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Heitor Reis
é articulista, engenheiro civil, palestrante,
membro do Conselho Consultor
da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida. É
membro afiliado da Fenai - Federação Nacional da Imprensa
[ www.fenai.org.br ] e
da ABI-DF - Associação Brasiliense de Imprensa [
www.imprensa.org.br
] |
Serviço social obrigatório para
universitários
A internauta Eneida Melo, defende que, além dos
jovens trocarem o tradicional Serviço Militar pelo Serviço Social, nossos
universitários também deveriam fazê-lo, no primeiro ano imediatamente após sua
formação. Excelente proposta!
Os ricos e membros de nossa classe média vivem alienados da condição dos demais, que
estão alguns degraus abaixo de sua classe social. Nada melhor para conhecerem o
verdadeiro Brasil que se esconde por detrás dos "shoppings", bares e
"boites" da moda.
Precisamos integrá-los, antes que o tecido social se rompa de forma prejudicial para
todos. A miséria material não é o nosso maior problema. Possuímos uma miséria muito
maior e causa das demais. Nossa miséria ética ou moral: a insensibilidade social dos
mais abastados, que somente se importam com a condição dos outros, quando vêem seus
queridos sendo assaltados, seqüestrados ou mortos por um par de tênis importado.
Alguns desses jovens vão, um dia, assumir o comando do país e poderão reproduzir esta
mesquinhez por algumas outras gerações. Cumpre à nós fazermos, hoje, algo para mudar
este processo, que parece eterno e imutável.
Devemos pressionar nossos representantes no governo, para que criem uma condição tal que
este mal seja cortado pela raiz.
Engenheiros, advogados, médicos, economistas, administradores, filósofos, jornalistas
(especialmente estes), etc., serviriam aos mais pobres no primeiro ano de sua profissão.
Somente assim, compreenderão a dimensão, a repercussão e o propósito de suas
decisões, quando chegarem ao poder, ou mesmo ao exercer sua atividade normal ou o sagrado
direito do voto.
Esta é a luta de classes que devemos estimular. As classes dominantes usando seu
privilégio intelectual para libertar as demais de um pentasséculo de escravidão,
exploração, manipulação e ignorância. Uma classe lutando pela outra e não, contra.
Que tipo de país queremos daqui para frente? O mesmo de sempre?
Nada vai mudar, se não mudarmos nossa postura diante da realidade...
Abaixo o "apartheid" social brasileiro!
(Matéria Editada em
12/09/02)
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