/02)


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