|
 |
|
Heitor Reis
é articulista, engenheiro civil, palestrante,
membro do Conselho Consultor
da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida. É
membro afiliado da Fenai - Federação Nacional da Imprensa
[ www.fenai.org.br ] e
da ABI-DF - Associação Brasiliense de Imprensa [
www.imprensa.org.br
] |
Financiamento público de
campanha
Talvez algum dia
este projeto saia do papel...
Mas sou radicalmente contra ele, ainda que já o considere um
avanço, dentro das possibilidades éticas atuais.
Melhor seria que não houvesse financiamento algum. Nem campanha
alguma!
Se determinada pessoa candidata-se, sua história deve falar por
si mesma. Somente um simples aviso no horário gratuito, bastante
resumido, seria suficiente para informar que fulano está no
páreo e qual seu número. Se é necessária uma campanha, é
porque ele não
fez algo digno para merecer o voto de quem quer que seja.
Há hoje um excesso de investimento nesta área, cujo objetivo é
apenas salientar os pontos fortes e esconder os fracos do
candidato, permitindo um privilégio para os que tem mais
condições de contratar marqueteiros de alto nível, etc. Se
sonharmos que isto é justo, então estaria ocorrendo apenas o
nivelamento de todos eles, num patamar de informação acima do
que ocorreria sem campanha. Fica do mesmo tamanho, então...
Mas, considerando que minha proposta é muito avançada, vamos
colocar os pés no chão, conscientes do quanto ainda estamos
distantes de uma democracia de fato e de direito.
Da forma que está, este projeto continuará privilegiando os
políticos atuais, cujos mandatos já foram financiados pelos
grandes capitalistas.
O mais justo seria o governo enviar para a casa do eleitor um
cheque para cada cargo em disputa, onde ele colocaria o nome do
candidato que gostaria de financiar.
O candidato pagaria gráficas, out-doors, panfletistas, etc., com
estes cheques nominais às empresas, as quais receberiam
diretamente de um banco estatal a quantia devida.
Algo como o vale-refeição em uso atualmente... O vale-eleição.
Em vez de uma campanha político-partidária, deveria haver uma
campanha de cidadania, mostrando as conseqüências e o propósito
de tudo isto. Deveria ser salientado o valor do voto, o valor
prioritário que se deve dar a quem realmente já tem mostrado
trabalho na
própria comunidade e não apenas na mídia.
Compensa correr qualquer risco para colocar-se o poder do dinheiro
nas mãos do povo, donde deve fluir todo o poder democrático,
contrariando a elitização hoje dominante.
Posteriormente seria feita uma auditoria deste processo, imputando
em perda do mandato qualquer irregularidade cometida.
Deveria ser disponibilizado um telefone 0800 para denúncia de
irregularidades, com prêmio ao cidadão que fornecesse dados
suficientes para conclusão de um processo judicial em ritmo
sumaríssimo.
Democracia, democracia!...
Estarei eu vivo um dia para conhecer-te?
(Matéria Editada em
27/02/02)

Livre Uso: Ao
contrário das demais matérias produzidas pela ABN News, está autorizadas, sem ônus financeiros, a publicação dos Artigos desta editoria pelos veículos de comunicação, desde que mantenham a íntegra do texto da matéria, conservando o cabeçalho ou rodapé com as informações completas sobre o autor e da fonte (ABN
News - Agência Brasileira de Notícias) com a menção obrigatória do portal (www.abn.com.br) nas edições impressas e com links nas publicações em sites.
|
Em Tempo Real: Todas as demais editorias são atualizadas em tempo real para os veículos
de comunicação cadastrados como usuários dos serviços da Agência Brasileira de
Notícias.
Clique
aqui para solicitar mais informações para ser cliente da Agência
Brasileira de Notícias e contratar os Serviços Noticiosos
24 Horas em Tempo Real
|
|

|