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Heitor Reis - Articulista da Agência Brasileira de Notícias / Brazilian News Agency (ABN)  

Heitor Reis é articulista, engenheiro civil, palestrante, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida. É membro afiliado da Fenai - Federação Nacional da Imprensa [ www.fenai.org.br ] e da ABI-DF - Associação Brasiliense de Imprensa [ www.imprensa.org.br ]

 

Condomínio Brasil

Marcia Graminhani é uma virtual amiga, promovida à condição de parceira real, mesmo mantendo-se à 700 km de distância, a qual raras vezes tivemos ousadia suficiente para vencê-la.

Ela escreveu texto sobre "O Síndico, como Líder Comunitário", onde menciona como as pessoas sofrem influência da (e influenciam a) atuação deste profissional, o qual foi publicado recentemente em
<http://www.reforme.com.br/kitnet/kit20020808.mht> . Não apenas por este, ela merece minhas congratulações em público.

Como é membro ativo do Sindicato dos Síndicos do DF, por exercer esta função, entre outras, ela mencionou-me que há até uma Federação Nacional da categoria, a qual está em fase inicial de implantação.

De imediato, veio-me à mente a seguinte questão: Caso os moradores de cada um destes milhões de edifícios e condomínios em geral fossem politicamente organizados para fluir seus interesses até esta embrionária Federação Nacional, de quanto poder disporiam para influenciar as decisões nacionais, estaduais e municipais?

Percebo isto como uma pirâmide. Um síndico representa meia dúzia ou dezenas de moradores dos apartamentos (ou casas) que administra, coletando os aspectos locais, estaduais e nacionais que seus condôminos gostariam que fossem defendidos.

Além da reunião tradicional, haveria outra, que poderia ocorrer até mesmo logo após a primeira (caso possível), para tratar-se de temas externos e defesa de soluções para cada um deles, no sentido de encaminhá-las para um nível superior de concentração destes propósitos, onde seria desencadeada a ação política adequada. Em época de eleição poderia definir-se em conjunto por um candidato que estivesse disposto a defender as causas comunitárias.

Isto seria organizado e centralizado no sindicato, subindo este processo até Federação Estadual e, mais tarde, até a Federação Nacional. Ou seja, este síndico, que agora se torna também representante político de seus vizinhos, acabará sendo mais atuante junto ao seu sindicato ou federação, donde poderá surgir um candidato à vereador, prefeito, deputado estadual ou federal, alinhado com as reivindicações de suas bases.

São centenas de milhares de eleitores em cada unidade da federação, podendo até mesmo formar um partido: PCR ou algo assim. Partido dos Condomínios Residenciais.

Mas, para isto é necessária muita organização, disciplina, altruísmo e garra. O PT levou uns 20 anos para chegar até aqui. O PSDB, formado desde o início por políticos profissionais, foi mais rápido.

A idéia, que parece-me original, está no ar. Vamos ver se e quando isto vai se tornar realidade...

A primeira turma desse novo momento do Sindicondomínio no DF estará em sala-de-aula no próximo dia 19 de agosto, em curso coordenado por minha citada companheira. Os interessados no tema poderão contatá-la através do seguinte endereço:
marcia.gg@uol.com.br

(Matéria Editada em 17/08/02)

 

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